domingo, 23 de outubro de 2022

Voos noturnos em Lisboa permitidos até 28 de novembro / 19 Fevereiro 2020 : Medina promete "total oposição" a eventual retomar de voos noturnos em Lisboa / Associação Zero dá parecer negativo a mais voos nocturnos em Lisboa

 


Voos noturnos em Lisboa permitidos até 28 de novembro

 

Voos noturnos em Lisboa permitidos até 28 de novembro

 

A decisão já estava em discussão há vários meses e foi publicada esta segunda-feira. Só esta semana, o aeroporto pode receber um máximo de 128 voos noturnos. PAN vai chamar o Governo a plenário, PCP acusa Moedas de inação e Livre pede que não se sacrifique o descanso da população.

 

Até novembro, Lisboa poderá ter mais 424 voos na Portela durante o período noturno, caso seja necessário.

 

Rui Miguel Godinho

7 Outubro 2022 — 19:48

https://www.dn.pt/local/mais-voos-noturnos-permitidos-em-lisboa-a-partir-de-terca-feira--15260970.html

 

Durante mais de um mês, o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, vai poder receber voos durante o período noturno, em duas janelas horárias: da meia-noite às 2.00 e das 5.00 às 6.00 horas. Tudo devido à troca do sistema de gestão de tráfego aéreo "por razões de segurança operacional."

 

A decisão que entra em vigor na terça-feira e vai até 28 de novembro já estava em cima da mesa há vários meses - e em discussão pública desde agosto - e foi oficializada esta segunda-feira., depois de publicada em Diário da República. Ao que o DN apurou junto de fonte do Governo, a situação "é excecional e com um período temporal determinado", não havendo "qualquer prolongamento" para lá da data limite.

 

Em relação ao documento inicialmente proposto, a portaria publicada nesta segunda-feira tem algumas alterações, como o caso da limitação horária - anteriormente, estava prevista a possibilidade de voos durante toda a noite, algo que agora é alterado. Esta decisão é saudada pela associação ambientalista Zero, que considera "positiva" a criação desta janela horária, apesar de "o período noturno ser aquele que mais impacto tem na vida e no descanso das pessoas". Perante isto, o diploma prevê algumas medidas de mitigação, tais como o local de aterragem e descolagem dos aviões (que deve ser feito em sentidos específicos, quando possível), bem como a utilização de "aeronaves de nova geração com recurso a motores menos ruidosos", lê-se na portaria n.º 255-A/2022.

 

Contudo, estas normas "são insuficientes", considera Acácio Pires, da Zero. "Há várias coisas que já podiam ter sido feitas, como o isolamento das casas, que já devia ter acontecido há décadas e ainda não está feito", afirma ao DN. "É importante relembrar que, com o aeroporto no local em que está, a vida de milhares de pessoas é afetada. Não são só as zonas de Alvalade e do Campo Grande, é também Campo de Ourique, Campolide, Entrecampos e zonas circundantes ao aeroporto", alerta.

 

Fonte da NAV garante, no entanto, que "isto não significa necessariamente que haja mais voos noturnos". "O que se pretende é criar uma margem que permita que um avião que chegue atrasado, possa, no fundo, continuar a operação de seguida. Por exemplo: um voo que venha de Paris, planeado para aterrar à meia-noite, não precisa, com esta derrogação agora aprovada, de esperar até às 6.00 para continuar a operação", podendo assim operar entre as 00.00 e as 2.00 ou mais tarde, das 5.00 às 6.00 horas.

 

Apesar disso, a portaria explicita que passarão a estar impostos limites máximos "de movimentos semanais e adicionais aos limites atuais", reduzindo o volume de voos noturnos até ao final das operações de substituição do sistema em causa. Assim, na primeira semana (de 18 a 23 de outubro), o limite máximo é de 168 voos; na seguinte, de 86; na terceira, de 75; na quarta, de 45; na quinta, de 30; na última, de 20. Isto traduz-se em, no máximo, mais 424 voos noturnos, caso seja necessário. "É um mecanismo de flexibilidade na operação", considera o Governo no diploma. Segundo a NAV, só para terça-feira foram cancelados, com "meses de antecedência" 250 slots de companhias aéreas, mitigando assim o impacto das alterações do sistema de controlo de tráfego aéreo.

