quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

No breakthrough for May after ‘constructive’ Brexit talks in Brussels


No breakthrough for May after ‘constructive’ Brexit talks in Brussels
PM asks Juncker for changes to Irish backstop as pair agree to meet again in February

Jennifer Rankin in Brussels
Wed 20 Feb 2019 20.51 GMT Last modified on Wed 20 Feb 2019 22.12 GMT

Theresa May has told the European commission president, Jean-Claude Juncker, she needed “legally binding changes” to the Irish backstop if MPs were to back her Brexit deal, during a high-stakes meeting in Brussels that yielded no obvious breakthrough.

With only 37 days until the UK leaves the European Union, EU expectations were low when May arrived in Brussels. Shortly before meeting the prime minister, Juncker predicted there would be no breakthrough.

A joint statement on Wednesday appeared to live up to that promise, but the two leaders promised to talk again before the end of the month and described talks as “constructive”. The two sides said they were “seized of the tight timescale and the historic significance of setting the EU and the UK on a path to a deep and unique future partnership”.

In an olive branch to May, the EU’s chief Brexit negotiator, Michel Barnier, and the Brexit secretary, Stephen Barclay, were tasked with looking at the role “alternative arrangements” could play in replacing the contested Irish backstop in future.

But the EU continues to rule out changes to the backstop, which is intended to prevent a hard border returning to the island of Ireland.

Speaking after the meeting, May said she had “underlined the need for us to see legally binding changes to the backstop which ensure it cannot be indefinite. That’s what is required if a deal is going to pass the House of Commons.

“Time is of the essence and it’s in both our interests that when the UK leaves the EU it does so in an orderly way,” she said.

Before the encounter, Juncker met Slovenia’s president, Borut Pahor, who voiced hope a deal could be reached while stressing he backed Ireland over the backstop: “Something not acceptable to Dublin would not be acceptable to Slovenia either.”

At the same press conference Juncker joked that May was not to blame for a shaving injury to his cheek. “You will have noted that I have the outcome of an unfortunate gesture this morning,” he said referring to a plaster on his face. “I am just telling you this because I don’t want you to think that Mrs May is responsible for this injury.”

Privately, officials are in no joking mood, with frustration over Brexit “groundhog day” running high. One senior EU diplomat said May was to blame for failing to confront hardline Eurosceptic Tories. “She gave the impression that you can stay in your delusional comfort zone, but you can’t,” the diplomat said. “Unless she is ready to choose there is nothing we can do.”

The government has backed away from hopes of rewriting the Brexit withdrawal treaty. May hopes for stronger guarantees that the backstop would never come into force. Barclay and the attorney general, Geoffrey Cox, are due in Brussels on Thursday for further talks. Cox is seen as a pivotal figure in Brussels, as officials think any change in his legal advice could persuade Tory MPs to back the deal.

According to senior figures in the UK government, Cox’s plan A is a “codicil” that would allow the UK to quit the backstop unilaterally with one year’s notice. While some cabinet ministers think it is promising, it is likely to get short shrift in Brussels. The EU has long ruled out any unilateral exit mechanism, insisting that any additional legal text cannot contradict the existing Brexit deal.

The two sides are working on a legal document that would firm up existing guarantees that the backstop would never be used. Sterling rose after Spain’s foreign minister, Josep Borrell, said progress was being made on a text. “The EU’s position is that the treaty won’t be reopened, but can be interpreted, or complemented with explanations that may be satisfactory,” he told Bloomberg.

EU diplomats in Brussels sounded a more sceptical note. Many doubt that that a legal text that does not alter the backstop could win over Tory Eurosceptics. One said it “didn’t seem realistic” such a text would change anything in the UK parliament. “This fudge language, which is part of the British political tradition, doesn’t really work with EU law,” the diplomat said.

The recent spate of defections from Labour and the Conservatives is seen as complicating the prime minister’s quest for a majority. “It makes it difficult for any British government to negotiate,” the diplomat said.



