AMBIENTE
Primeiro ferryboat eléctrico português vai reduzir 300
toneladas por ano de CO2
Embarcação irá servir a população de São Jacinto, em
Aveiro, e a sua construção estará a cargo de um grupo português, a partir dos
estaleiros da Navaltagus, no Seixal.
Maria José
Santana
25 de Março de
2021, 19:53
Se tudo correr
como previsto, dentro de ano e meio, o município de Aveiro deverá estar prestes
a ser servido por um novo ferryboat que já vai merecendo algumas notas de
destaque. Será o primeiro ferry eléctrico em Portugal e com um projecto 100%
nacional, desde a concepção à engenharia, design e construção. Com esta
embarcação, o município de Aveiro estima alcançar uma redução de 300 toneladas
de CO2, por ano, para a atmosfera.
Este novo barco,
cuja construção estará a cargo do grupo ETE, terá capacidade para transportar
19 viaturas (mais 30% do que o actual ferry) e 260 passageiros (mais 90 por
cento). A apresentação do projecto, e a revelação das primeiras imagens 3D da
futura embarcação, decorreu esta quinta-feira, nos Estaleiros da Navaltagus, no
Seixal, a partir dos quais vai, então, ser construída a nova embarcação, que
representa um investimento de cerca de 7 milhões de euros.
Ribau Esteves,
presidente da Câmara Municipal de Aveiro, congratulou-se com o facto de ter
sido uma empresa portuguesa a ganhar o concurso público internacional daquele
que é “o segundo maior investimento deste e do anterior mandato autárquico”.
Para o autarca, não restam dúvidas quanto aos ganhos que a futura embarcação
trará, especialmente no que à “redução da pegada ecológica” diz respeito, ainda
para mais porque este projecto surge associado a outras iniciativas
sustentáveis de mobilidade.
Uma delas,
recorde-se, passa pela electrificação dos moliceiros — que ainda em 2021
estarão a operar nos canais urbanos da ria de Aveiro —, estimando-se uma
redução de 400 toneladas de CO2.
Da parte do Grupo
ETE, a concretização deste projecto é encarada como um passo decisivo para os
seus estaleiros se especializarem na área do sector eléctrico. “A construção e
a exploração do primeiro ferryboat eléctrico de Portugal, posiciona-nos na
vanguarda da engenharia, permitindo-nos dar resposta a um desafio pioneiro na
área da mobilidade”, destacou Luís Figueiredo, administrador do grupo. O
empresário mostrou-se convicto de que este projecto “será apenas o primeiro
passo de um caminho que alavancará o mercado da mobilidade eléctrica e da
preocupação crescente com a sustentabilidade”.
Da parte da
Câmara Municipal do Seixal também ficou uma nota de regozijo por o município,
com fortes tradições na construção naval, “estar no caminho da inovação, o
caminho das novas tecnologias ao serviço dos transportes”, destacou Joaquim
Santos, presidente da autarquia.
tp.ocilbup@anatnas.esoj.airam


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