domingo, 3 de maio de 2020

A grande crise da globalização

IMAGEM DE OVOODOCORVO


A grande crise da globalização
José Pedro Teixeira Fernandes

Praticamente tudo que se antecipava para o ano 2020 foi posto em causa. O impacto negativo na economia será profundo, afectando, em graus variáveis, o rendimento e o emprego e terá inevitáveis repercussões políticas.

2 de Maio de 2020, 13:54

1. Antecipar o mundo após a pandemia da covid-19 é um exercício tão estimulante quanto falível. A capacidade de antecipação das tendências e dos acontecimentos relevantes é das mais importantes na vida pessoal, empresarial e política. Em qualquer uma dessas esferas da vida humana muito do que se faz, ou do que eventualmente se deixa de efectuar, está ligado às expectativas, ou seja, à maneira como concebemos o futuro em termos das necessidades que vamos ter, ou das oportunidades que irão surgir. Numa pequena economia aberta como a portuguesa, fortemente interligada com a Europa e o mundo, grande parte do que vier a acontecer serão repercussões de tendências e de acontecimentos europeus, e, sobretudo, globais.

Assim, uma das facetas mais importantes de qualquer análise prospectiva passa por uma (tentativa) da antecipação de tendências e acontecimentos ao nível planetário. As incógnitas nesta altura são imensas. Iremos ter uma nova ordem mundial, seja o que for que isso signifique? Iremos assistir a uma expansão da governação global, ou esta ficará ainda mais fragilizada? Irão predominar a competição e o conflito, ou irá abrir-se uma nova era de colaboração e de partilha a nível global?

2. Antes de olharmos para o futuro, vejamos primeiro o passado recente. Em duas décadas do século XXI é já a terceira vez que sentimos estar perante um ponto de viragem crítico do rumo dos acontecimentos a nível global. O primeiro, foram os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001 nos EUA. O segundo, a falência do banco norte-americano de investimento Lehman Brothers em 2008. Ambos foram indubitavelmente acontecimentos marcantes. Alteram, de uma forma ou de outra, as tendências anteriores levando o mundo para um rumo diferente daquele que teria seguido se não tivessem ocorrido.

Antes de tentarmos discernir como será o mundo dos anos 2020, é útil e necessário olharmos para as tendências que se desenhavam antes dapandemia da covid-19. Uma tendência maior da economia política global anterior era a crescente rivalidade entre os EUA e China

Quanto ao primeiro, o 11 de Setembro, levou a maior potência global, os EUA, a envolver-se numa “guerra contra o terror”, com múltiplos episódios e uma grande canalização de recursos humanos, financeiros e materiais para esse efeito. Por sua vez o segundo, a falência do Lehman Brothers em 2008, desencadeou uma grave crise financeira e económica internacional ligada originalmente à especulação nos mercados imobiliário e financeiro dos EUA, a qual perdurou sob várias formas e graus de intensidade até 2015. Afectou seriamente a economia norte-americana num primeiro momento e, mais tarde, as economias europeias, em particular as da Zona Euro. Expôs cruamente as fragilidades europeias, em particular nos países do Sul da Europa.

3. Em 2020 estamos no início de um terceiro ponto de viragem. A causa directa é o extraordinário impacto da pandemia da covid-19 nas actuais formas de vida humana e, sobretudo, numa economia globalizada e fortemente interligada. Um vírus desconhecido em seres humanos foi detectado em finais de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, na China. Rapidamente se propagou para o resto do mundo nos primeiros meses de 2020, provocando uma desarticulação das sociedades pelo medo do contágio — o vírus pode ser letal para o ser humano —, e a semiparalisação da actividade económica.


Praticamente tudo que se antecipava para o ano 2020 foi posto em causa. Se compararmos as previsões económicas das organizações internacionais efectuadas nos meses finais de 2019 com as efectuadas no mês Abril de 2020 — reflectindo já o impacto previsível da pandemia da covid-19 —, a alteração é radical sem qualquer exagero de linguagem.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) antecipa agora uma quebra do comércio mundial situada entre os 13% e os 32%. Por sua vez, o Fundo Monetário (FMI) projecta nesta altura para 2020 uma quebra do produto mundial de -3%. Resulta daqui que, mesmo nos cenários mais optimistas, existirá um profundo impacto negativo na economia, afectando, em graus variáveis, o rendimento e o emprego. Claro que um impacto económico e social desta magnitude terá inevitáveis repercussões políticas profundas.

