segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O PRIMEIRO DE DEZEMBRO ! Dia da Independência da Nação Portuguesa !



A CAIXA DE PANDORA
É imperativo acabar com os Vistos Gold, fonte permanente de desprestígio e verdadeira Afronta à Dignidade Nacional, atribuindo-lhe um preço e definindo-lhe, no vil metal, um Valor de Venda!
OVOODOCORVO

Chineses com vistos "gold" queixam-se de burla imobiliária

Vivendas estão a ser compradas a 500 mil euros por chineses, apesar de o valor de mercado ser 232 mil. Queixas de cidadãos com vistos dourados começam a chegar a advogados

por Filipa Ambrósio de Sousa /19 junho 2014 / DN

Os cidadãos chineses na posse de vistos gold - a investir em força em negócios imobiliários em Portugal - estão a detetar irregularidades na compra e venda de imóveis e, por isso, querem recorrer à justiça. Em causa, os preços cobrados por empreiteiros portugueses na venda de casas, que se têm revelado mais altos em mais do dobro do valor de mercado e mais do triplo do valor patrimonial avaliado pelas Finanças. Perante este cenário, há vários cidadãos chineses que já estão a bater à porta dos escritórios de advogados, por forma a perceber como poderão travar alguns desses negócios alegadamente usurários, reduzindo o preço da venda ou mesmo recorrendo a tribunal.

Os dados estatísticos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) revelam que já foram emitidos 894 autorizações de residência para investimento desde que o programa foi implementado. Só nos primeiros cinco meses de 2014, já foram emitidas 400 autorizações. A este número somam-se ainda 1190 autorizações dadas a familiares desses mesmos investidores.

domingo, 30 de novembro de 2014

Câmara intima MEC para fazer obras na Escola de Música do Conservatório





Câmara intima MEC para fazer obras na Escola de Música do Conservatório
Vistoria realizada pelo município identificou risco de queda de elementos das fachadas. Ministério da Educação considera “prioritária” intervenção na cobertura, mas não diz se a concretizará em 2015
Inês Boaventura / 1-12-2014 / PÚBLICO

