quinta-feira, 9 de maio de 2013

Abre hoje a Central Station, a nova casa de startups na Praça D. Luís.


Abre hoje a Central Station, a nova casa de startups na Praça D. Luís

Por João Pedro Pincha in Público
09/05/2013

Central criativa, incubação de empresas e partilha de espaços e ideias: a nova vida da estação central de correios começa hoje
A antiga estação central de correios de Lisboa, na Praça D. Luís, torna-se hoje a Central Station, um pólo de empresas que promete "criar uma comunidade criativa, inovadora e empreendedora" no coração da capital.
Ontem à tarde, o movimento de pessoas que entravam e saíam do edifício cor-de-rosa, vizinho da Praça da Ribeira e do Cais do Sodré, era intenso e ainda circulavam móveis, latas de tinta e outros materiais.
"Isto está uma grande confusão", dizia o segurança, constantemente chamado a abrir portas ou encontrar pessoas, enquanto um marceneiro dava os retoques finais a um balcão de recepção de contraplacado acabado de montar.
"Por que não rentabilizar este espaço?", foi a pergunta que os promotores da Jones Lang LaSalle, uma empresa do ramo imobiliário, fizeram à proprietária do edifício, a imobiliária Habitat Vitae.
No primeiro andar, o som de berbequins e a passagem frequente de pessoas a carregar secretárias, cadeiras e outros materiais de escritório indicavam que algumas partes do edifício estavam prestes a ser ocupadas. Mas os dois primeiros inquilinos já lá estavam: a Beta-i - uma associação de promoção do empreendedorismo - e a Cowork Lisboa - uma empresa especializada em espaços partilhados de trabalho.
"Isto é o reconhecimento da nossa influência", diz Fernando Mendes, dono da Cowork que, juntamente com a mulher, abriu o primeiro espaço da empresa em 2010 na Lx Factory. O conceito é simples: um grande open space e dezenas de secretárias que diferentes pessoas e empresas podem alugar ao dia, à semana ou ao mês. O objectivo é criar "uma rede diversa de gente", diz Fernando Mendes, o que "resulta em muitos negócios".
"O novo spot de Lisboa"

A Cowork está na Central Station a convite directo da Beta-i, que Fernando Mendes considera "o actor mais importante do empreendedorismo" portugês. Juntas, as duas entidades ocupam mais de 1300 m2, mas há cerca de 9000 mais para arrendar, não só para incubação de novos projectos - com o apoio da Beta-i -, mas também para empresas já em actividade.
A estação central de correios foi projectada em 1941 por Adelino Nunes - arquitecto responsável por mais de uma dezena de estações de correios -, começada em 1942 e inaugurada em 1953. Lá funcionaram os serviços postais e de telégrafo dos CTT durante várias décadas. A estação acabou por ser substituída por uma outra aberta na Praça do Município em 2011.
Mesmo em frente à Central Station, a Praça D. Luís é hoje um estaleiro de obras de um parque de estacionamento subterrâneo onde já foram descobertos vestígios de um fundeadouro e embarcações romanas. O jardim, que é cortado a meio pelos tapumes do estaleiro, tem os seus espaços repletos de lixo, sem-abrigo e grafitti.
Um cenário que a Central Station poderá ajudar a mudar. "Foi-nos proposta a animação deste espaço", conta Fernando Mendes, referindo que as empresas agora instaladas vão "tentar que o pátio do edifício seja um novo spot [um local em voga] de Lisboa". É nesse pátio que acontecerá hoje a festa de inauguração e, na mesma altura, o lançamento do Lisbon Challenge, um programa de aceleração de startups [empresas inovadoras em fase de arranque] da Beta-i com o apoio da Câmara de Lisboa.
A festa de inauguração inicia-se às 18h, prolongando-se com DJ e animação artística até à meia-noite.

Sem comentários: