quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

 


Pedro Santos Guerreiro

https://expresso.pt/presidenciais-2021/2021-01-05-O-dia-em-que-o-estreante-Mayan-derrubou-Andre-Ventura.-Eis-as-notas-dos-comentadores-do-Expresso-e-SIC

 

“Tiago Mayan Gonçalves já deu duas para a caixa: mais um debate em que surpreendeu. Não caiu nas armadilhas de Ventura e só escorregou numa, a sua própria, sobre como lidar com a pandemia. Já Ventura decidiu inventar o que é a direita, numa nova definição hilariante. Ouça bem isto, Dr. Rui Rio: o seu admissível parceiro diz que quem é de direita ou é contra ciganos e a favor da castração química para pedófilos, da prisão perpétua, das carreiras para militares e de subsídios para polícias, ou não é de direita. (...)

Nenhum perdeu votos que tinha, mas só um pode ter ganho alguns votos que não tinha: Mayan. “Os políticos vivem de resultados, é como os treinadores de futebol”, diria André Ventura. Não é grande frase para quem se diz ungido por Deus e inspirado por Sá Carneiro, mas adiante. E adiante estava o orgulho em Marine Le Pen. A partir daqui não consigo analisar, mas não peço desculpa. Porque quando Ventura fala da tragédia que afoga de morte no Mediterrâneo milhares de pessoas em botes traficados, em fuga da guerra e da fome, dizendo que eles chegam “de iPhones na mão e vivem às nossas custas”, tiro a mão do teclado para a pôr à frente da boca e impedir o vómito.”

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