terça-feira, 2 de maio de 2023

Costa não aceita demissão de João Galamba

 


Costa não aceita demissão de João Galamba

 

O ministro das Infra-estruturas chegou à residência oficial do primeiro-ministro depois das 9h30. António Costa chegaria 20 minutos depois.

 

Sónia Sapage, Sofia Rodrigues e Maria Lopes 2 de Maio de 2023, 10:37

https://www.publico.pt/2023/05/02/politica/noticia/reuniao-joao-galamba-antonio-costa-ja-comecou-2048109#92641

 

MOMENTOS-CHAVE

AGORA

Costa: "Não me senti pressionado" para uma remodelação do Governo

HÁ 19 MINUTOS

Costa elogia João Galamba e diz que "não lhe é imputável pessoalmente qualquer falha"

HÁ 20 MINUTOS

Galamba "não procurou ocultar informação", diz Costa

HÁ 32 MINUTOS

Costa diz que não aceita demissão de Galamba

21:27

Primeiro-ministro fala às 20h45

21:23

Galamba apresentou pedido de demissão ao primeiro-ministro

19:45

Terminou reunião entre Costa e Marcelo

19:24

Costa reuniu-se com núcleo duro do Governo antes de ir para Belém

17:52

António Costa reúne-se com Marcelo Rebelo de Sousa às 17h

17:49

Remodelação alargada é o que se pede cada vez mais na área política do PS

14:09

Agenda de Costa cancelada

13:47

Com Governo já sem "capacidade", Vitalino Canas defende reformulação mais profunda

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Marcelo avisou Costa sobre mini-remodelação: “Se não funcionar, retiraremos daí as conclusões”

13:30

Paulo Pedroso acredita que remodelação está "em curso"

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Alexandra Leitão: "É preciso fazer alguma coisa dentro do Governo"

12:31

Terminou a reunião entre Galamba e Costa

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PSD quer ouvir os altos responsáveis dos serviços de segurança

11:42

Carlos César sugere remodelação do Governo a António Costa

11:19

Conversa acontece após declarações de Marcelo

10:50

Reunião Costa-Galamba já começou

Marcelo discorda de Costa sobre demissão de Galamba

 Sofia Rodrigues

O Presidente da República assume, em nota oficial, que discorda do primeiro-ministro sobre o pedido de demissão de João Galamba.

 

"O Presidente da República, que não pode exonerar um membro do Governo sem ser por proposta do Primeiro-Ministro, discorda da posição deste quanto à leitura política dos factos e quanto à percepção deles resultante por parte dos Portugueses, no que respeita ao prestígio das instituições que os regem", lê-se na nota.

 

Agora

MOMENTO-CHAVE

Costa: "Não me senti pressionado" para uma remodelação do Governo

 Sofia Rodrigues

Questionado sobre se sentiu pressionado pelos comentadores para uma remodelação do Governo mais alargada, o primeiro-ministro negou. "Não me senti pressionado em nenhum desses momentos. Não confundo debate político com decisão política", disse, referindo que ouve os comentadores e que às vezes concorda, outras vezes não. "Não me sinto pressionado, acho normal que o debate tenha existido", afirmou.

 

Sobre a posição de Marcelo, Costa mantém sob reserva. "Nunca cometi nenhuma indiscrição nas conversas com o Presidente da República. Ouço com muita atenção o que me diz o Presidente da República em público e em privado, tenho em muita consideração o que me diz, muitas vezes concordamos, outras vezes não concordamos", disse.

 

Sobre a posição de Carlos César, presidente do PS, que em entrevista ao PÚBLICO defendeu um "refrescamento" no Governo, Costa lembrou que o PS é um partido livre e registou as declarações: "Tomei boa nota". Em relação a uma possível dissolução da Assembleia da República, Costa disse estar empenhado no cumprimento do seu mandato.

 

Agora

Costa: "Alimentar o radicalismo" é fazer o que os comentadores defendem

 Maria Lopes

O facto de um o colaborador demitido procurar roubar um computador de serviço e agredir é deplorável mas eu não posso imputar esse facto ao ministro" diz Costa, acrescentando que essa decisão de demissão porque o assessor "ocultou informação". Diz que as assessoras agiram como deviam fazendo queixa, assim como a chefe de gabinete "cumpriu o seu dever".

 

Costa lamenta que o se diga é "o contrário" do que o próprio apurou. "Por isso, em consciência, não posso aceitar a demissão. E não alimento o radicalismo? Alimentá-lo é adaptar o nosso comportamento ao radicalismo e ao populismo (...) e fazer o que os comentadores defendem".