Regime fiscal para residentes não habituais tem 9.589 reformados




Estes reformados Franceses fogem aos Impostos em França, com a conivência do Governo Português. Para Portugal isto não oferece qualquer tipo de vantagem . Pelo contrário. Estes Reformados Franceses desempenham um papel significativo na espiral inflacionária do preço das casas e depois de as comprarem, põem-nas, por largos períodos de ausência, a rendê-las através da AIRBNB.
Quem regula ou protege o Direito à habitaçào dos habitantes Locais!?
Os Direitos dos Portugueses !?
OVOODOCORVO

Regime fiscal para residentes não habituais tem 9.589 reformados
20/2/2019, 20:29
De acordo com dados do Ministério das Finanças, 9.589 pessoas entregaram o impresso do IRS, em que são reportados rendimentos de pensões pagas por um país estrangeiro, sendo que um terço são franceses

Os franceses representam quase um terço dos reformados com estatuto de RNH, totalizando 3.105 dos Anexos J entregues, mas a evolução de novas adesões tem vindo a cair
António Cotrim/LUSA

Autor
Agência Lusa

O número de pessoas que beneficia do regime fiscal dos Residentes Não Habituais (RNH) e que na última declaração do IRS reportou ao fisco receber rendimentos de pensões ascendeu a 9.589 e, destes, um terço são franceses.

Criado em 2009 com o objetivo de atrair a Portugal pessoas de rendimentos elevados e profissionais de alto valor acrescentado, o regime do RNH oferece isenção de IRS aos reformados e uma taxa reduzida de imposto (20%) aos rendimentos de trabalho.

De acordo com dados facultados à Lusa pelo Ministério das Finanças foram 9.589 as pessoas que entregaram o impresso do IRS em que são reportados rendimentos de pensões pagas por um país estrangeiro (o anexo J).

A mesma informação – com base na última declaração IRS entregue e que mostra pela primeira vez de forma discriminada os beneficiários do RNH com rendimentos de pensões – revela que o número global de reformados com este regime fiscal tem aumentado de forma contínua desde 2009. Mas a análise da evolução das adesões indica igualmente que, apesar de estar a ganhar popularidade junto dos cidadãos de alguns países, também tem vindo a perder gás junto de outros.

Os franceses representam quase um terço dos reformados com estatuto de RNH, totalizando 3.105 dos Anexos J entregues, mas a evolução de novas adesões tem vindo a cair. Em 2016, a AT recebeu 867 novas declarações deste anexo, mas em 2017 o número das novas baixou para 797.

Entre os finlandeses o recuo ainda foi mais acentuado o que deverá ter-se justificado pelo facto de a Finlândia ter anunciado há um par de anos a intenção de rever o acordo de dupla tributação com Portugal, de forma a readquirir o direito de tributar os seus reformados.

Na última declaração de IRS entregue (para os rendimentos de 2017) foram 400 os finlandeses com estatuto de RNH que reportaram rendimentos de pensões, mas destes apenas 23 entraram no regime em 2017 — o que reflete uma forte quebra por comparação com os 180 que aderiram ao RNH dois anos antes.

Desde janeiro deste ano que a Finlândia voltou a tributar as pensões pagas aos seus reformados que vivem em POrtugal.

Recorde-se que a conjugação da generalidade dos acordos de dupla tributação (que conferem ao país de residência o direito de tributar) com este regime de RNH, acaba por fazer com que os reformados não paguem imposto sobre as pensões quando se mudam para Portugal.

Os últimos dados sobre a evolução do RNH indicam que, em janeiro deste ano, havia um total de 27.367 pessoas a beneficiar deste regime — ao qual podem aderir todos os que não tiveram residência fiscal em Portugal nos cinco anos anteriores ao pedido.

Além da isenção de IRS para reformados, o regime concede uma taxa de 20% aos trabalhadores que integrem a lista de profissões de elevado valor acrescentado. Daqueles 27.367, há 2141 com profissões enquadráveis na referida lista, sendo que o grupo mais número (25.226) não têm atividade de valor acrescentado.

Entre as situações classificadas como não tendo atividade de valor acrescentado estão os reformados, mas também todos aqueles que se mudam para Portugal e têm apenas registo de rendimentos de juros, dividendos ou mais-valias, por exemplo.

Na leitura de, Luís Leon, da Deloitte, os números são dececionantes. “Em 10 anos, não ter conseguido atrair mais do que uma média de entre duas a três mil pessoas por ano, é dececionante, porque o país dispõe de condições que lhe permitem atrair mais pessoas”, referiu à Lusa.

Para o fiscalista uma das formas de dar mais visibilidade ao regime passa pela alteração e atualização da lista de profissões de elevado valor acrescentado e também por alterar o regime contributivo – não ao nível das taxas de desconto para a Segurança Social, mas através, por exemplo, da introdução de tetos contributivos, pelo menos durante os 10 anos em que o RNH dura.

Então em que ficamos !?



