Portugal "não alcança" a lógica da retirada da
lista verde do Reino Unido
Através do Twitter, o Ministério dos Negócios
Estrangeiros já reagiu à decisão do Reino Unido, que retirou Portugal da lista
verde de destinos considerados seguros.
Reuters
Cátia Rocha
catiarocha@negocios.pt
17:14
"Tomámos
nota da decisão britânica de retirar Portugal da 'lista verde' de viagens, uma
decisão cuja lógica não se alcança." É desta forma que o Ministério dos
Negócios Estrangeiros reage à decisão do Reino Unido, que esta tarde confirmou
a saída de Portugal da lista verde.
"Portugal
continua a realizar o seu plano de desconfinamento, prudente e gradual, com
regras claras para a segurança dos que aqui residem ou nos visitam",
sublinha o ministério de Augusto Santos Silva.
Tomamos nota da
decisão britânica de retirar Portugal da “lista verde” de viagens, uma decisão
cuja lógica não se alcança. Portugal continua a realizar o seu plano de
desconfinamento, prudente e gradual, com regras claras para a segurança dos que
aqui residem ou nos visitam.
Esta
quinta-feira, o Governo britânico confirmou a saída de Portugal da lista verde
do Reino Unido, onde figuram os destinos considerados seguros, que dispensam a
quarentena de 10 dias no regresso ao país. Desde o início da manhã que a
imprensa britânica avançava a saída de Portugal da lista.
O país passa a
integrar a lista âmbar, que exige um teste negativo à covid-19 antes de
embarcar de regresso ao Reino Unido e ainda uma quarentena durante à chegada. A
medida tem efeitos a partir das 4 horas desta terça-feira, dia 8 de junho.
Portugal figurou
na lista britânica durante 17 dias. Com a entrada na lista anunciada no início
de maio, Portugal, que é um dos destinos turísticos mais populares entre os
britânicos, viu disparar as reservas de viagens. O facto de outros destinos
populares, como Espanha ou a Grécia, também estarem fora da lista que dispensa
quarentena, impulsionou as reservas para estadias em Portugal.
O Reino Unido não
adicionou nenhum país à lista verde esta quinta-feira, mas incluiu sete
destinos na chamada lista vermelha, que antes figuravam na lista âmbar:
Afeganistão, Bahrain, Costa Rica, Egito, Sri Lanka, Sudão e Trinidade e Tobago.
Ações de empresas de turismo caíram
Após a imprensa
britânica avançar que Portugal poderia sair da lista verde, as ações de
empresas ligadas ao turismo, como a aviação e a hotelaria, começaram a cair. O
setor do turismo e lazer terminou a sessão desta quinta-feira na Europa a
tombar 1,6%.
Os operadores
turísticos e as companhias aéreas, como a easyJet ou a Ryanair viram os títulos
cair. As ações da easyJet chegaram a cair cerca de 6%, para mínimos de abril,
tendo fechado a sessão com perdas de 5,08% para as 9,5920 libras. Já os títulos
da Ryanair chegaram a cerca de 3,5%, tendo fechado a sessão a depreciar 0,26%,
nos 17,10 euros.

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