Dirigente do JP Morgan avisa investidores para
"furacão" que se aproxima
O diretor executivo do maior banco dos EUA, o JP Morgan
Chase, disse esta quarta-feira que os investidores devem estar preparados para
"um furacão", que se aproxima devido à política monetária restritiva
e à invasão russa da Ucrânia.
Notícias ao
Minuto
01/06/22 22:36 ‧ HÁ 12 HORAS POR LUSA
"Este
furacão que está aqui e agora e aproxima-se de nós (...). Não sabemos como vai
ser, pelo que é melhor que nos preparemos", disse Jamie Dimon, durante uma
conferência para investidores, organizada esta quarta-feira pela Alliance
Bernstein Holdings.
"No JP
Morgan já nos estamos a preparar e vamos ser muito conservadores com os nossos
balanços financeiros", adiantou Dimon, que situou as suas principais
preocupações na inflação e nas respostas da Reserva Federal (Fed) para a
combater.
A inflação no
EUA, em níveis desconhecidos desde há quatro décadas, levou a Fed a decidir
desde o início do ano duas subidas consecutivas da taxa de juro de referência,
que já está no intervalo entre 0,75% e um por cento.
Dimon não
criticou a Fed, pelo contrário, disse que "todos acreditam que a Fed pode
lidar com a situação", mas isso não o impediu de identificar "nuvens
tormentosas" no horizonte.
O banqueiro
insistiu em que "há demasiada liquidez no sistema" monetário que deve
ser reduzida e que a Fed e os bancos centrais em geral têm que a reduzir para
travar assim a especulação.
Mais pessimista
mostrou-se sobre a guerra na Ucrânia, que, na sua opinião, vai levar o barril
de petróleo, que está em torno dos 120 dólares, para os 150 ou mesmo 175
dólares, e acrescentou: "Não estamos (nos EUA) a aplicar as ações corretas
para proteger a Europa do que se vai passar com o petróleo a curto prazo".
Apesar das suas
previsões, Dimon disse que há alguns sinais de otimismo como a força e a
confiança dos consumidores, os salários em alta e a grande oferta de empregos
disponíveis.

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