 

Na portaria, é ainda esclarecido que "quaisquer factos ou condutas" que violem todas estas condições devem ser comunicadas à Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) pela entidade gestora do aeroporto de Lisboa, a ANA.

 

Ao DN, fonte do ministério do Ambiente e da Ação Climática confirmou que a intenção é "permitir que as transportadoras aéreas que operam no Aeroporto Humberto Delgado possam realizar alguns dos movimentos aéreos fora das faixas horárias diárias previamente atribuídas, podendo, assim, vir a abranger parte do período noturno". Esta situação, afirma a mesma fonte, "é excecional".

 

Em relação às medidas de mitigação, o ministério relembra que "a portaria prevê medidas" de redução dos impactos, bem como de fiscalização, como por exemplo "a comunicação ativa à população, durante este período, bem como relatórios periódicos dos voos abrangidos e das medidas de mitigação implementadas". O objetivo principal é garantir a "transparência com a população e com o objetivo último de minimizar potenciais impactes temporários sobre o bem-estar das populações das zonas sobrevoadas."

 

Partidos querem explicações

Já com a portaria aprovada, as diferentes forças políticas manifestaram-se, com o PAN a anunciar que entregou na Assembleia da República, dois projetos de lei: um para revogar a portaria do Governo, outro para impor uma interdição de voos em todos os aeroportos nacionais entre a meia-noite e as 6.00, "salvo por motivos de força maior", como emergências ou desvios por questões de segurança. O partido liderado por Inês Sousa Real anunciou ainda que vai chamar o Governo para debater a questão, uma vez que considera - com base em denúncias - haver "uma reiterada violação dos níveis de ruído" devido aos voos noturnos na cidade.

 

Por outro lado, João Ferreira (um dos dois vereadores do PCP na Câmara de Lisboa) reagiu no Twitter, acusando o autarca Carlos Moedas de "não se ver nem se ouvir sobre o assunto". Os vereadores do PCP apresentaram, aliás, uma proposta, no início de setembro, para tentar travar a medida agora em vigor. A moção do PCP foi incluída no documento final - tal como outra do Livre -, que foi aprovado por maioria (com abstenções e votos contra dos vereadores do PS). "Por proposta do PCP, a Câmara tomou posição sobre isto, considerando a medida inaceitável", atirou o vereador comunista.

 

Também o Livre contesta a decisão. Além da moção aprovada na Câmara de Lisboa, o partido apresentou ainda uma "recomendação na Assembleia da República, que está em comissão, ou seja, ainda não foi a plenário". Afirmando que o partido é "contra esta decisão", Isabel Mendes Lopes, deputada municipal do partido, refere que "o Livre compreende a necessidade de atualização do sistema de tráfego, mas não pondo em causa a saúde e o descanso da população."

 

Questionado pelo DN sobre esta questão, o executivo municipal liderado por Moedas remeteu a posição para o documento em causa, acrescentando que "além da mitigação que está prevista na portaria, a Câmara irá tentar alertar e sensibilizar as pessoas afetadas pela questão."

 

rui.godinho@dn.pt

 

Notícia atualizada às 15.15 do dia 18 de outubro com as respostas do ministério do Ambiente e da Ação Climática.

 

Medina promete "total oposição" a eventual retomar de voos noturnos em Lisboa

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, assegurou que o município não tolerará o regresso dos voos noturnos no aeroporto Humberto Delgado, considerando que tal decisão seria "absolutamente inaceitável".