Qualquer tentativa de antecipação do mundo em devir assente numa separação da esfera da economia da esfera da política é uma divisão analítica artificial. A realidade irá rapidamente mostrar os seus equívocos e limites. No mundo real, em particular em circunstâncias tão extraordinárias como estas, a economia é sempre economia política.

4. O facto de estamos num ponto de viragem não significa que irá ocorrer um corte generalizado com as tendências anteriores. Pelo contrário, é muito provável que algumas das tendências que já se desenhavam nos últimos anos antes da pandemia, sejam elas tecnológicas, económicas ou políticas, surjam, agora, com ainda maior intensidade.

Assim, antes de tentarmos discernir, por antecipação, como será o mundo dos anos 2020, é útil e necessário olharmos para as tendências que se desenhavam anteriormente à pandemia da covid-19. Uma tendência maior da economia política global anterior era a crescente rivalidade entre os EUA e China.

 À primeira vista, a chamada “guerra comercial” desencadeada em 2018 tinha abrandado em inícios de 2020 devido a um acordo comercial (limitado) sino-americano. Mas foi, tudo indica, uma trégua por conveniência de ambas as partes. Esse conflito, ainda que centrado no comércio, mostrava uma nítida e crescente rivalidade americano-chinesa pela hegemonia global. Mostrava também como o comércio internacional não é apenas a fonte de riqueza e de bem-estar que uma visão puramente económica sugere. Na realidade, é também instrumental para os objectivos mais vastos de poder global. Em termos prospectivos, nada indica por isso que a rivalidade comercial-económico-política entre os EUA e a China vá dar um lugar a uma nova era de globalização cooperativa entre ambos.

As situações mais críticas poderão ocorrer com as economias e as empresas que se habituaram a depender em sectores estratégicos de mercados abertos e das cadeias de abastecimento globais que levam até à China
5. Extrapolando o pensamento do grande estratega prussiano do século XIX, Carl von Clausewitz, para os anos 2020, é bem provável que a economia, o comércio e a tecnologia, se transformem, cada vez mais, em formas de «continuação da guerra por outros meios». Há sinais claros dessa possibilidade ocorrer.

A disputa pela supremacia na tecnologia 5G — na qual a China, através da Huawei, se tenta posicionar como dominante —, não foi interrompida pela covid-19. Pelo contrário, também aqui estamos a assistir a uma aceleração das tendências anteriores, as quais estão a colocar numa situação difícil muitos países e empresas que imaginavam um mundo onde poderiam dar-se bem com ambos (China e EUA), separando os negócios e o económico, do político-militar e da segurança.

Mas o duplo uso da tecnologia de comunicações móveis, empresarial e militar, mostra a ubiquidade da competição tecnológico-empresarial. O comércio e a tecnologia são componentes cruciais de uma estratégia de poder de uma grande potência em ascensão (a China), alicerçada na inovação tecnológica e na abertura dos mercados externos, mantendo um controlo estatal autoritário sobre a sua economia e sociedade.

Face à oposição dos EUA à crescente influência da China em muitos dos seus aliados tradicionais, o mundo após a covid-19 será difícil e obrigará a escolhas delicadas. As situações mais críticas poderão ocorrer com as economias e as empresas que se habituaram a depender em sectores estratégicos de mercados abertos e das cadeias de abastecimento globais que levam até à China. Ao mesmo tempo, as organizações internacionais e a governação global enfrentarão, também, um mundo mais complexo e pontuado de obstáculos embora não necessariamente intransponíveis.

6. Nos finais do século XX emergiu uma governação global ligada à necessidade de soluções para problemas que ultrapassam as capacidades de resposta dos Estados soberanos. Não se trata de um Governo mundial feito à semelhança de um Governo estatal, organizado na lógica de um poder soberano sobre um território e população. Trata-se, antes, de um conjunto complexo, heterogéneo e difuso de instituições e de mecanismos.

Envolve organizações internacionais como as Nações Unidas e as suas diversas agências e programas; inclui o FMI, o Banco Mundial e a OMC, especialmente na governação económico-financeira-comercial. Envolve ainda organizações não-governamentais (ONG) como a Greenpeace, o World Wide Fund For Nature, a Amnistia Internacional, entre muitas outras, as quais são especialmente activas em matéria de ambiente e direitos humanos. As maiores empresas multinacionais associam-se também a esses mecanismos ou fóruns, tendo o seu espaço mais visível no Fórum Económico Mundial de Davos. E há ainda o G20, um fórum intergovernamental como origem em finais dos anos 1990 e nas crises financeiras dessa época. Aí juntam-se anualmente as 19 maiores economias mundiais e a União Europeia.

