JOACINE KATAR
MOREIRA
Depois de sair do Livre, Joacine Katar Moreira já
exonerou quatro assessores
Esta quarta-feira foi tornada pública a saída de duas
assessoras. Uma delas tinha sido contratada em Novembro, semanas antes de ser
conhecida a saída do chefe de gabinete da deputada não-inscrita.
Liliana Borges
4 de Março de
2021, 5:53
Há mais duas
saídas do gabinete da deputada não-inscrita Joacine Katar Moreira: Silvania de
Barros e Inês Beleza Barreiros foram exoneradas do cargo a 23 de Fevereiro, de
acordo com um despacho publicado esta quarta-feira em Diário da República. As
duas saídas acontecem depois de também o chefe de gabinete de Joacine Katar
Moreira ter deixado o cargo em Dezembro do último ano, sem ter explicado o
motivo da saída.
De acordo com os
registos disponíveis em Diário da República, Silvania de Barros abandona o
cargo menos de três meses depois de ter sido nomeada para o gabinete da
deputada, a 11 de Dezembro de 2020 (dias antes de se tornar pública a saída de
Rafael Esteves Martins).
No total, são já
quatro as saídas do gabinete de comunicação da deputada. Todas aconteceram já
depois de Joacine Katar Moreira, eleita pelo Livre em Outubro de 2019, ter
perdido a confiança política do partido a 31 de Janeiro de 2020. Além de Rafael
Esteves Martins, Silvania de Barros e Inês Beleza Barreiros, saiu também do
gabinete a assessora Ana Lobato, em Outubro de 2020. Rafael Esteves Martins,
até então chefe de gabinete, tinha sido escolhido pela deputada em Outubro de
2019 e manteve-se ao lado de Joacine Katar Moreira depois de o partido Livre
lhe ter retirado a confiança política. Mas o gabinete de comunicação não ficará
vazio: a nova assessora de Joacine Katar Moreira, Miriam Sabjaly, foi nomeada para o cargo a 19 de Fevereiro e
já assumiu funções no Parlamento.
O diferendo entre
a deputada e os órgãos dirigentes do Livre foi conhecido no início da
legislatura, quando Joacine Katar Moreira se absteve num voto de condenação por
“mais uma agressão israelita em Gaza” apresentado pelo PCP. Desde então, a
relação com a direcção do partido continuou tensa e culminou na cisão entre as
duas partes e o Livre tornou-se o primeiro partido a perder representação
parlamentar nestas condições.

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