A Câmara de Lisboa vai intimar o Ministério da Educação e Ciência (MEC) para realizar obras de conservação no edifício da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa. A decisão surge na sequência de uma vistoria realizada ao imóvel no Bairro Alto, na qual se concluiu que existe risco de queda de elementos das fachadas, “insalubridade” e “alguma insegurança em relação ao risco de incêndio” no interior.
Esta inspecção foi realizada na sequência de um pedido da própria directora da escola, feito em Abril deste ano, mês em que a instituição voltou a ser notícia devido à queda de parte do tecto de uma sala. No requerimento que dirigiu nessa altura à autarquia, Ana Mafalda Pernão lembrou as “várias derrocadas de tectos de salas de aula e de corredores” e as “infiltrações na cobertura e caldeiras”. E solicitou que fosse feita, “com a maior urgência, uma vistoria ao estado de segurança do edifício”, frequentado por 963 alunos.
“O Ministério da Educação tem conhecimento há vários anos dos problemas existentes, mas até agora ainda não fez qualquer intervenção no espaço, o qual se tem vindo progressivamente a degradar”, afirmava a directora da escola no pedido que dirigiu ao presidente da Câmara de Lisboa, no qual acrescentava que a associação de pais lhe tinha solicitado “que fossem tomadas todas as diligências para prevenir qualquer acidente”.
No fim de Junho, realizou-se a inspecção requerida ao município, tendo os três técnicos que a conduziram concluído que “deverá ser determinada a execução e obras de consolidação e reparação no edifício” com vista à “eliminação” de um conjunto de “anomalias”, “de modo a garantir a indispensável solidez e salubridade da edificação”.
“Os elementos estruturais que poderão oferecer maior risco são as paredes exteriores, por risco de queda de elementos”, diz-se no auto de vistoria. Nele aponta-se também a existência de riscos ao nível das paredes interiores, por “degradação dos elementos estruturais em madeira (...), com anomalias resultantes de
Há vários anos que alunos e encarregados de educação chamam a atenção para a degradação e falta de condições da escola infiltrações prolongadas de águas”.
Os problemas sobre os quais os técnicos consideraram que as obras a realizar deveriam “incidir prioritariamente” incluem ainda a situação de “insalubridade” detectada, que é atribuída “às infiltrações de água pluvial, provenientes das fachadas e cobertura”, bem como “à ausência de obras de conservação”. No auto de vistoria refere-se também a existência de “alguma insegurança em relação ao risco de incêndio devido às infiltrações em contacto com a rede eléctrica que evidencia desgaste”.
Já em Outubro, essa informação técnica mereceu a concordância do director da Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico. O PÚBLICO perguntou à câmara qual o seguimento que ia ser dado a este processo e o vereador da Reabilitação Urbana, Manuel Salgado, fez saber que, tendo-se concluído pela “necessidade de obras de conservação”, “foi iniciado o procedimento para fins de intimação”.
MEC não revela se tem verba
Na semana passada, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por unanimidade, uma recomendação (da Comissão de Cultura e Educação) na qual se solicitava à câmara “que faça cumprir as recomendações-conclusões” daquele auto de vistoria. Em Abril, este órgão autárquico já tinha aprovado duas recomendações (uma do PEV e outra do PCP) nas quais se defendia a necessidade de a escola de música ser reabilitada. No início de Novembro, outra recomendação (do PCP) foi aprovada, propondo a classificação do Conservatório Nacional como imóvel de interesse municipal.
O PÚBLICO perguntou ao ministério de Nuno Crato se reconhecia a necessidade da realização de obras no imóvel no Bairro Alto e se havia verbas consagradas para esse efeito no Orçamento para 2015. Em resposta foi dito que o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar se pronunciou recentemente sobre o assunto no Parlamento, onde informou que “têm sido feitas intervenções pontuais na cobertura do edifício” e que, entretanto, “tem-se constatado que carece de uma intervenção mais abrangente”.
“Foi efectuada uma vistoria ao telhado, por técnicos da Direcção de Serviços da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo sido registada uma situação mais complexa do que se previa, resultante das características arquitectónicas e construtivas das duas fachadas principais”, disse João Casanova de Almeida.
O secretário de Estado acrescentou, segundo foi transmitido pela assessoria de imprensa do MEC, que, “dado que este edifício se localiza numa área denominada, segundo o PDM de Lisboa, de potencial valor arquitectónico, foi contactado o Igespar e qualquer intervenção terá de ser feita em harmonia com o parecer deste organismo, dadas as características do edifício e a sua localização, sendo que foi assinalada como prioritária a intervenção na cobertura do edifício”.

O PÚBLICO insistiu na pergunta sobre se está previsto que a escola seja alvo de obras já no próximo ano, mas não obteve resposta. Consultando o documento que contém os investimentos previstos pelo MEC no âmbito do Orçamento para 2015, verifica-se que não há, entre os estabelecimentos de ensino listados, qualquer referência à Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa.

A tentação hollandista de António Costa / José Manuel Fernandes.


A tentação hollandista de António Costa
José Manuel Fernandes / 1-12-2014 / 2014.
Costa continua sem concretizar políticas e sem dizer como vai pagar o fim da austeridade, mas tal não evitará que lhe cobremos pelas ilusões que vai criando, sobretudo quando opta por virar à esquerda

Seis meses depois de ter desafiado António José Seguro, António Costa foi ontem entronizado líder do PS. Durante estes seis meses conseguiu uma proeza: nunca disse como, com que recursos, com que dinheiro, vai fazer diferente. Esquivo, não fala do dia seguinte, aquele que preocupa quem tem os pés na terra, elabora apenas sobre a década seguinte. Mas isso não o tem impedido de fazer mais do que promessas – na verdade tem vindo sobretudo a alimentar ilusões. Por este caminho está a colocar-se numa posição “à la Hollande”, mesmo que muitos o tenham alertado para o risco dessa estratégia.

Num congresso de que não se esperavam novidades, a novidade foi a viragem à esquerda. Viragem à esquerda na selecção de quem discursava e quem não discursava, deixando Francisco Assis de fora. Viragem à esquerda na escolha dos nomes para o núcleo duro da direcção, o secretariado. Viragem à esquerda na recusa de qualquer entendimento com os partidos à direita do PS, o novo tabu de Costa. Viragem à esquerda na preparação, desde já, de um confronto com o Presidente da República, pois é esse o significado da passagem “não podemos estar 80 dias à espera de um acordo de coligação” – se “não podemos”, então já se está a ver que, caso o PS não tenha maioria absoluta, vai pedir para governar sozinho, contra a vontade de Belém e as necessidades do país.

