sábado, 3 de julho de 2021

Já seguiu nova queixa contra Medina por exoneração de encarregado de protecção de dados

 

IMAGEM DE OVOODOCORVO


CÂMARA DE LISBOA

Já seguiu nova queixa contra Medina por exoneração de encarregado de protecção de dados

 

Associação dos Profissionais de Protecção e Segurança de Dados diz que se trata “de mais uma infracção do Regulamento Geral de Protecção de dados a somar às 225 detectadas neste caso pela CNPD”.

 

Helena Pereira

3 de Julho de 2021, 12:39

https://www.publico.pt/2021/07/03/politica/noticia/ja-seguiu-nova-queixa-medina-exoneracao-encarregado-proteccao-dados-1968985

 

A Associação dos Profissionais de Protecção e Segurança de Dados (APPSD) entregou este sábado uma queixa à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) sobre a exoneração do encarregado de protecção de dados da autarquia de Lisboa, decisão que foi formalmente tomada sexta-feira em reunião de câmara, na sequência do escândalo da partilha de dados de manifestantes com embaixadas estrangeiras.

 

“A queixa foi entregue hoje de manhã à CNPD”, confirmou ao PÚBLICO a presidente da APPSD, Inês Oliveira, considerando que se trata “de mais uma infracção do Regulamento Geral de Protecção de dados a somar às 225 detectadas neste caso pela CNPD”.

 

A APPSD considera que esta exoneração de Luís Feliciano viola o artigo 38 n.º3 do RGPD que diz que “o encarregado não pode ser destituído nem penalizado pelo responsável pelo tratamento ou pelo subcontratante pelo facto de exercer as suas funções”. Ora, lembra Inês Oliveira, “a presidente da CNPD quando foi ouvida no Parlamento disse várias vezes que o encarregado da protecção de dados de Lisboa cumpriu com as suas tarefas”.

 

A proposta de exoneração, que foi discutida e votada em reunião extraordinária privada da Câmara de Lisboa na sexta-feira, foi aprovada por oito votos a favor, seis contra e três abstenções. Na mesma sessão, o executivo municipal aprovou também propostas relativas à designação do novo encarregado da protecção de dados do município de Lisboa e às competências da equipa de projecto de protecção de dados pessoais e designado o respectivo coordenador.

 

Esta semana, a CNPD acusou a Câmara de Lisboa de ter violado o RGPD ao partilhar com embaixadas dados pessoais dos organizadores de manifestações, elencando um total de 225 infrações, punível até 20 milhões de euros cada uma.

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