Então em que ficamos !? Estado disponibilisa 250 euros para estimular compra de bicicletas eléctricas e 3 milhões para veículos eléctricos e simultâneamente compra mais 46 veículos a diesel !?
A ACAP é uma instituição profundamente reaccionária e encontra-se na Idade da Pedra ...
OVOODOCORVO

A frota automóvel do Estado tem mais de 70% de veículos a gasóleo. Executivo deverá comprar 46 veículos a diesel este ano.

O Estado deverá comprar este ano 46 veículos a diesel, escreve esta quinta-feira o jornal i [edição em papel]. De acordo com o diário, o Turismo de Portugal considera que comprar veículos a diesel “é a opção mai
s racional” apesar de, apenas há duas semanas, o ministro do Ambiente ter vindo a público dizer que os carros a gasóleo têm os dias contados.

Em entrevista ao Jornal de Negócios a 28 de janeiro, Matos Fernandes considerou não haver necessidade de aumentar os subsídios para a aquisição de carros elétricos dizendo que a aposta a fazer seria no sentido de incentivar o abado dos diesel em troca por um elétrico. “Não conheço nenhum país em que os subsídios sejam muito maiores: Portugal dá 2.250 euros por cada veículo elétrico novo. E está a desenvolver uma rede de carregamentos em todo o país, que ainda é gratuito”, dizia o ministro.

As declarações de Matos Fernandes foram mal recebidas pelo setor. A ACAP, por exemplo, defendeu que o fim do diesel antecipado pelo Governo deve ser feito antes pelo mercado. “Deve haver, da parte dos políticos, uma neutralidade tecnológica”, afirmou Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP, durante o habitual balanço anual do mercado. A ACAP salienta que dos 45 mil milhões de receitas previstas no Orçamento do Estado para 2019, 19,5% vêm do automóvel. E pouco é dos elétricos, o que pode ser um problema no futuro.

Estado vai dar 250 euros aos contribuintes para comprar bicicleta elétrica
ECO

O apoio inclui-se novas regras que serão anunciadas nos próximos dias. A verba do Governo para veículos elétricos sobe para três milhões de euros.

O Governo quer impulsionar o uso de veículos mais verdes através de apoio público. Cada contribuinte pode receber 250 euros para comprar uma bicicleta elétrica, de acordo com as novas regras que serão anunciadas nos próximos dias, segundo noticiam a Antena 1 e o Jornal de Notícias.

A compra de bicicletas elétricas vai receber apoio do Estado pela primeira vez, num valor máximo de 250 euros por pessoa. O Governo estima que sejam apoiadas mil aquisições, mas serão atribuídos subsídios até esgotar o valor previsto para esta medida, sendo que o incentivo será distribuído por ordem de chegada de cada candidatura.

O secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, explicou à Antena 1 que há uma regra para ter acesso a este apoio do Estado. “A fatura (ou uma declaração anexa por parte do vendedor) tem de declarar que a bicicleta não é destinada ao desporto ou do tipo montanha ou de suspensão integral no sentido de apoiarmos apenas as bicicletas de utilização urbanas e citadinas, que são aquelas que normalmente para viagens mais frequentes”, disse.

A verba do Governo para veículos elétricos sobe, assim, para três milhões de euros, segundo explicou o secretário de Estado à Antena 1, sublinhando que gostaria de reforçar os apoios públicos a outros meios de transporte. “Num contexto de recursos ilimitados, poderíamos pensar em apoiar todos os veículos elétricos, mas não é possível”, acrescentou.

O apoio inclui-se novas regras que serão anunciadas nos próximos dias. A verba do Governo para veículos elétricos sobe para três milhões de euros.

O Governo quer impulsionar o uso de veículos mais verdes através de apoio público. Cada contribuinte pode receber 250 euros para comprar uma bicicleta elétrica, de acordo com as novas regras que serão anunciadas nos próximos dias, segundo noticiam a Antena 1 e o Jornal de Notícias.

A compra de bicicletas elétricas vai receber apoio do Estado pela primeira vez, num valor máximo de 250 euros por pessoa. O Governo estima que sejam apoiadas mil aquisições, mas serão atribuídos subsídios até esgotar o valor previsto para esta medida, sendo que o incentivo será distribuído por ordem de chegada de cada candidatura.

O secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, explicou à Antena 1 que há uma regra para ter acesso a este apoio do Estado. “A fatura (ou uma declaração anexa por parte do vendedor) tem de declarar que a bicicleta não é destinada ao desporto ou do tipo montanha ou de suspensão integral no sentido de apoiarmos apenas as bicicletas de utilização urbanas e citadinas, que são aquelas que normalmente para viagens mais frequentes”, disse.