 

 19 Fevereiro 2020 : Medina promete "total oposição" a eventual retomar de voos noturnos em Lisboa

 

Dinheiro Vivo/Lusa

19 Fevereiro 2020 — 07:20

https://www.dn.pt/lisboa/medina-promete-total-oposicao-a-eventual-retomar-de-voos-noturnos-11836208.html

 

"Não toleraremos de novo o regresso dos voos noturnos na cidade de Lisboa, não toleraremos", afirmou Fernando Medina, na reunião da Assembleia Municipal que decorreu na tarde desta terça-feira.

 

Considerando que a situação que se vivia até há algumas semanas, antes da suspensão dos voos noturnos devido às obras que se estão a realizar no aeroporto, era "verdadeiramente inaceitável", Fernando Medina (PS) disse já ter transmitido "a quem de direito" a sua "total, frontal e completa oposição" ao retomar de aterragens e descolagens durante a noite.

 

"Reafirmo a minha total e completa oposição a que, no momento da finalização das obras atuais, se venha a registar qualquer retomar da realização de voos noturnos em condições sequer próximas da grosseira ilegalidade da situação que se vivia previamente a este período", insistiu.

 

Fernando Medina recusou que se queira fazer dos lisboetas "fator de ajustamento da tragédia pública que foi o processo de decisão de expansão de capacidade aeroportuária de Lisboa e ainda menos dos interesses privados" de qualquer companhia aérea.

 

O presidente da Câmara de Lisboa voltou também a criticar a forma como "o setor e os operadores" se têm comportado perante o município, insistindo que existe "uma enorme opacidade relativamente a informação básica e fundamental".

 

Aliás, acrescentou, a decisão da autarquia de instalar um sistema próprio de monitorização de ruído e de poluição "é reveladora do ponto a que se chegou".

 

"O mesmo é dizer que nós não temos confiança na informação que é fornecida, quando ela é fornecida, e não tem sido fornecida", admitiu Fernando Medina.

 

Na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa foi também aprovada por unanimidade uma recomendação do partido ecologista Os Verdes para a reativação do Conselho Municipal de Ambiente.

 

No texto, Os Verdes recordam que o Conselho Municipal de Ambiente - "um órgão de reflexão e consulta, representativo das várias entidades do concelho de Lisboa, tendo por missão estabelecer uma estrutura permanente de participação e debate" - foi criado em 2008.

 

Contudo, 11 anos depois, "verifica-se que este órgão nunca funcionou", é referido.

 

"Numa altura em que Lisboa se tornou na primeira cidade do sul da Europa a ser distinguida como "Capital Verde Europeia" no ano de 2020, Os Verdes consideram que esta distinção deve ser o impulso e a oportunidade para a reativação do Conselho Municipal de Ambiente, promovendo assim uma maior participação dos cidadãos e das organizações de ambiente", defende o texto.

 

AEROPORTO DE LISBOA

Associação Zero dá parecer negativo a mais voos nocturnos em Lisboa

 

A intenção de levantar as restrições aos voos nocturnos duraria mais de um mês. Associação denuncia que o sobrevoo da cidade de Lisboa por aviões em período nocturno (mais de 20 mil por ano no período das 23h às 7h) “afecta mais de 150 mil cidadãos com níveis de ruído insalubres e ilegais”.

 

Lusa

2 de Outubro de 2022, 14:22

https://www.publico.pt/2022/10/02/azul/noticia/associacao-zero-parecer-negativo-voos-nocturnos-lisboa-2022584

 

A associação ambientalista Zero deu parecer negativo sobre a portaria que permite voos nocturnos acrescidos em Lisboa a partir de dia 18, considerando que tal terá “impactos socioambientais muito negativos sobre populações de Lisboa e Loures”.

 

“A Zero opõe-se frontalmente a voos nocturnos sem limites no aeroporto de Lisboa durante mais de um mês” e considera “ilegítimo” que em nome da actualização de um sistema de controlo de tráfego aéreo “os cidadãos de Lisboa e Loures sejam chamados a ser sacrificados com níveis de ruído nocturno intoleráveis”, considera a associação em comunicado.

