O The Independent diz que pelo menos cinco aviões que transportaram adeptos do Manchester City registaram casos de infecção.
No Estádio do Dragão estiveram 16.500 adeptos, com 12 mil bilhetes a serem alocados exclusivamente a adeptos britânicos. Destes 12 mil, a maioria veio em voos charter organizados por Manchester City e Chelsea, que chegaram ao Porto na manhã de sábado e deixaram o país na madrugada de domingo. Contudo, nas horas que antecederam a partida, vários adeptos aproveitaram para circular livremente na cidade, muitos sem usarem máscaras e respeitarem o distanciamento social. A “bolha” prometida pelo Governo em Maio não se verificaria e as críticas sobre o comportamento destes adeptos foram generalizadas.
CORONAVÍRUS
Adeptos ingleses que estiveram na final da Liga dos
Campeões recebem ordem de isolamento
Autoridades de saúde britânicas contactaram simpatizantes
de Chelsea e Manchester City que estiveram no Porto para a final da prova
europeia.
Miguel Dantas
4 de Junho de
2021, 9:55
Vários adeptos
que marcaram presença na final da Liga dos Campeões, realizada no passado
sábado na cidade do Porto, receberam ordens dadas pelas autoridades de saúde
britânicas para ficarem em isolamento. A notícia foi avançada esta quinta-feira
pelos órgãos de comunicação social do Reino Unido e confirmada pelo PÚBLICO
junto de adeptos que estiveram presentes no estádio.
Questionado pelo
PÚBLICO, o Departamento de Saúde britânico recusa avançar o número de adeptos
infectados, mas sublinha a importância dos testes e isolamentos. Todos os
adeptos que se deslocaram ao Porto para a competição tiveram de realizar um
teste até 48 horas após o regresso ao Reino Unido, de modo a facilitar a
detecção de contágios.
O The Independent
diz que pelo menos cinco aviões que transportaram adeptos do Manchester City
registaram casos de infecção. O PÚBLICO apurou que nem todos os que receberam
estas mensagens para ficarem em isolamento viajaram em voos charters
organizados pelos clubes: também adeptos que saíram do Porto fora deste
circuito receberam ordens para evitarem o contacto com outras pessoas e
permanecerem em casa nos próximos dias.
Um destes adeptos
estava, no momento em que a mensagem chegou, reunido com o próprio Boris
Johnson. O ministro Michael Gove esteve no Estádio do Dragão e foi obrigado a
abandonar uma reunião com o primeiro-ministro e restantes líderes do Governo
após receber a indicação de que teria de entrar em isolamento.
No Estádio do
Dragão estiveram 16.500 adeptos, com 12 mil bilhetes a serem alocados
exclusivamente a adeptos britânicos. Destes 12 mil, a maioria veio em voos
charter organizados por Manchester City e Chelsea, que chegaram ao Porto na
manhã de sábado e deixaram o país na madrugada de domingo. Contudo, nas horas
que antecederam a partida, vários adeptos aproveitaram para circular livremente
na cidade, muitos sem usarem máscaras e respeitarem o distanciamento social. A
“bolha” prometida pelo Governo em Maio não se verificaria e as críticas sobre o
comportamento destes adeptos foram generalizadas.
A Administração
Regional de Saúde (ARS) do Norte recomendou, logo no domingo, a quem participou
ou frequentou espaços onde se realizaram os festejos da final da Liga dos
Campeões, atenção redobrada a eventuais sintomas de covid-19 e reduza os
contactos sociais nos próximos 14 dias.
Esta
quinta-feira, o Reino Unido anunciou a retirada de Portugal da chamada “lista
verde” de destinos para os turistas britânicos. Além de Portugal Continental,
também Madeira e Açores estão abrangidos para a mudança para a “lista âmbar”,
que significa maior risco de contágio para os visitantes. O secretário dos
Transportes britânico, Grant Shapps, disse que viagens para os países da lista
onde Portugal se vai encontrar a partir da próxima terça-feira apenas devem ser
feitas em “situações de emergência”.
tp.ocilbup@satnad.leugim

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