sábado, 22 de maio de 2021

Ministro do Ambiente ignora situação do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina


O JPS tem vindo a salientar a incompetência do Estado Português na preservação de um valioso património ecologicamente sensível, que tem sofrido fortes ameaças aos seus valores naturais, alguns deles únicos no Planeta, sobretudo pela falta assumida de monitorização, fiscalização e penalização por parte do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) no que respeita ao impacto ambiental de práticas agrícolas danosas para a água, solo, ar, biodiversidade, habitats protegidos e ordenamento do território.

 

Em 1988 a área do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina foi classificada como Paisagem Protegida, tendo sido elevada a Parque Natural (PNSACV) em 1995, conjugando esse território com uma área marinha adjacente (Decreto Regulamentar nº 26/95, de 21 de setembro).

Abrigo de uma grande diversidade de habitats costeiros, onde se destacam espécies endémicas no domínio da flora, da avifauna e da ictiofauna, o PNSACV alberga uma significativa zona marinha com arribas, praias, dunas, charnecas e zonas húmidas (com estuários, sistemas lagunares, cursos de água, lagoas temporárias, pequenos açudes e uma vasta zona húmida costeira). Por estas razões, esta região foi incluída, entre 1997 e 1999, nos Sítios de Importância Comunitária e Sítios de Protecção Especial da Rede Natura 2000, tendo o Estado Português assumido compromissos acrescidos de conservação da natureza a nível comunitário.


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