A verba do Governo para veículos elétricos sobe, assim, para três milhões de euros, segundo explicou o secretário de Estado à Antena 1, sublinhando que gostaria de reforçar os apoios públicos a outros meios de transporte. “Num contexto de recursos ilimitados, poderíamos pensar em apoiar todos os veículos elétricos, mas não é possível”, acrescentou.

Greta Thunberg blames EU in speech: "We are no puppets, EU needs to doub...





Today, Swedish 16 years old climate activist Greta Thunberg is joining Belgian students who are skipping classes for the seventh Thursday in a row to march through Brussels to draw more attention to fighting climate change.

The 16-year-old Thunberg first addressed a European Union conference, chiding adults for their inaction in the face of such climatic global dangers.

She said youngsters are being forced to skip school and protest because adults are not addressing climate issues quickly enough.

She told the European Economic and Social Committee plenary session that “we are school striking because we have done our homework” on the dangers facing the Earth.

Thunberg has become her generation’s voice on climate change after inspiring students around the world to go on strike to express their anger and angst over global warming.

#GretaThunberg
#schoolstrike4climate
#Brussels
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Nieuws & politiek

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Sem utilização desde a Expo’98, Torre Galp vê a sua estabilidade ser avaliada





Sem utilização desde a Expo’98, Torre Galp vê a sua estabilidade ser avaliada
Kátia Catulo
Texto
20 Fevereiro, 2019

Oito décadas passadas sobre a construção e um par delas sobre a última vez que teve uso, a antiga Torre da Galp, no Parque das Nações, poderá vir a ganhar nova vida. Que até poderá passar pela transformação do topo num miradouro. Mas, antes que isso possa acontecer, terão de ser conhecidos os resultados da avaliação que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) mandou fazer à estabilidade e às condições de segurança da estrutura, bem como os custos de uma eventual requalificação. “Estão a ser feitos alguns estudos, porque existem algumas dúvidas sobre questões de estabilidade da torre”, admite João Paulo Saraiva, vice-presidente da autarquia, salientando também estarem ainda por resolver algumas questões burocráticas relativas à transferência para a câmara da posse do equipamento. Sem que ambas as situações estejam resolvidas, considera, anunciar a criação do miradouro é algo “prematuro”.

Tal proposta, nascida de uma recomendação do CDS-PP aprovada esta terça-feira (20 de Fevereiro) na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), poderá ser um dos cenários postos em prática pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), depois de avaliadas condições estruturais da torre e custos associados à sua requalificação. Mas, por agora, o vice-presidente da CML prefere não se comprometer. A autarquia da capital assumiu a posse definitiva da estrutura, em Agosto de 2018, na sequência da aprovação do decreto-lei em que se definiam os termos da extinção da empresa Parque Expo, efectivada no final do ano anterior. Uma assunção de responsabilidades ocorrida quase seis anos após a transferência para o município, em Dezembro de 2012, da gestão urbana do recinto da exposição internacional dedicada aos oceanos.

“Parece-me prematuro que estejamos aqui, de forma tão cabal e definitiva, a votar uma proposta sem que esses estudos e essa análise sejam feitos previamente”, afirmou João Paulo Saraiva, depois de referir que a câmara pediu a realização de uma avaliação às condições de estabilidade e segurança da torre. Lembrando que o processo de passagem da tutela da estrutura para a CML “ainda não está efectivado na sua plenitude”, o autarca sublinhou a importância de se realizar a avaliação das necessidades de intervenção na torre “para que ela possa ser minimamente estável”. “Depois disso é que estávamos a pensar que uso dar, em face destes mesmos custos, após serem devidamente orçamentados”, explicou. Uma preocupação para a qual já antes alertara o deputado municipal comunista Fernando Correia, que sugeriu que a avaliação seja feita pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Erguida em 1939, integrada na então nova Refinaria de Cabo Ruivo, a infra-estrutura começou por se chamar Torre TCC, abreviatura de Thermofor Catalytic Cracking, processo através do qual se procedia ali ao processamento do petróleo em bruto e sua transformação em derivados, como gasolina, gasóleo e outros. Ao longo do século passado, evidenciando-se através da ininterrupta chama saído do topo – que se assumia como o mais evidente ícone do gigante complexo industrial situado naquela parte de Lisboa -, passou a ser conhecida, primeiro, como Chaminé Sacor e, finalmente, com Torre Galp. Laborou até 1995, altura em que a refinaria foi desactivada e desmantelada, cumprindo os propósitos anunciados três anos, quando se decidiu a organização da Expo’98 e a construção do recinto onde teria lugar. Durante o certame, e após intervenção reabilitadora dos arquitectos Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, a sua base funcionou como Porta do Mar, uma das entradas do recinto e o topo como ponto de observação panorâmica, destinado a convidados especiais. Para tal, foi instalado um elevador.