Em política os sinais são muito importantes, e o sinal que António Costa quis dar coloca-o bem mais longe da imagem de moderação que alimentou junto de certos sectores da opinião pública. A escolha de Ferro Rodrigues para liderar a bancada parlamentar afinal não aconteceu por acaso nem se destinou apenas a acalmar uma parte das hostes. Ao chamar para a sua direcção política deputados cujo discurso muitas vezes mal se distingue do discurso do Bloco de Esquerda, como é o caso de Sérgio Sousa Pinto ou João Galamba, António Costa não está à procura de equilíbrios, está sim a mostrar que quer um PS mais radical do que o PS histórico. Um PS radicalizado que já está, de resto, a fazer estragos, como sucedeu esta semana no Parlamento, ao romper o acordo que tinha com a actual maioria relativo à descida gradual do IRC.

Se ficarmos apenas pela superfície das coisas, típica de algumas análises políticas, poderíamos interpretar esta guinada como uma manobra destinada a tentar encurralar os partidos mais à esquerda e a impedir o crescimento eleitoral de forças capazes de pescar nas águas turvas dos “indignados”. Costa não tem ilusões sobre a possibilidade de governar em coligação com o PCP ou com o Bloco, e por isso deseja reduzir esses dois partidos à expressão mínima, única forma de poder sonhar com uma maioria absoluta (quanto ao Livre, cada dia que passa essa formação se parece mais com uma espécie de novo MDP do PS).

Mas esta interpretação é insuficiente e é perigosa. Insuficiente porque ilude um dos problemas do actual PS, o problema de muitos dos seus quadros e militantes terem hoje uma retórica radical, uma retórica que afasta o partido do centro-esquerda e o aproxima da esquerda radical. E perigosa porque assente em ilusões que tornam o PS de Sócrates imensamente parecido com o PSF de Hollande, um partido cuja retórica recupera muitas das lógicas estatizantes e anti-capitalistas, por vezes com imaginário quase utópico, com referências discursivas que nos habituámos a encontrar apenas na esquerda radical.

Não me surpreende que um PS na oposição radicalize o seu discurso e descreva os últimos anos de forma apocalíptica. Está na natureza das coisas. Já me surpreende que o PS acredite poder alimentar a ilusão de uma viragem radical de políticas, algo que os seus quadros mais lúcidos, os que têm os pés na terra, sabem que não vai acontecer. Aliás basta ver aquilo, muito pouco, que saiu de concreto deste Congresso para perceber que o PS de Costa nem sequer sabe como fazer essa viragem, muito menos como pagá-la.

Na verdade, que tem o PS de Costa para oferecer aos portugueses? Primeiro, uma aposta na qualificação, uma velha mezinha com que todos estarão de acordo mas que, mesmo tendo êxito, nunca terá resultados no curto ou até no médio prazo. E negociações com a União Europeia, na retórica para corrigir as assimetrias da moeda única, na prática para tentar encontrar mecanismos de outros pagarem as nossas contas. É muito, muito pouco, mas revela bem um drama que não é apenas dos socialistas portugueses, é de toda a social-democracia europeia.

A verdade é que a esquerda social-democrata europeia não tem hoje respostas para os problemas europeus, sobretudo para os problemas da zona euro. Quando está na oposição, barafusta contra a austeridade. Quando governa, é obrigada a promover as reformas a que antes se opunha, reformas como as que estão a fazer Renzi em Itália e Valls em França.

Ora Costa levou para a sua direcção quadros que têm sido virulentos nas críticas não só a estes dois primeiros-ministros socialistas, como ao Tratado Orçamental, o que sugere que pretende uma qualquer nova via, capaz de descobrir dinheiro onde ele não existe e restaurar a honra perdida da esquerda socialista. Mais: deixou de fora de todos os órgãos directivos e ostracizou no Congresso um dos poucos socialistas que tem procurado, com realismo, reflectir sobre estes dilemas – Francisco Assis.

Este caminho que Costa está a seguir, mesmo sem promessas de impostos sobre as fortunas ou de descidas da idade da reforma, é o caminho que Hollande percorreu antes de chegar ao poder. E por o ter percorrido, por ter alimentado ilusões irrealistas, a desilusão foi o que foi e o que está a ser.


