UNIÃO EUROPEIA
Ministro francês do Interior diz que Espanha e Itália
“controlam mal” a imigração
Gérald Darmanin promete verdadeiro “controlo nas
fronteiras externas” quando a França assumir presidência da União Europeia em
2022.
Lusa
22 de Maio de
2021, 12:49
O ministro do
Interior francês considera que Espanha e Itália enfrentam “uma imigração significativa
que controlam mal”, pelo que, quando Paris assumir a presidência da União
Europeia (UE), uma prioridade será “um verdadeiro controlo nas fronteiras
externas”.
Questionado -
numa entrevista publicada este sábado pelo Le Parisien e citada pela agência
espanhola EFE - sobre os migrantes que tentam chegar a Ceuta, Espanha, e sobre
o bebé resgatado por um guarda civil, Gérald Darmanin disse ser uma situação
comovente.
“Infelizmente –
acrescentou - é um problema europeu. Os nossos amigos espanhóis ou italianos,
que são os que estão mais próximos da costa sul do Mediterrâneo, enfrentam uma
imigração significativa que controlam mal”.
Em sua opinião, a
Europa “não é capaz” de manter essas fronteiras externas com o controle
necessário, pelo que uma das suas prioridades durante a presidência francesa da
União Europeia, no primeiro semestre de 2022, será fazer “um registo
sistemático dos imigrantes e uniformizar dos pedidos de asilo”.
No outono
passado, após a onda de ataques jihadistas que sofreu no seu território, França
restabeleceu os controlos nas fronteiras internas para tentar impedir a entrada
a partir de outros países da UE de imigrantes irregulares e duplicou o número
de agentes dedicados a essa missão.
Na sequência
deste reforço do controlo, o Governo francês indicou que, desde o início deste
ano, as expulsões de imigrantes que entraram a partir de Espanha duplicaram
face ao mesmo período de 2020.
Darmanin : "L'Europe doit mettre en place des
contrôles aux frontières"
10h43, le 03 janvier 2015 , modifié à 12h01,
le 03 janvier 2015
L’INFO. Gérald
Darmanin, député-maire du Tourcoing et secrétaire général adjoint de l’UMP, est
venu samedi matin sur Europe 1 pour commenter, notamment, l’existence de ces
cargos-poubelles qui arrivent sur les côtes italiennes chargés de migrants :
"évidemment, c’est un drame humain, au moment-même où l’Europe fête – un
peu dans l’opulence – les fêtes de fin d’année. La question de l’immigration
non contrôlée est importante. Il faut que les Européens se réunissent autour de
cette question de l’immigration."
"Décourager
les passeurs." Et qu’attend-t-il concrètement d’un éventuel tour de table
européen ? "D’abord un contrôle aux frontières qui décourage les passeurs.
Ces populations quittent des pays où ils sont dans la misère, mais ils sont
souvent poussés par des passeurs de ces mêmes pays. Cette 'mafia humaine' doit
être combattue. L’Europe doit mettre en place des contrôles aux frontières et,
en même temps avoir une politique, notamment vis-à-vis de l’Afrique, très en
amont. Il est très important de faire comprendre aux Africains que l’avenir est
aussi dans leur continent, en pleine expansion."
"Ce qu’il
nous faut, c’est des moyens !" Reste une question : comment contrôler
depuis la France ou l’Italie des filières qui seraient, par exemple, installées
en Syrie ? "L’Europe a des frontières, qui ne sont plus forcément
internes, mais externes. Et la condition de la souveraineté, la différence
entre ce qui nous appartient et ce qui ne nous appartient pas, c’est justement
la frontière. Et elle est d’autant plus difficile à gérer qu’en plus d’être
parfois très grande, elle peut-être naturelle. C’est le cas de la mer
méditerranée, qui est assez facile à traverser. Ce qu’il nous faut, c’est des
moyens !"
Sem comentários:
Enviar um comentário