Luís
Neves pertence à maçonaria? Rui Rio: "A pergunta incomodou bastante"
O antigo
líder do PSD não ficou indiferente à reação do ministro da Administração
Interna à pergunta de Rui Rocha, da IL, sobre se o atual governante pertence ou
alguma vez pertenceu à maçonaria
09/09/2026 08:46 ‧ há 1 hora por Tomásia Sousa,
Lusa
Política
O ex-líder do PSD, Rui Rio, defende
que haverá, com "elevada probabilidade", ligações de Luís
Neves à maçonaria que o ministro "pretende ocultar".
A
consideração vem a propósito de um momento que aconteceu na terça-feira,
durante a audição ao ministro da Administração Interna no Parlamento, quando o
deputado da IL, Rui Rocha, perguntou a Luís Neves se "pertence ou
pertenceu à maçonaria", questão à qual o governante responde dizendo que
pertence "ao Clube Académico do Fundão, ao Clube Recreativo do Feijó e ao
Atlético Clube da Almada".
O antigo
presidente da Câmara Municipal do Porto partilhou ontem, na rede social X, um
vídeo do momento, divulgado pela SIC Notícias, e admitiu que, não sendo
"técnico da matéria", a "forma perturbada como Luís Neves
responde, gaguejando, e indo desnecessariamente duas vezes com a mão aos
óculos, revelam que a pergunta incomodou bastante".
"Como
deputado, tenho o dever de escrutínio", disse Rui Rocha, antes de
perguntar se o ministro "pertence ou pertenceu à maçonaria".
"Não...
nunca... Não pertenço. Pertenço ao Clube Académico do Fundão, ao Clube
Recreativo do Feijó e ao Atlético Clube da Almada. São as minhas
congregações", foi a resposta de Luís Neves.
O
ministro da Administração Interna foi ontem ouvido durante cerca de quatro
horas e meia em audição regimental no Parlamento, onde prestou esclarecimentos
sobre as recentes polémicas em que esteve envolvido, referentes ao período em
que foi diretor nacional da Polícia Judiciária.
Durante a
audição, Neves manifestou desagrado com a narrativa criada em que misturam o
seu nome com questões relativas a droga, considerando que algumas expressões do
Chega foram injuriosas.
Apesar
disso, assegurou não estar minimamente afetado pelas polémicas que têm
vindo a público e defendeu que o discurso na Madeira teve como objetivo
responder a ataques populistas.
"Não
me sinto minimamente afetado por esta situação. Enquanto tiver a confiança do
senhor primeiro-ministro continuarei a trabalhar", disse Luís Neves.
Sobre o
atrelado, o ministro justificou a solução encontrada (quando era diretor
nacional da Polícia Judiciária) com as dificuldades crescentes de armazenamento
de material apreendido.
O caso do
atrelado, do carro apreendido e das obras em Odemira estão a ser alvo de
investigação por parte do Ministério Público, tendo os dois primeiros processos
um caráter urgente.
Estão
ainda a decorrer uma investigação às obras em Odemira no Tribunal
Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja e um processo no Tribunal de Contas (TdC)
relativo a uma contraordenação que resultou de um relatório datado de 2023
quando estava à frente da PJ.
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