Para além de que Costa não vai poder aguentar mais dez meses sem concretizar as suas políticas. Houve um tempo em que o eleitorado queria ouvir promessas, mas esse tempo passou. Hoje o eleitorado exige também saber como, com que recursos, se cumprem as promessas. Ou se pagam as ilusões alimentadas nestes dois dias que foram, também, de fingimento – o fingimento de que ali ninguém tinha a nada a dizer sobre o ausente, para depois colocar a voz e o pensamento do ausente, por interpostos figurantes, no próprio secretariado.

Hong Kong police drive out pro-democracy protesters in violent clashes / Guardian.Hong Kong: Confrontos entre polícia e manifestantes durante a noite.




Hong Kong police drive out pro-democracy protesters in violent clashes
After clashes that were perhaps most violent since movement began, police make inroads on main protest encampment
Ilaria Maria Sala in Hong Kong, Tania Branigan in Beijing and Jonathan Kaiman

Hong Kong police reclaimed swaths of an area occupied by pro-democracy protesters on Monday morning after hours of intense clashes which led to scores of injuries and arrests.

Sunday night’s clashes were perhaps the most violent since the movement began two months ago. Police baton charges left some protesters prostrate and bleeding, while volleys of pepper spray left others vomiting and temporarily blind. At least 40 people were arrested and 40 taken to hospital; one officer was knocked out cold in a scuffle and taken away on a stretcher.

At about 8am local time (midnight GMT), police reclaimed a flyover above the protest encampment, removed a line of hanging pro-democracy banners, and cheered loudly to celebrate their advance. Protesters below hurled insults and held up their middle fingers.

An hour and a half later, the scene had calmed somewhat, although about 500 protesters remained at the site, some hurling insults at lines of police in full riot gear.

Vinki Tsang, a 20-year-old psychology student, spent the morning picking up debris from a part of flyover still accessible to protesters.

“We do not know what we can do but we just want to try and clean up a little,” said Tsang, both of her knees bandaged from Sunday night’s street battle. “Last night I was very scared. Now I am looking for ways to contribute again to our fight for democracy. I do not understand why the police are so brutal with us — they are Hong Kongers too, they will benefit from the results of our battle as well.”

A 24-year-old office worker who only gave her English name, Sony, said: “The police have lost all self-control. I feel dejected because it is obvious that our methods are not working with them. But since we are not ready to take up arms, we have to think about what we can do to make the situation advance.”

Late on Sunday night, student leaders urged a large crowd of supporters to escalate the movement by surrounding government headquarters. Unable to reach them due to barricades and a heavy police presence, protesters broke through cordons into Tamar Park, a grassy space adjacent to government headquarters, and Lung Wo Road, closing the four-lane east-west route.

Demonstrators on the frontline wore helmets, masks and goggles, carrying plastic shields and the umbrellas that gave the pro-democracy movement its name. “The police have been beating us so many times,” Kenci Wong, 24, who works in advertising. “But what we are asking for is right. The government hopes we will get tired but we are very determined.”

By morning, police had forcibly cleared both Tamar Park and Lung Wo Road. To pre-empt further advances, protesters barricaded escalators leading to government headquarters and the Lennon Wall, a concrete staircase plastered with messages of support for the movement.

“The action was aimed at paralysing the government’s operation,” said Alex Chow, secretary general of the Hong Kong Federation of Students, according to Associated Press. “The government has been stalling ... and we believe we need to focus pressure on the government headquarters, the symbol of the government’s power.”

The pepper solution sprayed by police in recent days appears to be stronger than standard pepper spray or even teargas, with a photographer saying he was temporarily blinded by it. Injured protesters with red rashes were washed down with bottled water. One of those giving first aid, a 23-year-old nurse who gave his name as Vincent L, said the spray was six times stronger than teargas and that some of the components were found in pesticide.

Police have said the solution is “relatively mild” but have not said exactly what it contains

“Pain is temporary. We are fighting for a permanent democracy,” said Cheuk Pin, 22, a TV programming assistant who had been hurt by the spray.

Protesters put up barriers to block the entrances to the road tunnel through which the city’s chief executive, Leung Chun-ying, drives to work each morning.

But soon afterwards they fled as police launched their charge.

Protesters have called for Leung’s resignation as well as open nominations for the election of his successor. The movement was sparked by Beijing’s decision to impose tight controls on nominations in 2017, but authorities say offering universal suffrage is in itself a step forward.

