Costa não aceita demissão de João Galamba
O ministro das Infra-estruturas chegou à residência
oficial do primeiro-ministro depois das 9h30. António Costa chegaria 20 minutos
depois.
Sónia Sapage,
Sofia Rodrigues e Maria Lopes 2 de Maio de 2023, 10:37
MOMENTOS-CHAVE
AGORA
Costa: "Não
me senti pressionado" para uma remodelação do Governo
HÁ 19 MINUTOS
Costa elogia João
Galamba e diz que "não lhe é imputável pessoalmente qualquer falha"
HÁ 20 MINUTOS
Galamba "não
procurou ocultar informação", diz Costa
HÁ 32 MINUTOS
Costa diz que não
aceita demissão de Galamba
21:27
Primeiro-ministro
fala às 20h45
21:23
Galamba
apresentou pedido de demissão ao primeiro-ministro
19:45
Terminou reunião
entre Costa e Marcelo
19:24
Costa reuniu-se
com núcleo duro do Governo antes de ir para Belém
17:52
António Costa
reúne-se com Marcelo Rebelo de Sousa às 17h
17:49
Remodelação
alargada é o que se pede cada vez mais na área política do PS
14:09
Agenda de Costa
cancelada
13:47
Com Governo já
sem "capacidade", Vitalino Canas defende reformulação mais profunda
13:36
Marcelo avisou
Costa sobre mini-remodelação: “Se não funcionar, retiraremos daí as conclusões”
13:30
Paulo Pedroso
acredita que remodelação está "em curso"
12:50
Alexandra Leitão:
"É preciso fazer alguma coisa dentro do Governo"
12:31
Terminou a
reunião entre Galamba e Costa
11:47
PSD quer ouvir os
altos responsáveis dos serviços de segurança
11:42
Carlos César
sugere remodelação do Governo a António Costa
11:19
Conversa acontece
após declarações de Marcelo
10:50
Reunião
Costa-Galamba já começou
Marcelo discorda
de Costa sobre demissão de Galamba
Sofia Rodrigues
O Presidente da
República assume, em nota oficial, que discorda do primeiro-ministro sobre o
pedido de demissão de João Galamba.
"O
Presidente da República, que não pode exonerar um membro do Governo sem ser por
proposta do Primeiro-Ministro, discorda da posição deste quanto à leitura
política dos factos e quanto à percepção deles resultante por parte dos Portugueses,
no que respeita ao prestígio das instituições que os regem", lê-se na
nota.
Agora
MOMENTO-CHAVE
Costa: "Não
me senti pressionado" para uma remodelação do Governo
Sofia Rodrigues
Questionado sobre
se sentiu pressionado pelos comentadores para uma remodelação do Governo mais
alargada, o primeiro-ministro negou. "Não me senti pressionado em nenhum
desses momentos. Não confundo debate político com decisão política",
disse, referindo que ouve os comentadores e que às vezes concorda, outras vezes
não. "Não me sinto pressionado, acho normal que o debate tenha
existido", afirmou.
Sobre a posição
de Marcelo, Costa mantém sob reserva. "Nunca cometi nenhuma indiscrição
nas conversas com o Presidente da República. Ouço com muita atenção o que me
diz o Presidente da República em público e em privado, tenho em muita
consideração o que me diz, muitas vezes concordamos, outras vezes não
concordamos", disse.
Sobre a posição
de Carlos César, presidente do PS, que em entrevista ao PÚBLICO defendeu um
"refrescamento" no Governo, Costa lembrou que o PS é um partido livre
e registou as declarações: "Tomei boa nota". Em relação a uma
possível dissolução da Assembleia da República, Costa disse estar empenhado no
cumprimento do seu mandato.
Agora
Costa:
"Alimentar o radicalismo" é fazer o que os comentadores defendem
Maria Lopes
O facto de um o
colaborador demitido procurar roubar um computador de serviço e agredir é
deplorável mas eu não posso imputar esse facto ao ministro" diz Costa,
acrescentando que essa decisão de demissão porque o assessor "ocultou
informação". Diz que as assessoras agiram como deviam fazendo queixa,
assim como a chefe de gabinete "cumpriu o seu dever".
Costa lamenta que
o se diga é "o contrário" do que o próprio apurou. "Por isso, em
consciência, não posso aceitar a demissão. E não alimento o radicalismo?
Alimentá-lo é adaptar o nosso comportamento ao radicalismo e ao populismo (...)
e fazer o que os comentadores defendem".
O
primeiro-ministro argumenta que está a "contrariar a dança do
populismo" ao decidir desta maneira.
