terça-feira, 10 de novembro de 2015

Fernando Medina critica Plano Estratégico para Belém e pede extinção de estrutura


Uma das ideias do plano de António Lamas é o alargamento do CCB

Fernando Medina critica Plano Estratégico para Belém e pede extinção de estrutura

Câmara de Lisboa identificou 42 edifícios municipais com amianto. Remoção deverá ocorrer até ao fim do mandato

Este processo não começou bem, prosseguiu pior e esperemos que tenha um final feliz, com a extinção da equipa”

Inês Boaventura / 11-11-2015 / PÚBLICO

O Plano Estratégico Cultural da Área de Belém, que foi tornado público no mês de Setembro, “não vincula a câmara nem nenhuma das suas instituições”. Quem o diz é o presidente da Câmara de Lisboa, que considera que o único “final feliz” para um processo que “não começou bem e prosseguiu pior” seria a “extinção” da estrutura de missão presidida por António Lamas.

“A Câmara de Lisboa não teve qualquer participação na elaboração do relatório”, lamentou Fernando Medina, referindo-se ao plano, que, entre outros aspectos, propõe a criação de percursos temáticos relacionados com os Descobrimentos, a criação do Distrito Cultural de Belém e a ampliação do Centro Cultural de Belém (CCB).
Respondendo a uma pergunta do deputado comunista Modesto Navarro, que criticou a “visão mercantilista” do documento apresentado pelo anterior Governo, Fernando Medina garantiu que “a câmara não foi ouvida nem consultada”. Isto, garantiu, apesar de a autarquia ter manifestado “total disponibilidade para um trabalho em conjunto”.

O autarca socialista, que falava na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de ontem, acrescentou ainda que a autarquia “decidiu não integrar o conselho consultivo” que foi criado para apoiar a estrutura de missão coordenada pelo presidente do CCB. “Este processo não começou bem, prosseguiu pior e esperemos que tenha um final feliz, com a extinção da equipa e a confinação ao que são as competências próprias de cada um”, concluiu.

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