Mas será o mundo pós-covid 19 o grande momento cooperativo de afirmação da governação global, como muitos têm antecipado?

7. “As notícias da minha morte são exageradas”, disse Mark Twain em finais do século XIX, quando um jornalista o questionou sobre os rumores que corriam de que estaria gravemente doente e a morrer. A frase, tenha ou não sido proferida exactamente assim, mostra como anúncios prematuros — e ideias não sustentadas pela realidade — se podem facilmente propagar, parecendo até ser sólidas.

A pandemia da covid-19 mostrou, mais uma vez, como as “notícias da morte do Estado soberano”, anunciadas, desde os anos 1990, por liberais radicais e outros entusiastas da governação global, foram prematuras. Na realidade, com o Estado soberano “bem vivo”, a governação global vai enfrentar duas tendências contraditórias que não lhe abrem perspectivas de fácil afirmação.

A primeira está ligada aos problemas planetários que naturalmente a impulsionam: a grave a crise ambiental que teve um crescendo de atenção nos últimos anos e agora a pandemia da covid-19, também ela global. Ambas as crises afectam toda a humanidade, embora em graus e sob formas variáveis, beneficiando de uma resposta global e coordenada.

Mas a segunda tendência é desfavorável à governação global. Resulta precisamente do regresso do Estado como interventor na economia e sociedade, usando o seu poder de soberania. É que a par do regresso do Estado é provável ocorrer um reemergir do nacionalismo económico (e político), tendência, aliás, já verificável nos anos anteriores. Não são boas notícias para nem para a governação global, nem para os mercados abertos. O cosmopolitismo globalista e o nacionalismo soberanista sempre conflituaram entre si. Vão voltar a uma acérrima competição, sendo incerto qual das duas tendências acabará por se impor nos anos 2020.

8. É muito provável que os próximos anos sejam marcados por uma grande crise da globalização. O impacto extraordinariamente negativo que a pandemia da covid-19 está a ter na economia e no comércio sugerem isso. Fundamentalmente, podemos ter aqui dois caminhos de saída.

Um primeiro onde é ultrapassada recriando um mundo aberto, no qual os desequilíbrios económicos, sociais e ambientais que a globalização anteriormente gerou serão corrigidos ou atenuados. Prevalecerão lógicas cooperativas entre Estados que irão reforçar o papel das organizações internacionais e de uma governação global. A confiança nas virtudes da globalização será então restaurada.

Mas poderá ser seguido um outro caminho — seja por opção deliberada, ou por uma conjugação negativa de circunstâncias —, que é o do acentuar das tendências de desglobalização anteriores. Aí as organizações internacionais e a governação global serão contornadas pelas grandes potências mundiais.

Não se pode excluir a possibilidade de o ambiente ser um dano colateral da queda abrupta dos preços do petróleo nos mercados mundiais — outro acontecimento com consequências geoeconómicas e geopolíticas difíceis de antecipar na sua plenitude —, que torne economicamente injustificáveis os investimentos em energia mais ecológica
Esse será um caminho que levará também, de uma forma ou de outra, a uma desglobalização entendida como diminuição da interdependência e da integração planetária. Irá seguramente afectar o comércio internacional e serão encurtadas as cadeias de produção, distribuição e abastecimento. Como deixou claro o economista holandês Peter A. G. van Bergeijk, em particular em On the brink of deglobalisation... again (2018), a experiência do passado mostra-nos que não há desglobalização económica sem desglobalização política. Ao contrário do que ocorreu nos anos 1930, as maiores pressões para uma desglobalização têm agora origem nas democracias ocidentais e são oriundas das chamadas contestações populistas, à direita ou à esquerda.

9. A União Europeia terá um papel relevante a desempenhar no mundo pós covid-19, mas a capacidade de influenciar decisivamente o rumo dos acontecimentos globais vai estar nas mãos dos governos dos EUA e da China (e na forma como interagirem entre si).

A questão ambiental, na qual a União Europeia investiu muito, mostra inequivocamente essa dura realidade. Nos últimos anos, o ambiente estava a ocupar, cada vez mais, a agenda política global. Em termos optimistas, poderá agora ter um novo impulso ligado às políticas públicas de recuperação da economia e do emprego.

