sábado, 30 de março de 2024

Labour membership falls by 23,000 over Gaza and green policies

 


Labour membership falls by 23,000 over Gaza and green policies

 

Party claims financial position still strong as it continues to hold a commanding lead in opinion polls

 

Toby Helm Political Editor

Sat 30 Mar 2024 14.00 GMT

https://www.theguardian.com/politics/2024/mar/30/labour-membership-falls-by-23000-over-gaza-and-green-policies

 

Labour has suffered a sharp fall in membership over the past two months following controversies over its policy on Gaza and its U-turn on green investment, according to figures released to its National Executive Committee (NEC). The drop of more than 23,000 members comes despite the party holding a commanding lead in the opinion polls, which suggests it is now seen by the wider electorate as ready and able to form the next government, after 14 years of Tory rule.

 

Labour sources said the party’s overall financial position remained strong despite membership subscriptions falling off, because donations large and small were healthy, and the expectation was that the unions would still give very substantial backing to the election effort.

 

In a report to the NEC last week, the party’s general secretary, David Evans, caused surprise when he revealed that membership, which had stood at 390,000 in January, had plummeted to 366,604 at the latest count, with more than 11,700 of these being in arrears. Labour membership reached a peak at the end of 2019 when it hit over 532,000.

 

One senior Labour figure who was there said: “It is a big fall in just two months. People were surprised, even taken aback.”

 

Labour insiders believe that the fall has been caused primarily by anger among Muslim and others Labour supporters over Keir Starmer’s position on Gaza and his refusal over several months to call for an immediate ceasefire.

 

Since the Hamas attacks on Israel on 7 October, Labour’s refusal over many weeks to call for a ceasefire led to the resignation of at least 70 Labour councillors. It also triggered a loss of control in four councils: Oxford, Burnley, Hastings and Norwich.

 

At the same time, Starmer faced rebellions by many of his own MPs, as well as frontbench resignations. In November, 10 frontbenchers resigned or were sacked from his team after voting for a Scottish National party motion that called for a ceasefire.

 

Jess Phillips, one of the most high-profile shadow ministers to resign, said at the time: “I have to use my voice to try, and wherever possible, move a dial. And look, I think this dial will move. I think that it won’t be too long before the US and the UK feel that the military action is achieving nothing.”

 

The party high command has also felt the wrath of green supporters over its decision to drop a commitment to spend £28bn if it wins the general election on its green investment plan, a centrepiece of a programme to drive economic growth.

 

Early in February – in a move that prompted an angry response from environmental groups, unions and some in the energy sector – Starmer and Rachel Reeves, the shadow chancellor, jointly announced they would slash the green prosperity plan from £28bn a year to under £15bn, only a third of which would be new money.

 

Luke Akehurst, a member of the NEC, said the party was in a strong financial position despite some cancelling their memberships.

 

“Party membership is still at historically high levels. Labour only had 150,000 members at the end of its last period in office [in 2010],” he said. “The state of the opinion polls suggest there is no correlation between membership and electoral popularity.”

 

Grassroots leftwing group Momentum, which has become increasingly critical of Starmer recently, said: “These figures highlight the danger of Labour’s leadership taking its base for granted. From a failure to oppose Israel’s brutal war on Gaza to morale-damaging U-turns and the mistreatment of Diane Abbott, Keir Starmer is alienating swathes of Labour’s core support. Members are the lifeblood of Labour – their departure en masse should set alarm bells ringing.”

Vem um Ventura e come-o

 


Ana Drago

Investigadora do CES

VIRANÇA

29 março 2024 às 01:13

https://www.dn.pt/2966964822/vem-um-ventura-e-come-o/

Vem um Ventura e come-o

1. O que aconteceu nos últimos dias na Assembleia da Repúblic (AR) não foi (apenas) o saldo da incompetência política do PSD. Foi o resultado de uma armadilha, habilmente montada pelo Chega, que sabia poder capitalizar qualquer dos resultados possíveis. Ventura anunciou sob os holofotes o primeiro “acordo” das direitas na AR. Depois esperou. Se o acordo fosse tomado como certo, era o primeiro rombo no “não é não” de Montenegro. O Chega ungia-se de gravitas institucional, autointitulava-se como incontornável no atual cenário político e continuava a pressionar para participar na governação. Se, como aconteceu, o PSD reagisse procurando sacudir esse compromisso, para não contradizer o “não é não”, o Chega vitimizava-se e lançava a confusão. Nem PS nem PSD poderiam manter um impasse que ia erodindo a credibilidade das instituições a cada minuto televisivo. Ao contrários deles, o caos não afeta Ventura, dá-lhe alento. Depois, era só lançar o anátema do Bloco Central, que é sempre mortal para os partidos do centro.

