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ECONOMIA
Governo recruta 54 pessoas para controlar dinheiro da
bazuca europeia
A estrutura de missão “Recuperar Portugal”, que vai
monitorizar a execução do PRR, vai ter 47 técnicos superiores e 7 assistentes
técnicos ou operacionais. Os custos com pessoal ascendem a 2,4 milhões de euros
por ano.
Tiago Petinga /
Lusa
António Larguesa
António Larguesa
alarguesa@negocios.pt
A estrutura de
missão "Recuperar Portugal", criada pelo Governo para monitorizar a
execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), vai poder recrutar 47
técnicos superiores e 7 assistentes técnicos ou operacionais.
Segundo um
despacho conjunto publicado em Diário da República esta segunda-feira, 5 de
julho, os técnicos podem ser recrutados através de várias modalidades: contrato
de trabalho, mobilidade, acordo de cedência de interesse público ou comissão de
serviço.
Assinado pelos
ministros das Finanças, da Administração Pública e do Planeamento, o diploma,
que produz efeitos a partir de 1 de julho, prevê ainda que o encargo global
decorrente dos custos com pessoal não pode ultrapassar o montante anual de 2,4
milhões de euros.
Além destas 54
pessoas a recrutar, esta nova estrutura do Estado terá um presidente (Fernando
Alfaiate), um vice-presidente (Mário Rui da Silva) e quatro coordenadores de
equipas de projeto, que também já foram designados.
Joana Maria Gomes Ferreira da Silva Mota fica
responsável pela dimensão relativa à resiliência; Maria João Coelho com a
transição climática; Manuel Ricardo Simões Banha com a transição digital; e
Nuno Manuel Remis Marques Gomes lidera a "equipa segregada de controlo
interno".
Os encargos orçamentais relativos à criação e
funcionamento da estrutura "Recuperar Portugal" são suportados pela
Agência para o Desenvolvimento e Coesão, "sendo para o efeito dotada dos
respetivos recursos financeiros provenientes de verbas do Orçamento do
Estado".
Prevendo um
conjunto de reformas e investimentos para alavancar o crescimento económico, o
PRR português ascende a 16,6 mil milhões de euros de financiamento total – a
executar até 2026 –, sendo composto por uma vertente de perto de 14 mil milhões
de euros a fundo perdido e o restante em empréstimos.

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