POLÍTICA
03.07.2021 às
01h52
LUSA
André Ventura defende “cadastro étnico racial” para
solucionar problemas de minorias
Lusa
O presidente do Chega defendeu a criação de um
"cadastro étnico racial" para identificar problemas de algumas
minorias em Portugal, rejeitando tratar-se de racismo
O presidente do
Chega, André Ventura, defendeu na sexta-feira à noite a criação de um “cadastro
étnico racial” para identificar os problemas de algumas minorias em Portugal,
com vista a tentar solucioná-los, rejeitando tratar-se de racismo.
“O partido deve
defender não só a identificação das comunidades subsidiodependentes, onde estão
localizadas, qual é a prevalência da subsidiodependência, qual é o nível de
subsidiodependência, porque na verdade somos todos nós que estamos a pagar
isso, como deve ter uma espécie de cadastro ou de identificação étnica ou
racial”, afirmou.
Numa intervenção
no arranque do VII Conselho Nacional do Chega, que decorre até sábado em
Sagres, no Algarve, André Ventura argumentou que nunca se conseguirá resolver
problema nenhum “sem identificar primeiro” qual é o problema e qual a
prevalência de comportamentos criminais.
“Este cadastro
étnico racial que acho que devemos defender e que seria ímpar dentro da União
Europeia não nos deve meter medo, porque nós sabemos que não somos racistas”,
afirmou, sublinhando que se trata de “resolver” um problema.
“Entendo que nós
temos em Portugal temos um problema grave de subsidiodependência em algumas
comunidades, e que não devemos ter medo de pedir ao Estado que as identifique”,
sublinhou, acrescentando que não defende o “ataque” às minorias.
O presidente do
Chega frisou que nada move o partido contra a comunidade cigana, “apenas a
prevalência da sua subsidiodependência crónica, passiva e quase voluntária”,
defendendo que esta identificação seria um instrumento para o Estado saber “que
problemas efetivos” têm estas comunidades.
Para André
Ventura, as minorias “devem cumprir as mesmas regras que cumpre a maioria, sem
privilégios, sem cedências, mas a cumprir exatamente o mesmo que os outros têm
de cumprir, quer a nível fiscal, quer a nível de regras sociais, quer a nível
de regras comportamentais”.
O Conselho
Nacional do Chega decorre até sábado em Sagres, no Algarve, para debater e
aprovar o novo programa político do partido, que o presidente quer ver
clarificado e simplificado, tendo apresentado uma proposta com metade das
páginas do atual.
A proposta base
que a liderança vai apresentar ao órgão máximo do Chega entre congressos tem 25
páginas, face às 60 do documento que vigora desde a fundação do partido, em
2019.
Além da
apresentação, discussão e votação do programa do partido, está prevista a
aprovação do regulamento eleitoral e do regulamento de disciplina, bem como um
período para informações da direção nacional.
O debate e
aprovação do programa do Chega, que dividiu o partido, esteve agendado para o
congresso nacional de Coimbra, de 28 a 30 de maio, mas foi adiado para a
primeira reunião do Conselho Nacional.


Sem comentários:
Enviar um comentário