VISÃO SAÚDE
02.08.2021 às
08h00
Cientistas britânicos convencidos de que vai aparecer uma
nova variante capaz de furar proteção das vacinas
O grupo de
aconselhamento científico do governo britânico publicou uma relatório pouco
animador, numa altura em que a taxa de vacinação nos países desenvolvidos
começa a permitir pensar num retorno a uma vida mais ou menos
"normal"
É“quase certo”
que vai aparecer uma variante do SARS-CoV-2 capaz de levar as vacinas
atualmente em uso a falharem. A análise de um grupo de académicos britânicos
foi publicada Grupo Científico de Aconselhamento para Emergências(SAGE) e ainda
não foi revista pelos pares. A investigação ainda está no início e é, para já,
apenas teórica, ou seja, não há qualquer prova de uma variante desse nível
esteja já a circular. Mas os cientistas estão convencidos da sua previsão e a
base, essa, é a que já é cientificamente assumida: a erradicação do vírus é
pouco provável e é certo que vão continuar a aparecer variantes.
Estes cientistas
recomendam às autoridades que se continue a reduzir a transmissão do vírus
tanto quanto possível para evitar esta hipótese de uma variante resistente à
vacinação e sugerem que as investigações para novas vacinas se foquem não só em
evitar a doença grave e a hospitalização como também em “induzir níveis elevados
e duradouros de imunidade”.
O objetivo deve
ser, escrevem, “reduzir a infeção e a transmissão (por parte) de indivíduos
vacinados”, uma vez que algumas variantes que apareceram nos últimos meses
“mostram uma suscetibilidade reduzida à imunidade adqiurida através das
vacinas, apesar de nenhuma parecer conseguir escapar inteiramente” a essa
proteção. Mas o documento alerta que estas variantes surgiram antes de a
vacinação estar generalizada. Agora, “vai aumentar a vantagem de
transmissibilidade alcançada por um vírus que pode evadir-se à imunidade
adquirida pela vacina”.
Este alerta já
tinha sido feito pelo SAGE no início de julho, com os centistas a avisar que a
“combinação de uma prevalência elevada e níveis altos de vacinação cria
condições para a emergência de uma variante capaz de fugir à imunidade”.


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