Após o fecho das portas da exposição internacional – na vigência da qual a parte inferior da torre também acolheu diversos serviços, em espaços criados para o efeito pelo projecto de requalificação -, a 30 de Setembro de 1998, prevaleceu a indefinição sobre o que fazer com aquele equipamento. Isto apesar de em redor, o território do agora baptizado Parque das Nações rapidamente se consolidar como parte do tecido urbano da capital, com a construção de urbanizações com habitação, serviços e comércio. A administração do espaço público mantinha-se a cargo da Parque Expo, criada em 1993 para organizar o certame, mas a empresa pública nunca demonstrou vontade de aproveitar a velha infra-estrutura que havia decidido preservar. Ou nunca a verbalizou. Até porque parecia cada vez mais evidente que, finda a expo e a missão de implementação e desenvolvimento do projecto urbano na área de intervenção, a sua existência não mais se justificava. O que se viria a confirmar com a decisão do Governo, em 2011, de a extinguir, como parte das medidas de racionalização financeira impostas pelo clima económica do momento – embora o processo apenas se tenha iniciado em 2014 e concluído quatro anos depois.

 Ao longo dos últimos anos, e perante a constatação da falta de uso da infra-estrutura e da sua progressiva degradação, foram-se ouvindo pedidos para que se lhe encontrasse uma solução regeneradora. Afinal, aquele é não apenas um dos ícones do acontecimento que justificou a integral reinvenção daquela parcela de cidade, há duas décadas, como da realidade que lhe antecedeu durante a maior parte do século passado. Uma das vozes reclamando nesse sentido era a do ex-presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações, José Moreno, que, em declarações a O Corvo, em Março de 2016, pedia a transferência da tutela da Torre Galp para a autarquia por si liderada. “Se a câmara quiser, nós estamos disponíveis para assumir a gestão da torre, através de um contrato de comodato”, dizia, na altura, o autarca da freguesia surgida em 2013, na sequência da reforma administrativa da cidade de Lisboa – constituída com parcelas do território não apenas da freguesia dos Olivais, como das de Moscavide e Sacavém, no concelho de Loures.

 “Temos ali um problema não só de segurança, bem como da própria imagem do espaço público, que importa preservar”, dizia José Moreno, criticando o impasse sobre o que fazer com o equipamento. A falta de utilização, fosse comercial ou institucional, salientava então o primeiro presidente daquela junta, estaria a contribuir de forma decisiva para o acentuar da degradação e da má imagem do monumento industrial. “Em tempos, chegaram a existir lojas na parte inferior da estrutura. Mas agora aquilo está vazio, o elevador que fazia a ligação ao piso intermédio está parado, o que não impede as pessoas de subirem até lá cima e, muitas vezes, fazerem aquilo que não devem”, queixa-se o autarca, salientado o facto de haver quem ali realizasse necessidades fisiológicas, depositasse lixo e fizesse barulho durante a noite, incomodando os residentes nos prédios fronteiros. Até já teria havido quem lá tivesse colocado vasos com plantas para a produção de substâncias usadas na produção de estupefacientes.

 Um quadro que levava a junta a pedir à Câmara de Lisboa uma intervenção reabilitadora naquele equipamento ou, em alternativa, a delegar tal competência na freguesia. Até porque, referia na altura José Moreno, a junta era com frequência abordada por quem tinha a intenção de conferir à Torre Galp uma utilidade que não apenas a de marco na paisagem. Entre os pretendentes a dar novo uso à zona inferior da torre contavam-se um ateliê de jovens designers ou até um grande grupo editorial que ali pretendia instalar uma das suas livrarias. Teria havido também um projecto de um grupo de estudantes do IADE (Instituto de Arte, Design e Empresa) para uma intervenção plástica no topo, mimetizando a chama do “flare” que outrora ardia em permanência, mas necessitava de um patrocínio que suportasse os custos de funcionamento. Outra das propostas, da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), ia no sentido de se aproveitar o elevador ali instalado aquando da Expo’98 como forma de garantir o acesso à parte superior da torre e assim franquear a todos as vistas panorâmicas obtidas desde lá em cima. Certo é que nada foi feito.