Mas não se pode excluir a possibilidade de o ambiente ser um dano colateral da queda abrupta dos preços do petróleo nos mercados mundiais — outro acontecimento com consequências geoeconómicas e geopolíticas difíceis de antecipar na sua plenitude —, que torne economicamente injustificáveis os investimentos em energia mais ecológica. E poderá ser novamente vítima da competição e rivalidade sino-americana, pois estas duas potências são os dois maiores poluidores a nível planetário.

Mesmo admitindo que um novo presidente nos EUA possa voltar, a partir de 2021, a uma política pró-globalização e multilateralista — e que os norte-americanos adoptem as metas ambientais do Acordo de Paris —, a margem para eficazes soluções cooperativas globais é limitada.

As sequelas económicas e políticas da rivalidade EUA-China e da pandemia da covid-19 são já uma componente estrutural do sistema internacional. Não afectam só o ambiente e o comércio. Na governação global da saúde humana as controvérsias que têm envolvido a Organização Mundial de Saúde são outra ponta visível do mal-estar e da desconfiança instalados. Após a covid-19, o espaço para um mundo globalizado mais cooperativo e equilibrado existirá, mas será um caminho estreito e com imensas dificuldades.

Post scriptum:  versão com algumas modificações do ensaio publicado originalmente na revista Norte.ar da Porto Business School na dimensão Planet [Planeta]

Investigador do IPRI-NOVA - Universidade NOVA de Lisboa

‘We are on the eve of a genocide’: Brazil urged to save Amazon tribes from Covid-19



‘We are on the eve of a genocide’: Brazil urged to save Amazon tribes from Covid-19

 Members of the Suruwaha tribe in Amazonas, Brasil. Photograph: © Sebastião Salgado
Open letter by photojournalist Sebastião Salgado and global figures warns disease could decimate indigenous peoples

by Tom Phillips in Rio de Janeiro
Sun 3 May 2020 11.59 BSTLast modified on Sun 3 May 2020 14.39 BST

Brazil’s leaders must take immediate action to save the country’s indigenous peoples from a Covid-19 “genocide”, a global coalition of artists, celebrities, scientists and intellectuals has said.

In an open letter to the Brazilian president, Jair Bolsonaro, figures including Madonna, Oprah Winfrey, Brad Pitt, David Hockney and Paul McCartney warned the pandemic meant indigenous communities in the Amazon faced “an extreme threat to their very survival”.

“Five centuries ago, these ethnic groups were decimated by diseases brought by European colonisers … Now, with this new scourge spreading rapidly across Brazil … [they] may disappear completely since they have no means of combating Covid-19,” they wrote.

The organiser of the petition, the Brazilian photojournalist Sebastião Salgado, said trespassers including wildcat gold miners and illegal loggers must to be expelled immediately from indigenous lands to stop them importing an illness that has killed more than 240,000 people around the world, including 6,750 in Brazil.

“We are on the eve of a genocide,” Salgado, who has spent nearly four decades documenting the Amazon and its inhabitants, told the Guardian.

Even before Covid-19, Brazil’s indigenous peoples were locked in what activists call a historic struggle for survival.

Critics accuse Bolsonaro, a far-right populist in power since January 2019, of stimulating the invasion of indigenous reserves and dismantling the government agencies supposed to protect them.

“Indigenous communities have never been so under attack … The government has no respect at all for the indigenous territories,” Salgado said, pointing to crippling budget cuts and the recent sacking of several of top environmental officials who had targeted illegal prospectors and loggers.

But the letter said the pandemic had made an already bleak outlook under Bolsonaro even worse by paralysing what protection efforts remained.

“As a result, there is nothing to protect indigenous peoples from the risk of genocide caused by an infection introduced by outsiders who enter their land illegally,” argued the signatories, who also include the supermodels Gisele Bündchen and Naomi Campbell, the author Mario Vargas Llosa, the artist Ai Weiwei, the architect Norman Foster and the actor Meryl Streep.

Salgado, who documented Rwanda’s 1994 genocide, warned that the 300,000 indigenous people in the Brazilian Amazon faced annihilation.

“In Rwanda we saw a violent genocide, an attack, where people were physically killed. What will happen in Brazil will also mean the death of the indigenous,” said the 76-year-old who has spent the last seven years photographing the region for his final major project.