Há 3 minutos
Costa diz-se
focado na reestruturação e privatização da TAP - "É para isso que conto
com o dr. João Galamba"
Maria Lopes
Costa diz que não
faz especulações sobre um possível cenário de dissolução do Parlamento e
acrescenta que "esse é um poder exclusivo do Presidente e o Governo cá
está para respeitar qualquer decisão do Presidente".
"Da mesma
forma que propor a nomeação e exoneração de membros do Governo é competência do
primeiro-ministro", acrescentou.
O
primeiro-ministro diz que pensou "muito nos últimos dias" e que hoje
"procurou confirmar os factos e formular um juízo sobre a matéria".
António Costa diz
que está preocupado com a realidade do país e um PRR para executar, com "o
sucesso do plano de reestruturação e do processo de reprivatização" da
TAP. "É nisso que estarei focado e é para isso que conto com o dr. João
Galamba"
Há 10 minutos
Costa admite que
"muita gente não compreenda" a decisão de manter Galamba
Sofia Rodrigues
O
primeiro-ministro reconhece que a decisão de manter o ministro não é fácil de
perceber. "Admito que muita gente não compreenda a minha decisão, tenho
esperança que o futuro demonstre que foi acertada, mas exercer estas funções
obviamente contém um domínio amplo de incerteza. Há uma coisa que tenho por
certo: a minha consciência diz-me que não posso imputar a João Galamba nenhum
acto ou omissão que determinem a sua demissão", afirmou, assumindo que
ponderou "muito" sobre esta decisão.
Há 13 minutos
Costa: "Não
teria confiança no ministro se ele não tivesse despedido aquele
colaborador"
Sofia Rodrigues
Na fase das
perguntas, António Costa assumiu que o caso "afecta a imagem do
Governo". "Analisei bem todos os ângulos deste caso e cada uma das
etapas, e em nenhuma (agressão e roubo) identifico responsabilidade do
ministro", disse.
"Havia
acusação grave de que o ministro não queria colaborar com a comissão de
inquérito à TAP, mas não vejo indícios disso. Pelo contrário", afirmou,
voltando a negar também que algum membro do Governo tenha dado ordens ao SIS.
"Este
incidente tem de ser apurado, mas não posso prescindir deste membro do Governo
que deu provas de dedicação ao serviço público porque se entende que ele tem
responsabilidade abstracta. (...) Neste conjunto de incidentes, o ministro
demitiu um colaborador quando entendeu que esse colaborador estava a omitir
documentação que era relevante para a comissão de inquérito", afirmou
"Não teria
confiança no ministro se ele não tivesse despedido aquele colaborador",
afirmou, referindo que informou o Presidente da República sobre esta situação.
Questionado sobre
se há um braço de ferro com o Presidente, Costa assumiu todas as
responsabilidades: "É uma decisão minha e a mim me responsabiliza
integralmente." "Dei a informação ao senhor o Presidente da República
e expressará ou não o entendimento que tem", afirmou.
MOMENTO-CHAVE
Costa elogia João
Galamba e diz que "não lhe é imputável pessoalmente qualquer falha"
"Ser membro
do Governo é um cargo de elevada responsabilidade. A experiência que tenho de
João Galamba como secretário de Estado da Energia e como ministro das
Infra-estruturas não me permitem aceitar a sua demissão quando entendo que não lhe
é imputável pessoalmente qualquer falha."
"Seria muito
mais fácil seguir a opinião unânime dos comentadores, ouvir o que a
generalidade dos agentes políticos tem dito. Mas entre a facilidade e a minha
consciência. Lamento desiludir os que vou desiludir."
Há 19 minutos
MOMENTO-CHAVE
Galamba "não
procurou ocultar informação", diz Costa
David Santiago
António Costa
explicou que João Galamba "não procurou de forma alguma ocultar
informação” à comissão de inquérito à TAP. "Não tenho nenhum indício de
que procurou ocultar”, acrescentou, lembrando que o ministro quis
“disponibilizar essa informação". O primeiro-ministro referia-se às notas
que o ex-adjunto tirou durante reunião preparatória com a ex-CEO da operadora
aérea.
Costa referiu-se
depois à reacção de Frederico Pinheiro – "não sei se intempestiva, se
inconsciente" – para notar que o colaborador "procurou apoderar-se de
um computador do Estado”. “Tendo cessado essa relação de trabalho não tinha
mais direito a aceder" ao computador que continha "informação
classificada” e a que só podia aceder quem estivesse credenciado.
O
primeiro-ministro frisou ainda que o ex-adjunto "reagiu de forma
violenta" à tentativa de o impedirem de se apoderar do computador.

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