 

2. Neste episódio, o PSD mostrou incompetência na gestão política – e já muito foi dito sobre isso. Mas, acima de tudo, mostrou com uma ingenuidade comovente que ainda não percebeu o que é o Chega. Primeiro, o PSD pensou que o Chega se contentaria, de momento, em eleger Pacheco de Amorim. Não, o fascista encartado só serviu como isco. A partir de 10 de março, Ventura quer ir ao pote e nada menos do que isso. Seja com um acordo de governação que anda a pedinchar desde a campanha eleitoral de forma insistente; ou por uma subida em eleições futuras que o torne mesmo incontornável à direita. Segundo, o PSD parece acreditar que, com alguns acordos limitados, ou com a inclusão nas instituições, o Chega se vai “civilizar”. Nada mais ingénuo. Isso era o tempo do CDS. Portas esgravatava até desenterrar cada voto bramando contra o rendimento mínimo, “certas etnias” e mobilizando a “lavoura” contra a “Europa”; e, depois das eleições, vestia fato de três peças e exibia a melhor pose de Estado. Nos últimos anos, Ventura seduziu esse voto e mais além. Mas, ao contrário de Portas, nada tem a ganhar com um bom comportamento institucional. Cresceu e vive pendurado no bruaá mediático que se alimenta da confusão e dos clips nas redes sociais, que ganham tração através do insulto e do extremismo. Não tem nem princípios políticos, nem razões pragmáticas que o façam questionar a sua fórmula ganhadora.

 

3. O voto em Pacheco de Amorim de todos os deputados do PSD é a arma fumegante que prova que Montenegro acha que o seu governo depende de possíveis acordos com o Chega. Só isso pode explicar que, depois do PSD ter sido humilhado pelo Chega com todo o país a assistir em direto, se engula o mínimo de amor-próprio e que se ignore a traição sem pestanejar. Valores mais altos se levantam – o governo de Montenegro ainda acredita que pode vir a apoiar-se no Chega para a implementação do programa ideológico da direita.

 

Desengane-se. Ventura quer o poder. Não quer “ajudar o PSD” ou a fraternidade da direita a implementar um programa e não se contentará com supostos ganhos de causa. Porque ambiciona roubar-lhe a hegemonia no espaço da direita, e porque quer forçar uma reconfiguração política do PSD que lhe permita aceder ao poder, o Chega é a ameaça existencial ao atual PSD.

 

4. A batalha pela alma do PSD está hoje a ser travada em cada golpe, iniciativa e declaração. É por isso que não devemos ignorar o ativismo tonitruante de tantos dirigentes social-democratas na defesa do diálogo com a extrema-direita. São o eterno coro dos poderes fáticos que se guiam pela balada do Gato Pardo – percebem que é preciso que algo mude para que o seu poder fique na mesma. O que Passos Coelho, Relvas, Pinto Luz, Miguel Morgado e tantos outros nos mostram é que há uma disponibilidade interna para vestir o PSD para um casamento com a extrema-direita, tomando essa união como a forma “normal” da direita política no século XXI.

 

5. Noutros países, onde esse casamento já se deu, é possível tirar algumas lições sobre o que tem acontecido à direita “tradicional”. Num contexto certamente diferente, a ascensão de Trump nos EUA alimentou-se, num primeiro momento, da retórica política extremista lançada pelo movimento Tea Party dentro do Partido Republicano, mas ganhou depois o seu peso próprio e mudou irreversivelmente a identidade política do GOP. E, ao contrário do que dizia a direita portuguesa, nem Trump, nem Bolsonaro, nem mais recentemente Milei, se “moderaram” quando foram eleitos. Quando chega ao poder, a nova direita extremista insiste em manobras de instabilidade e atropelo às regras institucionais, muda-as numa lógica autoritária, e mantém a retórica de guerra civil interna contra os imigrantes, os pobres e o “espaço socialista”.

 

6. O texto foi crescendo, e não sobra espaço para a analisar o acordo feito pelo PS com o PSD, e o que foi dito e feito pelas várias forças à esquerda. Se o céu não nos cair em cima da cabeça nos próximos dias, gostaria de voltar a essa análise num próximo texto.

 

7. No momento em que escrevo, Montenegro ainda não anunciou o seu elenco governativo. Pode ser que parte das respostas a estas questões possa ser lido nas suas escolhas para o executivo. Porque das duas, uma: ou o PSD luta pelo seu espaço e pela sua identidade política; ou, parafraseando Mário Henrique Leiria, vem um Ventura e come-o. É que acontece às forças políticas que “ficam deitadas, caladas, a esperar o que acontece”.

“Mystery Man” Told Moscow Attack Suspects To “Flee To Ukraine” | Russia ...

The fall of Kyiv to Russia is ‘not possible’ | Yulia Klymenko

Is Europe really entering a 'pre-war era'? | LBC

Why the British Army 'wouldn't last 10 days in a war' | LBC analysis

What is it like to eject from a fighter jet? | Ukraine-Russia war