Neither side has shown any sign of compromise. The resurgence of the movement, which has now entered its third month, followed the authorities’ clearance of some protest areas.

On Monday, police senior superintendent Tsui Wai-hung blamed Sunday night’s clashes on the protesters. “The police strongly condemn the illegal assembly of participants for repeatedly ignoring police appeals, for their near-mobster behaviour and for their illegal occupation of roads,” he said at a press conference.

The Hong Kong Federation of Students called for the escalation in response to police use of violence in removing people and barricades from a protest zone at Mong Kok earlier this week. More than 100 protesters were arrested, including high-profile student leaders Joshua Wong and Lester Shum. Police said they used the minimum level of force necessary.

Many protesters have remained in the district and there were small-scale clashes on Sunday, with a police spokesman saying it remained a “high-risk” area.

Some protesters briefly occupied Lung Wo Road in the early days of the movement but many others tried to stop them, concerned that it would alienate public support.

It was occupied again in October, but police used teargas to clear demonstrators and arrested 45 people.

Eighteen-year-old Suki Lau said: “Before, we thought that occupying the tunnel was too radical, but the government has led us here until now we have to escalate our action. I am a little bit scared, though.”

Eric Wong, 17, added: “I got pepper-sprayed last Friday and I know how much it hurts. But I am here to defend my future and the future of Hong Kong. I have been boycotting classes since 28 September because this is all we can do to obtain universal suffrage.”

Kong Man-keung, of the police public relations branch, condemned student organisations for inciting illegal actions and said there were also people using the internet to encourage others to plan violent charges of police lines.

“This sort of incitement would lead more radicals and troublemaking individuals or organisations to take part, making the situation even more chaotic … Untoward incidents can be sparked off any time,” he told a press conference.

He added: “Police urge the illegal road-occupiers not to do any provocative acts, obstruct or charge police officers and maintain a safe distance from our officers. Protesters, particularly students, should stay away from the radicals and troublemakers. Police do not want to see anyone, particularly students, getting hurt.”


Lee Cheuk-yan, a pan-democrat legislator, said: “People are very angry that the government keeps refusing to respond and only use police violence instead of finding a political solution. They should stop challenging the students and other demonstrators by betting on how long they can stand to protest in the street. They must listen to the people.”


Hong Kong: Confrontos entre polícia e manifestantes durante a noite
A polícia de Hong Kong e os manifestantes pró-democracia mantinham esta manhã vários pontos de tensão e confronto, com um bloqueio à entrada do complexo governamental de Tamar, em Admiralty.

A polícia de Hong Kong e os manifestantes pró-democracia mantinham esta manhã vários pontos de tensão e confronto com manifestantes pró-democracia a pretenderem bloquear a entrada do complexo governamental de Tamar, em Admiralty.

Esta madrugada a polícia de Hong Kong anunciou a detenção de, pelo menos, 40 pessoas, na zona de Admiralty. Quatro polícias ficaram feridos, incluindo um com um dedo partido, segundo a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK).

A polícia, com equipamento antimotim, atuou para afastar os manifestantes da rua Lung Wo, nas imediações do gabinete do líder do Governo, depois destes terem ocupado uma estrada ao longo da noite.

Agentes recorreram ao uso de gás pimenta para dispersar manifestantes durante a noite, segundo imagens difundidas por vários órgãos de comunicação social.

O superintendente Fred Tsui disse que todo o tipo de objetos tinha sido atirado contra os agentes – incluindo ovos e pimenta -, e que alguém tinha usado um extintor de incêndio. Barras de metal e tijolos também foram apreendidos no local.

Devido ao bloqueio de algumas ruas na zona do complexo governamental, os escritórios estão esta manhã temporariamente encerrados.

Antes, o líder da Federação de Estudantes, Alex Chow, tinha dito que o objetivo era paralisar a atividade do Governo, obrigando a propor uma reforma política como é desejo popular.

Alex Chow garantiu que os protestos vão continuar para forçar o Governo a uma posição que vá ao encontro dos objetivos do movimento.

No entanto, sublinhou, o movimento de protesto quer manter uma ação não violenta e os confrontos entre agentes e manifestantes apenas aconteceram em resposta à força das autoridades.


Os manifestantes pró-democracia em Hong Kong exigem do Governo uma posição que defenda em Pequim a eleição livre e direta do chefe do Executivo em 2017 e não como Pequim definiu: a escolha livre após uma pré-seleção dos candidatos.