 Agora, que o equipamento está finalmente nas mãos da Câmara de Lisboa, algumas dessas ideias são recuperadas pela recomendação aprovada pela assembleia municipal. Documento que, em primeiro lugar, solicita à autarquia que avalie a possibilidade de criação um miradouro no topo da torre, procedendo às obras de adaptação e conservação necessárias para o efeito. Pede-se ainda que se estude a instalação, nos espaços existentes na base, estruturas de apoio (bilheteira, cafetaria, instalações sanitárias, entre outros) e promova na zona de entrada uma exposição retratando sumariamente o passado da estrutura. A recomendação solicita ainda à câmara que o novo miradouro venha a ser integrado nos roteiros turísticos, “criando uma âncora na zona sul desta freguesia e ligado ao projecto do Centro Interpretativo do Parque das Nações”.

 Nos considerandos da recomendação apresentada pelo CDS-PP, e salientando o longo período que a torre tem estado sem acesso público, recorda-se que a última vez que tal terá acontecido foi a 1 de Outubro de 2016, quando a Associação Cidade Imaginada Parque das Nações (ACIPN), organizou em parceria com a Parque Expo uma visita destinado aos seus associados e à comunicação social. Na referida visita, na qual O Corvo esteve presente, os participantes “puderam observar que a Torre se apresentava segura, apenas com algumas marcas de ferrugem que necessitavam de manutenção, embora o elevador se apresentasse desligado e vandalizado”, refere o texto da recomendação.

Young climate strikers can win their fight. We must all help / VIDEO:Thousands of UK students strike over climate change




Young climate strikers can win their fight. We must all help
George Monbiot
Courage and conviction may not be enough – that’s something I learned from other movements’ failures

 @GeorgeMonbiot
Wed 20 Feb 2019 06.00 GMT Last modified on Wed 20 Feb 2019 08.10 GMT

This one has to succeed. It is not just that the youth climate strike, now building worldwide with tremendous speed, is our best (and possibly our last) hope of avoiding catastrophe. It is also that the impacts on the young people themselves, if their mobilisation and hopes collapse so early in their lives, could be devastating.

To help this movement win, we should ask why others lost. We should ask, for instance, why Occupy, despite the energy and sacrifices of so many, came to an end, while the institutions it confronted remain intact. We should wonder why the global justice movement of the late 1990s and early 2000s, despite the numbers involved, their courage and determination, has not changed the world. We should consider why Podemos, the Spanish party that rose so high on the optimism of the indignados movement, now seems to be spiralling into recriminatory collapse.

 Much of what I propose here is controversial, and I can't promise I've got it right
Those of us who witnessed these disappointments have, I feel, a painful duty to be as honest about them as possible, to help ensure their failures are not repeated. Much of what I propose here is controversial, and I can’t promise I’ve got it right. So my first advice is this: don’t listen only to me.

A central task for any campaign is to develop a narrative: a short, simple story explaining where we are, how we got here and where we need to go. Using the narrative structure common to almost all successful political and religious transformations, the restoration story, it might go something like this. “The world has been thrown into climate chaos, caused by fossil fuel companies, the billionaires who profit from them and the politicians they have bought. But we, the young heroes, will confront these oligarchs, using our moral authority to create a movement so big and politically dangerous that our governments are forced to shut down the fossil economy and restore the benign conditions in which humans and other species can thrive.”

This restoration narrative, I think, could be greatly strengthened by recent findings suggesting that ecological recovery – restoring forests, salt marshes, peat bogs, the seabed and other crucial ecosystems – could, by drawing carbon dioxide from the atmosphere, make a massive contribution towards preventing climate breakdown. (I’ll write about that when I finish my research on the subject, in a few weeks). A successful movement should also define a clear and tangible objective, perhaps a date by which nations achieve a zero-carbon economy. It could recommend a pathway, such as a ramped-up version of the green new deal proposed by the most progressive Democrats. If so, it will need to set a series of waymarks, by which it can judge whether or not governments are on track. This ensures that the activists, rather than the government, keep setting the agenda.

This objective should be supported by a set of irreducible principles that can be explained and spread with pride and conviction. Here are a couple of possible examples. “Human life is not negotiable, it cannot be exchanged for money.” “Those generations that are yet to be born have the same rights as those already alive.”

Clear principles appear to be essential to the long-running success of a campaign. A fascinating report in the online magazine Truthout explains how indigenous people living around Lake Texcoco in Mexico confronted a $13bn international airport – one of the biggest infrastructure projects in Latin America – and, across 17 years, and despite all predictions, won. The campaign was built on the principle that their land and community were not for sale, however much money might be offered. This ensured that the Mexican government’s only remaining strategy was force. But the people had created such strong community organisations and attracted so much support from other Mexicans that force ceased to be an option.

