CORONAVÍRUS
Adeptos ingleses que estiveram no Porto recebem ordem de
isolamento, entre os quais um ministro
Autoridades de saúde britânicas contactaram simpatizantes
de Chelsea e Manchester City que estiveram no Porto para a final da prova
europeia. Ministro Michael Gove teve contacto com um infectado, mas não
cumprirá isolamento.
Miguel Dantas
4 de Junho de
2021, 9:55
Vários adeptos
que marcaram presença na final da Liga dos Campeões, realizada no passado
sábado na cidade do Porto, receberam ordens dadas pelas autoridades de saúde
britânicas para ficarem em isolamento. A notícia foi avançada esta quinta-feira
pelos órgãos de comunicação social do Reino Unido e confirmada pelo PÚBLICO
junto de adeptos dos dois clubes que estiveram presentes no estádio.
Questionado pelo
PÚBLICO, o Departamento de Saúde britânico recusa avançar o número de adeptos
infectados, mas sublinha a importância dos testes e isolamentos. Todos os
adeptos que se deslocaram ao Porto para a competição tiveram de realizar um
teste até 48 horas após o regresso ao Reino Unido, de modo a facilitar a
detecção de contágios.
O The Independent
diz que pelo menos cinco aviões que transportaram adeptos do Manchester City
registaram casos de infecção. O PÚBLICO apurou que nem todos os que receberam
estas mensagens para ficarem em isolamento viajaram em voos charters
organizados pelos clubes: também adeptos que saíram do Porto fora deste
circuito receberam ordens para evitarem o contacto com outras pessoas e
permanecerem em casa nos próximos dias.
Um destes adeptos
estava, no momento em que a mensagem chegou, reunido com o próprio Boris
Johnson. O ministro Michael Gove esteve no Estádio do Dragão e foi obrigado a
abandonar uma reunião com o primeiro-ministro e restantes líderes do Governo
após receber a indicação de que teria de entrar em isolamento. De acordo com a
BBC, Gove vai participar num projecto experimental de testagem, onde será
submetido a um teste diário à covid-19. Deste modo, conseguirá evitar o
isolamento obrigatório durante dez dias.
No Estádio do
Dragão estiveram 16.500 adeptos, com 12 mil bilhetes a serem alocados
exclusivamente a adeptos britânicos. Destes 12 mil, a maioria veio em voos
charter organizados por Manchester City e Chelsea, que chegaram ao Porto na
manhã de sábado e deixaram o país na madrugada de domingo. Contudo, nas horas
que antecederam a partida, vários adeptos aproveitaram para circular livremente
na cidade, muitos sem usarem máscaras e respeitarem o distanciamento social. A
“bolha” prometida pelo Governo em Maio não se verificaria e as críticas sobre o
comportamento destes adeptos foram generalizadas.
A Administração
Regional de Saúde (ARS) do Norte recomendou, logo no domingo, a quem participou
ou frequentou espaços onde se realizaram os festejos da final da Liga dos
Campeões, atenção redobrada a eventuais sintomas de covid-19 e reduza os contactos
sociais nos próximos 14 dias.
Esta
quinta-feira, o Reino Unido anunciou a retirada de Portugal da chamada “lista
verde” de destinos para os turistas britânicos. Além de Portugal Continental,
também Madeira e Açores estão abrangidos para a mudança para a “lista âmbar”,
que significa maior risco de contágio para os visitantes. O secretário dos
Transportes britânico, Grant Shapps, disse que viagens para os países da lista
onde Portugal se vai encontrar a partir da próxima terça-feira apenas devem ser
feitas em “situações de emergência”.
NHS Covid app alerted Michael Gove four days
after Portugal return
Senior Tory returned from Porto after supporting
Chelsea in Champions League final
Rather than self-isolating for 10 days, Gove will take
lateral flow tests each morning for seven days as part of a pilot scheme.
Lucy
Campbell
Fri 4 Jun
2021 14.14 BST
The Cabinet
Office minister, Michael Gove, received an alert from the contact tracing app
to say he had come into contact with someone with coronavirus, less than a week
after returning from Portugal.
The senior
Tory recently returned from Porto, where he had travelled with his son, Will,
to support Chelsea in the Champions League final last Saturday. The Cabinet Office
confirmed Gove had been alerted by the NHS Covid app. A spokesperson said: “He
has followed Covid-19 regulations and guidance at all times and will continue
to do so.”
After being
notified by test and trace on Thursday, four days after he returned from
Portugal, Gove had to abandon a meeting with Boris Johnson and the chancellor,
Rishi Sunak, who had been discussing recovery from the pandemic with the
leaders of the devolved nations via video link.
Rather than
self-isolating for 10 days, Gove will take lateral flow tests each morning for
seven days as part of a pilot scheme to measure the testing effectiveness of
alternatives to quarantining. As long as participants test negative, they will
be able to leave their homes “to carry out essential activity”.
Downing
Street is one of the workplaces taking part in the scheme, which launched on 9
May. Gove’s spokesperson said: “The chancellor of the duchy of Lancaster is
participating in the daily contact testing programme after being advised to
isolate today [Thursday] by NHS test and trace.”
The final
between Chelsea and Manchester City was held in Porto on 29 May, with 6,000
fans from each club able to attend. The PA Media news agency reported that
numerous football fans returning from the match had since been told to
self-isolate after multiple flights reported passengers testing positive.
At the time
of the game Portugal had been on England’s green list for international travel,
meaning fans could attend without having to quarantine on their return.
However, on
Thursday afternoon the UK government announced it would be relegating Portugal
to the amber list on Tuesday, after a doubling of infection rates since the
previous travel review.
The move
came amid increasing concern over data suggesting the Delta variant, first
detected in India and now dominant in the UK, appears significantly more likely
to cause serious illness, and fears that returning travellers could bring in
new variants, further jeopardising the government’s timetable to end many
remaining restrictions on 21 June.
While it is
not illegal to go to an amber-list country for a holiday, it is strongly
discouraged. Arrivals must take a Covid test before travelling, and on days two
and eight once they are in the UK, and must quarantine at home or in a hotel
for 10 days.

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