Obra já acabou e, em breve, será possível viver no antigo
edifício do Diário de Notícias
Obra está concluída e falta apenas vender um terço dos
apartamentos que ali foram construídos. O prédio, que albergou durante décadas
a sede do jornal, está desde 1986 classificado como Imóvel de Interesse
Público.
PÚBLICO
23 de Março de
2021, 16:43
As obras que
transformaram os interiores do antigo edifício do Diário de Notícias em
apartamentos estão concluídas e dois terços das casas estão já vendidas,
anunciou a Avenue, a empresa de promoção imobiliária responsável pela
reabilitação.
Em comunicado, a
empresa refere que foram vendidos mais de 65% do total de 34 apartamentos, que
se distribuem por cinco pisos deste icónico prédio da Avenida da Liberdade, em
Lisboa, onde durante décadas centenas de jornalistas escreveram as histórias
que encheram as páginas do Diário de Notícias. A redacção deixou aquele prédio
no final de Novembro de 2016, altura em que o edifício foi vendido ao grupo
Avenue por 20 milhões de euros para ser adaptado a habitação e comércio.
Depois de mais de
dois anos de obras, o interior do prédio foi transformado em apartamentos com
tipologias que variam entre o estúdio e o T5, com áreas que vão desde os 47 aos
406 metros quadrados — este último ocupará o último piso. Os preços dos
estúdios começam nos 430 mil euros, segundo a informação da imobiliária Porta
da Frente, que os está a comercializar. Os dois pisos subterrâneos, onde
funcionou a impressão do jornal, terão 47 lugares de estacionamento privativo.
Já o piso térreo
foi transformado numa loja com 1300 metros quadrados, na qual se preservaram as
obras que Almada Negreiros criou especialmente para o espaço: o “Grande
Planisfério” e as “Quatro alegorias a Portugal e à Imprensa”. Questionada pelo
PÚBLICO, a Avenue refere que existem já interessados neste espaço, “mas ainda
não está finalizada nenhuma proposta” para a ocupação da loja.
Este prédio foi
projectado em 1936 pelo arquitecto Pardal Monteiro e construído de raiz para
albergar os serviços do jornal, tendo sido inaugurado em 1940. Nesse mesmo ano,
recebeu o Prémio Valmor, que premeia obras arquitectónicas que nascem em
Lisboa. E está desde 1986 classificado como Imóvel de Interesse Público.
Por altura da
apresentação à imprensa do projecto 266 Liberdade, em Junho de 2018, o
director-geral da Avenue, Aniceto Viegas, garantiu que as fachadas originais
seriam mantidas, assim como alguns elementos interiores.
Por ser um
edifício duplamente classificado, a Direcção-Geral do Património Cultural
(DGPC) e a Câmara de Lisboa exigiram que alguns elementos fossem preservados:
no exterior as suas letras góticas, assim como o néon tradicional; no interior,
apesar de ter sido transformado em mais de três dezenas de apartamentos, as
escadas, os corrimões com a sua cor original, as paredes com pormenores de
mármore, os corredores, o elevador da época, assim como a porta rotativa de
madeira da entrada pela Avenida da Liberdade foram mantidos.






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