 

O primeiro-ministro argumenta que está a "contrariar a dança do populismo" ao decidir desta maneira.

 

Há 3 minutos

Costa diz-se focado na reestruturação e privatização da TAP - "É para isso que conto com o dr. João Galamba"

 Maria Lopes

Costa diz que não faz especulações sobre um possível cenário de dissolução do Parlamento e acrescenta que "esse é um poder exclusivo do Presidente e o Governo cá está para respeitar qualquer decisão do Presidente".

 

"Da mesma forma que propor a nomeação e exoneração de membros do Governo é competência do primeiro-ministro", acrescentou.

 

O primeiro-ministro diz que pensou "muito nos últimos dias" e que hoje "procurou confirmar os factos e formular um juízo sobre a matéria".

 

António Costa diz que está preocupado com a realidade do país e um PRR para executar, com "o sucesso do plano de reestruturação e do processo de reprivatização" da TAP. "É nisso que estarei focado e é para isso que conto com o dr. João Galamba"

 

Há 10 minutos

Costa admite que "muita gente não compreenda" a decisão de manter Galamba

 Sofia Rodrigues

O primeiro-ministro reconhece que a decisão de manter o ministro não é fácil de perceber. "Admito que muita gente não compreenda a minha decisão, tenho esperança que o futuro demonstre que foi acertada, mas exercer estas funções obviamente contém um domínio amplo de incerteza. Há uma coisa que tenho por certo: a minha consciência diz-me que não posso imputar a João Galamba nenhum acto ou omissão que determinem a sua demissão", afirmou, assumindo que ponderou "muito" sobre esta decisão.

 

Há 13 minutos

Costa: "Não teria confiança no ministro se ele não tivesse despedido aquele colaborador"

 Sofia Rodrigues

Na fase das perguntas, António Costa assumiu que o caso "afecta a imagem do Governo". "Analisei bem todos os ângulos deste caso e cada uma das etapas, e em nenhuma (agressão e roubo) identifico responsabilidade do ministro", disse.

 

"Havia acusação grave de que o ministro não queria colaborar com a comissão de inquérito à TAP, mas não vejo indícios disso. Pelo contrário", afirmou, voltando a negar também que algum membro do Governo tenha dado ordens ao SIS.

 

"Este incidente tem de ser apurado, mas não posso prescindir deste membro do Governo que deu provas de dedicação ao serviço público porque se entende que ele tem responsabilidade abstracta. (...) Neste conjunto de incidentes, o ministro demitiu um colaborador quando entendeu que esse colaborador estava a omitir documentação que era relevante para a comissão de inquérito", afirmou

 

"Não teria confiança no ministro se ele não tivesse despedido aquele colaborador", afirmou, referindo que informou o Presidente da República sobre esta situação.

 

Questionado sobre se há um braço de ferro com o Presidente, Costa assumiu todas as responsabilidades: "É uma decisão minha e a mim me responsabiliza integralmente." "Dei a informação ao senhor o Presidente da República e expressará ou não o entendimento que tem", afirmou.

 

MOMENTO-CHAVE

Costa elogia João Galamba e diz que "não lhe é imputável pessoalmente qualquer falha"

"Ser membro do Governo é um cargo de elevada responsabilidade. A experiência que tenho de João Galamba como secretário de Estado da Energia e como ministro das Infra-estruturas não me permitem aceitar a sua demissão quando entendo que não lhe é imputável pessoalmente qualquer falha."

 

"Seria muito mais fácil seguir a opinião unânime dos comentadores, ouvir o que a generalidade dos agentes políticos tem dito. Mas entre a facilidade e a minha consciência. Lamento desiludir os que vou desiludir."

 

Há 19 minutos

 

MOMENTO-CHAVE

Galamba "não procurou ocultar informação", diz Costa

 David Santiago

António Costa explicou que João Galamba "não procurou de forma alguma ocultar informação” à comissão de inquérito à TAP. "Não tenho nenhum indício de que procurou ocultar”, acrescentou, lembrando que o ministro quis “disponibilizar essa informação". O primeiro-ministro referia-se às notas que o ex-adjunto tirou durante reunião preparatória com a ex-CEO da operadora aérea.

 

Costa referiu-se depois à reacção de Frederico Pinheiro – "não sei se intempestiva, se inconsciente" – para notar que o colaborador "procurou apoderar-se de um computador do Estado”. “Tendo cessado essa relação de trabalho não tinha mais direito a aceder" ao computador que continha "informação classificada” e a que só podia aceder quem estivesse credenciado.

 

O primeiro-ministro frisou ainda que o ex-adjunto "reagiu de forma violenta" à tentativa de o impedirem de se apoderar do computador.

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