Brasões florais passam a calçada
Após meses de negociações, peticionários e CML chegaram a
acordo e os antigos brasões florais da Praça do Império vão passar a estar
representados em calçada portuguesa.
Henrique Pinto de
Mesquita
3 de outubro 2021
Os antigos brasões florais da Praça do Império –
cuja remoção havia sido anunciada em 2017, causando polémica – vão passar a
estar reproduzidos na calçada da mesma praça, paralelamente ao sítio onde
estavam (conforme desenho do projeto que se publica em cima). A decisão resulta
do compromisso entre o movimento Nova Portugalidade e José Sá Fernandes,
vereador cessante do Ambiente, Clima e Energia, Estrutura Verde e Serviços do Município de Lisboa. O plano foi
«consensualizado entre a Câmara Municipal de Lisboa, os peticionários e o
atelier de Arquitetura», segundo uma missiva da CML a que o Nascer do SOL teve
acesso. Agora, o projeto será submetido à Direção Geral do Património Cultural
(DGPC) «com o objetivo de ser emitido o respetivo parecer». Sendo este emitido,
«estão as partes de acordo que terá sido encontrada uma solução para o futuro
da Praça do Império», lê-se na mesma carta da CML. Rafael Pinto Borges, líder
da Nova Portugalidade, diz ao Nascer do SOL estar «confiante» quanto à chancela
da DGPC, assim como espera que o «novo executivo» informe que se sente «bem com
a solução» encontrada. Pinto Borges nota ainda estar ser uma «enorme vitória
simbólica para aqueles que se opõem ao apagão da história, à perseguição de
testemunhos do passado e à destruição da cultura, ou seja, ao talibanismo
cultural».
De qualquer
forma, se esta for mesmo a solução definitiva, desaparecem da Praça do Império
os brasões florais, património da escola de jardinagem de Lisboa entretanto
desaparecida.

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