This suggests another crucial element: a protest community strong enough to resist all attempts at division and co-option. Such communities do not arise by accident but are consciously and carefully constructed, often with the help of training, music and fun. They must be strong enough to support people threatened by despair, burnout or breakdown, especially when the response gets nasty. Already, conspiracy theories are being spreadby politicians and the media, suggesting that the young people have been organised by unknown sinister forces: after all, how could children possibly organise themselves?

Greta Thunberg, whose school strike sparked this movement, has written a response far more dignified and mature than the articles attacking her. But the nastiness has only just begun. As some of us can testify, the viciousness of the lobby groups funded by the fossil fuel industry, and the publications that amplify their message, knows no limits. As we have already seen, they treat even children as fair game.

I would suggest that the climate strikers develop clear rules of engagement, in order to give their opponents no ammunition. In my view, the global justice movement was gravely damaged by its failure to exclude or contain the black bloc: people dressed in black, some of whom came to protests tooled up for a fight and often smashed up random local businesses, denting support for the mobilisation with every blow. Some people in the movement believed that everyone had a right to join it on whatever terms they wished. I see this as an unaffordable indulgence.

A good exercise is to ask yourself what the police and authorities would most like to happen, then do the opposite. They would love a violent faction to emerge that would erode the young strikers’ credibility and provide an excuse to send in the riot police and break up the protests. Never give them this excuse.

Successful movements also need an organisational model that allows them to keep growing. One promising approach is Big Organizing, through which campaigners create proliferating networks, each branch of which trains the branches that grow from it. It helped Alexandria Ocasio-Cortez take her seat in the United States Congress. They need clever, funny and innovative tactics, which take opponents by surprise and create a sense of forward momentum. Designing such tactics, narratives and principles is, I believe, best done by a small number of people, then put to the wider group for approval. I saw how Occupy became bogged down in the impossible process of developing complex policies through consensus.

All this is a lot to dump on young people. But there are plenty of veterans, many of whom have far more experience than I do, who are ready to offer advice and help. Any support must come on the young strikers’ terms: they lead, we follow. But they carry a terrible burden: this is a struggle they cannot afford to lose. We will help them lift it if they wish.

• George Monbiot is a Guardian columnist

A europeização da política britânic



Imagens do Dia / OVOODOCORVO
(…) “Mas há um factor inesperado e perturbador nos motivos que os levaram a esta tomada de posição: o argumento de que o anti-semitismo que grassa no Labour, ou que, pelo menos, é consentido pela sua actual liderança, se tornou insuportável. Uma das “dissidentes”, Luciana Berger, judia, disse-o sem meias-palavras, manifestando a sua “vergonha” e o seu “embaraço”. A questão tem surgido repetidamente na imprensa britânica. E, mais uma vez, basta atravessar a Mancha para constatar que o fenómeno não é exclusivo. Foi público e notório o ataque dos gilets jaunes ao filósofo francês Alain Finkielkraut, judeu, numa rua de Paris no sábado passado, obrigando o Governo a tomar uma série de medidas. Não é sequer a primeira vez que isto acontece em ligação com o movimento de contestação que surgiu em França em Novembro do ano passado. Também aqui há uma preocupante coincidência a demonstrar que o “Brexit” é apenas um sinal de um mal-estar muito mais profundo que é tão britânico como europeu.”
TERESA DE SOUSA
19 de Fevereiro de 2019, 22:25





A europeização da política britânica
O “Brexit” é fundamental para encontrar uma explicação. A angústia sobre o seu desfecho está a atingir o seu ponto máximo à medida que se aproxima a data de saída sem que se vislumbre, sequer, uma pequena luz ao fundo do túnel.

TERESA DE SOUSA
19 de Fevereiro de 2019, 22:25

 1. Porquê agora? Com que efeitos sobre o desfecho do “Brexit”? São perguntas legítimas, colocadas pela imprensa britânica, perante a decisão de sete deputados do Labour de abandonarem o partido, denunciando duramente o caminho tomado pela liderança de Jeremy Corbyn. O “Brexit” é fundamental para encontrar uma explicação. A angústia sobre o seu desfecho está a atingir o seu ponto máximo à medida que se aproxima a data de saída sem que se vislumbre, sequer, uma pequena luz ao fundo do túnel. O grupo dos sete não poderia esperar mais um dia sem se distanciar de uma situação que consideram catastrófica, marcando posição na questão que hoje mais divide os dois grandes partidos britânicos. É uma jogada arriscada, que apenas fará sentido se conseguirem atrair não apenas mais deputados do seu partido, mas alguns conservadores dispostos a tentar impedir o que vêem igualmente como um desastre e mostrar, também eles, que não estão reféns da ala antieuropeia dos tories.