Sarkozy calls for UMP unity after narrow victory in leadership contest. / Guardian.


Sarkozy calls for UMP unity after narrow victory in leadership contest
French opposition party supporters in record turnout but under 65% give ex-president mandate for 2017 election
Kim Willsher in Paris

Former French president Nicolas Sarkozy promised a new era for France’s official opposition, after winning his centre-right party’s leadership battle at the weekend.

Speaking on television, he called for unity among the various factions that have weakened the conservative Union for a Popular Movement (UMP) since he lost the presidential election to the Socialist François Hollande in 2012.

Sarkozy said: “My ambition is to create a modern party where the members can have their say. My red line is unity of all because of the situation France is in now. It is more than ‘morose’ it is a catastrophic economic situation. We cannot be divided. We have a duty not to be.”

He added: “I will gather a team that represents all of our movement. I want to offer the French something different from the humiliation today of François Hollande, and the humiliation tomorrow of Madame [Marine] Le Pen.

“We have to give the French a future, new ideas...”

He said the economy was dire, immigration “out of control” and the education system “broken down”.

Sarkozy, 59, had been tipped to win the leadership vote and indeed gained a clear majority, which avoided the humiliation of a second round of polling. But it was not the landslide victory he had hoped would crush dissent and leave rivals for the 2017 presidential race standing. His nearest rival, the former agriculture minister Bruno Le Maire, polled 29.18%, a score that will reduce Sarkozy’s room for manoeuvre in the party, which he intends to use as a launch pad for a second term in the Elysée.

Alain Juppé, the former prime minister who is expected to stand against Sarkozy in the UMP presidential primaries planned for 2016, was photographed smiling broadly after learning that Sarkozy had obtained just 64.5% of votes from party members, despite a record turnout. This was well below the 85% Sarkozy obtained in the 2004 leadership vote.

Juppé denied any schadenfreude, saying: “I am happy the elections went well. It was a clean win [for Sarkozy]. I’m obviously pleased the UMP can now close the scars of the previous [leadership] election.”

Later he added: “It’s now up to him to give the UMP the elan it needs and for that he will have to unify. He needs to appease the very clear tensions. It’s not through internal conflict that things will move forward so he has to take the initiative.”

http://www.theguardian.com/world/2014/nov/29/nicolas-sarkozy-ump-party-leadership-elected Another former UMP minister, Benoist Apparu, told France Info radio that party members had not given Sarkozy a ringing endorsement to do what he wants.

“Having said that, 65% is a good result. He was elected in a clean and flawless way ... but he does not have a blank cheque,” he said.

Sarkozy was first elected UMP leader in November 2004 and went on to win the 2007 presidential election.

Political analysts pointed out it was the first time Nicolas Sarkozy had faced opposition within his own party.

On his Facebook account, Sarkozy wrote: “Dear friends, I’d liked to thank all the UMP party members who have done me the honour of electing me to lead our political family. Their turnout, unprecedented in the history of our movement, is the best response to two years of internal quarrels and divisions. This campaign has been dignified. I salute, in the name of all party members, Bruno Le Maire and Hervé Mariton who took part in this debate with conviction and respect.”

He added: “Now the time has come for action.”

Party chiefs hope the election will mark a new start for the UMP. A leadership vote in September 2012, after Sarkozy lost and disappeared – temporarily – from public life, imploded into allegations of vote rigging and fraud, and ended with the installing of a temporary “collegiate” team to run the party.

The UMP is mired in a corruption inquiry over allegations that false bills were used to hide the true cost of Sarkozy’s 2012 campaign. Sarkozy is also officially under investigation as part of a corruption and misuse of power inquiry. He has always denied any wrongdoing.

Nathalie Kosciusko-Morizet, a former UMP minister in Sarkozy’s government, described this weekend’s election as “a renaissance” for the party.

The UMP’s 268,300 paid-up members were eligible to take part in the electronic vote that ran for 24 hours from Friday evening and party officials hailed a record 58.1% participation.

A police inquiry is under way after attempts to disrupt the party’s computer system shortly after the poll opened. UMP election officials said its computer system had been subject to “an external attack” aimed at making it crash that had temporarily disrupted the vote.

Sarkozy has promised to transform the UMP from “top to bottom”, and create a wave of centre-right unity behind him. However, his campaign, which occasionally lurched into the far-right Front National’s territory, was seen as divisive.