 

No início de Agosto foi anunciado pelo Governo a intenção de aprovar uma portaria que permita anular temporariamente a parte da lei que estabelece restrições ao tráfego aéreo nocturno entre as 00h e as 6h, que a NAV (Navegação Aérea) quer que seja entre o dia 18 de Outubro a 28 de Novembro, para implementar um novo sistema de controlo.

 

A proposta mereceu desde logo críticas de associações ambientalistas, que recordaram que os níveis de ruído no aeroporto de Lisboa ultrapassam os limites legais, e que o actual regime de restrições nocturnas também não é sequer cumprido, com demasiados aviões a levantarem a aterrarem entre as 00h e as 6h.

 

A proposta do Governo está em consulta pública até terça-feira, mas neste domingo a Zero já fez saber que, tendo participado no processo, se pronunciou “de forma veementemente negativa”. E pede aos cidadãos que participem na consulta pública.

 

Para justificar a sua posição a Zero começa por salientar que o ruído “constitui uma forte perturbação da qualidade de vida, nomeadamente o ruído nocturno, causando doença cardiovascular, stress, redução da capacidade de aprendizagem das crianças, défice cognitivo nos adultos, entre outros distúrbios e patologias”.

 

Em Julho de 2019, em Abril de 2020 e em Julho de 2022 a Zero mediu o ruído nas imediações do aeroporto e os valores (excepto em 2020, em plena pandemia de covid-19) foram “muito acima” do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), uma “ampla violação dos limites estabelecidos”.

 

No comunicado a organização ambientalista nota também que o sobrevoo da cidade de Lisboa por aviões em período nocturno, mais de 20.000 voos por ano no período das 23h às 7h, “afecta mais de 150.000 cidadãos com níveis de ruído insalubres e ilegais”.

 

Depois salienta que o que se passa em Lisboa nesta matéria é um “caso singular em toda a Europa”, onde aeroportos que afectam muito menos população e encerram totalmente em período nocturno.

 

E como se não bastasse, nas seis horas nocturnas em que supostamente não deviam passar aviões, ou só casos excepcionais até 91 por semana, há “uma reiterada e flagrante violação destes limites, com excedências em mais de 50% no número de voos permitidos, o que prefigura conivência com a ilegalidade e grosseira negligência em relação às populações afectadas por parte das autoridades”.

 

“A Zero entende que este estado das coisas, já de si grave, não pode ser agravado sob nenhum pretexto durante nenhum período de tempo”, sublinha.

 

A justificação para alargar os voos nocturnos vai sacrificar os cidadãos e é inconstitucional, acusa a Zero, que nota que o descanso, o sono, a qualidade de vida e o direito ao ambiente são direitos constitucionalmente consagrados e tidos como fundamentais na Constituição da República Portuguesa.

 

A Zero, como já disse também a associação ambientalista Geota, entende que se está a fazer uma “expansão encapotada do aeroporto”, com mais aviões a aterrarem e a descolarem.

 

E também como a Geota recorda que o processo foi lançado no meio do verão, em plenas férias, com uma consulta pública restrita, para que houvesse uma fraca participação.

 

A Zero diz não aceitar que não se cumpra o plano de acções de gestão e redução de ruído no aeroporto de Lisboa, denuncia que a página da internet do aeroporto de Lisboa não permite que os cidadãos se queixem do ruído, como também o não permite a página da ANAC (entidade reguladora do sector da aviação).

 

E explica que disponibiliza na sua página um formulário para que os cidadãos possam fazer essas queixas, que serão dirigidas às entidades competentes. Desde Julho, a Zero já recolheu 200 reclamações.



Associações de ambiente exigem “medidas imediatas” para compensar voos noturnos em Lisboa

 

Lusa

AMBIENTE

17.10.2022 às 21h53

https://visao.sapo.pt/visao_verde/ambiente/2022-10-17-associacoes-de-ambiente-exigem-medidas-imediatas-para-compensar-voos-noturnos-em-lisboa/

 

Três organizações não-governamentais de ambiente exigiram hoje "medidas imediatas" para compensar os cidadãos de Lisboa e Loures pelos voos noturnos autorizados no aeroporto Humberto Delgado durante as próximas semanas

 

Três organizações não-governamentais de ambiente (ONGA) exigiram hoje “medidas imediatas” para compensar os cidadãos de Lisboa e Loures pelos voos noturnos autorizados no aeroporto Humberto Delgado durante as próximas semanas.