2. Mas o que aconteceu, mesmo que tenha como epicentro o “Brexit”, como tudo o que acontece hoje na vida política britânica, vai para além dele. O Financial Times colocava a questão nestes termos: “Estes sete deputados estão a ocupar um vazio criado no centro da política britânica, quando o Labour se virou radicalmente para a esquerda e os conservadores viraram à direita.” É, porventura, um sinal inequívoco de que o sistema de dois grandes partidos que governam o Reino Unido alternadamente, e que se tem mantido à prova de qualquer tempestade, pode ter chegado ao seu momento da verdade.

O paralelismo histórico é conhecido. Nem a emergência do Partido Social-Democrata em 1981, cortando com os mesmos tiques do Labour de que Jeremy Corbyn é o herdeiro, conseguiu alterar o domínio dos dois grandes partidos, solidamente assente num sistema eleitoral uninominal a uma volta que tem impedido qualquer “proliferação”. Os sociais-democratas dos anos 80 transformaram-se, depois, em liberais-democratas. Curiosamente, nunca chegaram a aliar-se ao New Labour, com o qual tinham visíveis afinidades, mas que os dispensou justamente por dispor de amplas maiorias no Parlamento durante os seus sucessivos governos (1997-2010). Foi apenas em 2010, quando David Cameron conseguiu finalmente vencer eleições ainda que sem uma maioria em Westminster, que acabaram por se coligar com os conservadores para, depois, fenecerem, logo que os tories regressaram às maiorias. Mas, como também salienta alguma imprensa britânica, as circunstâncias são outras e podem ditar um destino diferente.

3. O fenómeno não é apenas britânico, antes representa uma tendência geral na Europa continental, que tende a “europeizar” a política britânica, como já aconteceu em outros momentos de viragem, ou a tornar a política europeia mais “anglo-saxónica, como se verificou em outros. Como escrevia nesta terça-feira Tony Barber, também no FT, esta primeira dissensão demonstra que “o sistema político britânico está a fragmentar-se em resposta às pressões políticas, económicas e sociais de forma similar aos sistemas partidários da Europa continental”. “Com a emergência de um novo tipo de grupos de extrema-direita e de extrema-esquerda no espectro político”, deixando as forças moderadas a lutar para não perderem a sua tradicional influência. Do lado de cá da Mancha, a integração europeia também não é alheia a esta “proliferação”. Haverá um Macron disponível no Reino Unido, perguntava ontem o site Politico. A resposta é fácil: “Macrons” são coisa rara. Mas também o sistema eleitoral francês, uninominal a duas voltas, não é particularmente favorável à proliferação partidária e Macron partiu do zero para formar um partido e vencer as eleições em pouco mais de um ano.

4. Os dissidentes do Labour apresentaram razões para abandonar o partido que vão muito além da urgência do “Brexit”, mas que também significam que desistiram de uma transformação do Labour por dentro. Criticam Jeremy Corbyn por ter posto em causa as alianças estratégicas do Reino Unido e o seu modelo económico, defendendo uma política externa “antiocidental” e um programa económico anticapitalista que consideram totalmente desactualizado. A conclusão só poderia ser uma: este Labour não tem condições para governar o país. Nada disto é novo entre a facção moderada e ainda tendencialmente “blairiana” em que se incluem alguns dos sete, ainda que não todos.

Mas há um factor inesperado e perturbador nos motivos que os levaram a esta tomada de posição: o argumento de que o anti-semitismo que grassa no Labour, ou que, pelo menos, é consentido pela sua actual liderança, se tornou insuportável. Uma das “dissidentes”, Luciana Berger, judia, disse-o sem meias-palavras, manifestando a sua “vergonha” e o seu “embaraço”. A questão tem surgido repetidamente na imprensa britânica. E, mais uma vez, basta atravessar a Mancha para constatar que o fenómeno não é exclusivo. Foi público e notório o ataque dos gilets jaunes ao filósofo francês Alain Finkielkraut, judeu, numa rua de Paris no sábado passado, obrigando o Governo a tomar uma série de medidas. Não é sequer a primeira vez que isto acontece em ligação com o movimento de contestação que surgiu em França em Novembro do ano passado. Também aqui há uma preocupante coincidência a demonstrar que o “Brexit” é apenas um sinal de um mal-estar muito mais profundo que é tão britânico como europeu.