One of his first moves will be to change the party name. The UMP started life as the Union Pour La Majorité Présidentielle to support Jacques Chirac’s 2002 presidential re-election bid.

At the UMP headquarters in Paris’ 15th arrondissement on Saturday evening, the acronym UMP was nowhere to be seen.

Sarkozy will also need to urgently address the party’s finances; it is estimated to be €74m (£58.8m) in debt. Sarkozy has ruled out sacking any of the UMP’s staff of 85, but says he will attract new members.


In 2012 Sarkozy told journalists he would quit political life if he was defeated in the presidential election. Announcing his change of heart and return to the political fray in September, Sarkozy told French television it was his duty to make a comeback: “It’s not about what I want, it’s that I don’t have the choice”.

Assis sentiu-se empurrado para a “periferia política” do PS


Assis sentiu-se empurrado para a “periferia política” do PS
Manuel Carvalho / 1-12-2014 / PÚBLICO

Francisco Assis abandonou o Congresso que consagrou António Costa como secretáriogeral por discordar da nova orientação política do partido e por recusar uma tentativa de Carlos César, o novo presidente do PS, de o colocar na “periferia política”.
Assis, que no espaço de apenas três meses passou de eleito do PS para liderar a lista do partido às eleições europeias à condição de simples militante de base, deixou o congresso agastado e politicamente desiludido. A “nova orientação do PS para a esquerda” desagradou-lhe. E a “gestão política do tempo das intervenções” dos delegados que se inscreveram para discursar no congresso foi a gota de água que o fez regressar a casa a meio da reunião magna do PS. Ainda assim, poupa António Costa às suas críticas. “Tenho estima pessoal por ele, não o quero envolver nisto”, afirma.
Há muito que o eurodeputado assistia com “reservas” à actuação do PS na Assembleia da República e ao papel desempenhado pelo seu líder parlamentar, Ferro Rodrigues. No decorrer do primeiro dia dos trabalhos do congresso, ficou para ele provado que há no partido uma “nova orientação”. Que se afirma ao nível do discurso político, agora mais afastado do centro e mais próximo da esquerda onde se situa o Bloco, mas também na composição do novo Secretariado Nacional do PS. “Há aqui uma linha, um caminho, que é legítimo, mas que não é o que eu defendo”, afirma Francisco Assis.
Para Assis, este desvio do PS para posições mais à esquerda contraria a natureza dos “compromissos que se alcançam em termos europeus”. Esses compromissos, sublinha Assis, levam os partidos da família política do PS ao contacto com “o centrodireita”. A definição programática do PS de Costa revelou uma “visão distinta”. Numa recente entrevista ao jornal online Observador, defendera que, “se ninguém tiver maioria absoluta, é desejável que exista uma coligação [à direita]”, por não conseguir ver como se poderá “fazer uma coligação à esquerda”. Ora, quer António Costa quer o seu líder parlamentar recusam esta estratégia.
Francisco Assis esperava poder manifestar no congresso a “visão distinta do PS” que tem vindo a defender. Inscreveu-se para a poder apresentar. Mas o momento que lhe foi atribuído para o fazer desagradou-o. “Toda a gente sabe que o período depois de jantar é menos importante”, nota, mas foi para esse período que a sua participação ficou agendada. “Não se trata assim quem há apenas três meses foi escolhido para liderar a lista do PS nas eleições europeias”, diz. Até porque Ferro Rodrigues teve oportunidade de dirigir “um ataque violentíssimo” à sua defesa de uma coligação pós-eleitoral com o PSD, no caso de as legislativas do próximo ano não promoverem uma maioria.


“A gestão política do tempo das intervenções privilegiou algumas pessoas em detrimento de outras”, acusa Assis. A hora que lhe coube para discursar implica uma “leitura política”, nota. Houve “uma tentativa de me colocar numa periferia política”, acrescenta. Por isso abandonou o Congresso e fica de fora dos órgãos nacionais do PS. Algo em que já tinha pensado. “Há sempre uma altura para sair. Já participo nos órgãos nacionais do partido há 26 ou 27 anos”, afirma. Mas a sua saída não é obra de uma decisão reflectida. Assis, um dos esteios da liderança do PS de Seguro, afastou-se. Por divergências ideológicas e por se sentir despeitado pelo PS de Costa.