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Eduardo Cabrita não se demite devido ao acidente na A6 e
remete decisão para António Costa
João Tereso
Casimiro 02 Julho 2021, 17:53
O ministro da
Administração Interna quebrou esta sexta-feira o silêncio duas semanas depois
do acidente na A6 e garantiu que não houve nenhuma intervenção dos poderes
políticos no sentido de condicionar a investigação ao acidente em que o seu
carro esteve envolvido.
Eduardo Cabrita,
ministro da Administração Interna, falou pela primeira vez aos jornalistas
depois de ser ver envolvido num acidente de viação que culminou com a morte de
um trabalhador que se encontrava na A6. Além de esclarecer que prestou as
devidas condolências diretamente à família da vítima, Nuno Costa, Eduardo
Cabrita rejeitou a possibilidade de se demitir do cargo no Governo e afirmou
que “essa é uma matéria de estrita responsabilidade do senhor
primeiro-ministro”.
“As estruturas da
Administração Interna não deixarão de prestar toda a colaboração necessária a
todos os pedidos ao apuramento da total caracterizarão do que ocorreu”,
esclareceu Eduardo Cabrita, depois de esta semana ter surgido a notícia,
avançada pelo “Correio da Manhã”, de uma possível ordem superior para impedir
ou condicionar a investigação relacionada com o acidente de viação.
Posteriormente, a
GNR garantiu que “nunca existiu qualquer “ordem superior” para impedir ou
condicionar quaisquer diligências relacionadas com a investigação do acidente”,
e que está, neste momento ainda a desenvolver “todas as diligências inerentes a
um processo de investigação de um acidente de viação com vítimas mortais”.
Eduardo Cabrita
fez também questão de sublinhar que foi o Ministério da Administração Interna
(MAI) “a dar a devida nota do infeliz acidente e, porque está aberto, sob o
Estado de Direto, o devido inquérito por parte do Ministério Público, sujeito a
segredo de justiça, não é esta uma matéria sobre a qual deva comentar”.
“As minhas
primeiras palavras são reafirmar aquilo que, na altura, tomei a liberdade de
fazer, manifestar as devidas condolências ao trabalhador que foi mortalmente
vítima deste acidente rodoviário e transmitir uma viva solidariedade – aliás,
no próprio dia – à sua mulher e às suas filhas”, esclareceu Eduardo Cabrita.
Adicionalmente, o ministro também deu conta de um processo em andamento com a
Segurança Social, cujo objetivo é “agilizar os mecanismos legais” para ser
prestado apoio financeiro à família de Nuno Costa, o mais rapidamente possível.
Por fim, Eduardo
Cabrita afirmou: “Aquilo que eu não desejo a ninguém, na qualidade de
passageiro, é ver-se envolvido numa situação tão dramática como esta. Por isso,
gostaria de fazer um apelo, sem qualquer referência específica, que
confiássemos naqueles a quem cabe apurar os factos”.

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