 

A Zero, a Quercus e a Geota reclamam “medidas compensatórias para os cidadãos de Lisboa e Loures, os quais devem ser imediatamente ressarcidos pela pena adicional a que vão ser sujeitos durante as próximas seis semanas”, avançam as ONGA em comunicado.

 

Em causa está uma portaria do Governo hoje publicada em Diário da República a autorizar mais voos noturnos no aeroporto de Lisboa a partir de terça-feira e até 28 de novembro, para mudar o sistema de gestão de tráfego aéreo.

 

O diploma cria um regime excecional relativo à operação de aeronaves no Aeroporto Humberto Delgado durante o período temporal “estritamente necessário para assegurar o processo de mudança de sistema de gestão de tráfego aéreo, tendo início no dia 18 de outubro e não se prolongando para além” do dia 28 de novembro de 2022.

 

Depois de reunirem com a NAV Portugal, a autoridade da navegação aérea, e com o secretário de Estado das Infraestruturas, as associações ambientalistas defendem a implementação das medidas previstas no Plano de Ações de Gestão e Redução de Ruído para o Aeroporto Humberto Delgado, aprovado pela Agência Portuguesa do Ambiente.

 

A concretização dessas medidas, de acordo com a Zero, Quercus e Geota, é uma “obrigação da legislação nacional e europeia”, as quais, porém, “não estão a ser aplicadas pela ANA Aeroportos, mesmo apesar da sua fraca ambição”.

 

Além disso, as ONGA preconizam “medidas compensatórias” para os cidadãos, como a avaliação do impacte associado aos movimentos de jatos privados, a implementação imediata das obras de isolamento dos edifícios onde se situam recetores sensíveis ao ruído e a criação de canais para os cidadãos reclamarem do ruído excessivo em sítios ‘online’ oficiais.

 

Além destas medidas, defendem a publicação dos mapas de ruído e que a publicitação dos relatórios semanais sobre voos noturnos, como previsto na portaria hoje publicada, seja mantida após o seu período de vigência.

 

As associações pretendem também a realização de uma avaliação de impacto ambiental às obras previstas na Portela e de um estudo oficial sobre o impacto do ruído com origem no tráfego aéreo na saúde e bem-estar dos cidadãos de Lisboa e Loures e os seus custos económicos.

 

“As organizações não-governamentais de ambiente que subscrevem este comunicado apelam desde já à futura Comissão Técnica Independente para o novo aeroporto de Lisboa que tenha em conta os prejuízos provocados pela manutenção do Aeroporto Humberto Delgado na Avaliação Ambiental Estratégica que se iniciará em breve”, salienta ainda o comunicado.

 

O limite de voos noturnos é derrogado pela portaria, permitindo a operação de aeronaves no Aeroporto Humberto Delgado entre as 00:00 e as 2:00 e entre as 5:00 e as 6:00, não sendo estes movimentos aéreos contabilizados, mas os movimentos aéreos têm limites máximos semanais.

 

Na primeira semana, entre 18 e 23 de outubro, não podem exceder 168, na segunda semana 86 voos, na terceira 75, na quarta 45, na quinta 30 e na última semana, entre 21 e 28 de novembro, mais 20 voos.

 

A portaria introduz ainda a obrigação de comunicação à população, informando sobre a urgência e excecionalidade do processo, a duração temporal máxima da derrogação, a identificação das zonas sobrevoadas, relatórios semanais com indicação do número de voos abrangidos pela derrogação e as medidas de mitigação adotadas conducentes ao controlo das operações e desempenho das aeronaves.

 

PC (VP) // RBF


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