“When you endorse or encourage an act that you know will eliminate a population or part of a population, this is the definition of genocide … [It will be] genocide because we know this is going to happen, we are facilitating ... the entry of coronavirus ... [and therefore] permission is being given for the death of these indigenous people.”

“It would mean the extinction of Brazil’s indigenous peoples,” Salgado added.

Fears Covid-19 could devastate indigenous communities grew last month when the death of a Yanomami teenager revived horrific memories of epidemics caused by roadbuilders and gold prospectors in the 1970s and 80s.

 “In some of the villages I knew measles killed 50% of the population. If Covid does the same thing it would be a massacre,” said Carlo Zaquini​, an Italian missionary who has spent decades working with the Yanomami.

The Brazilian city so far worst hit by coronavirus is Manaus, the capital of Amazonas state, where part of the Yanomami reserve is located.

Salgado – who is calling for the creation of an army-led taskforce to evict intruders from protected areas – admitted Bolsonaro would not act of his own volition. But he believed international pressure could force the government to do so, as happened last year when global outrage resulted in the military being deployed to extinguish fires in the Amazon.

“Just in the Brazilian Amazon we have 103 indigenous groups which have never been contacted – they represent humanity’s pre-history,” Salgado said. “We cannot allow all of this to disappear.”

Whitmer condemns 'small group' of armed lockdown protesters / VIDEO:Hundreds protest in Michigan seeking end to governor's emergency powers



Whitmer condemns 'small group' of armed lockdown
protesters

Michigan
governor Gretchen Whitmer appeared on CNN’s State of the Union, for an
interview subject to a particularly glitchy feed from Zoom, Skype or whichever
video service was being used, making her look at times a bit like she was
wearing first world war “dazzle” camouflage. Our leaders are subject to the
same trials of working from home as the rest of us, evidently, if not quite so
eager to show off that they did an MA in British modern art.

Whitmer was asked about the protest in her state capital, Lansing, on Thursday in which men
armed with “long guns” participated – carrying them legally, it should be
noted, in the statehouse.

“We know that people are not all happy about having to take the stay home posture,” she
said, “and you know what, I’m not either. But we have to listen to the public
health experts and displays like the one we saw in our state capital are not
representative of who we are in Michigan.

“There were swastikas and Confederate flags and nooses and people with assault rifles.
That’s a small group of people when you think that this is a state of almost
10m people, the vast majority of whom are doing the right thing.”

Donald Trump has regularly expressed support for the Michigan protesters, who on
Friday he called “very good people”, inviting comparisons to his infamous
comments about the Charlottesville white supremacists and neo-Nazis who marched
in the summer of 2017. (They were “very fine people”, for the inglorious
record.)

Asked about the president’s comments, Whitmer said: “Some of the outrageousness of what
happened in our capital this week depicted some of the worst racism and awful
parts of our history in this country. Now, the Confederate flags and nooses,
the swastikas, the behaviour that you’ve seen, is not representative of who we
are in Michigan.”

In otherwords, she chose not to shout back at the president, or comment on his
suggestion she should “make a deal” with such protesters.

Whitmer was also asked about her support for Joe Biden, Trump’s presumptive challenger in
November, who is accused of sexual assault and who might also name Whitmer as
his running mate.
More on that to come.

Warren Buffett dumps US airline stocks, saying 'world has changed' after Covid-19 / “Estava enganado”, diz Buffett. Investidor vendeu todas as ações de companhias aéreas



Warren Buffett dumps US airline stocks, saying 'world has changed' after Covid-19

The legendary investor indicates that financial markets could still have further to fall as worldwide cases edge towards 3.5m

Martin Farrer
Sun 3 May 2020 06.03 BSTLast modified on Sun 3 May 2020 07.00 BST

Warren Buffett, the legendary American investor, has sold his firm’s entire holdings in the four major US airlines, warning that the “world has changed” for the aviation industry because of the coronavirus crisis.

In comments that will send shockwaves through financial markets already pulverised by the economic shock of the outbreak, Buffett said the outbreak could have an “extraordinarily wide” range of possible outcomes.

Shares around the world are poised for another torrid week as worldwide cases of the virus creep towards 3.5 million and deaths near 250,000. Despite massive central bank and government intervention, stock markets have been rocked by the continued spread of Covid-19, the plunge in oil prices and Donald Trump’s threats to reignite his trade war with China.

Buffett, 89, who has become known as the Sage of Omaha for his investment skill over the decades, indicated that he believed stock markets had not reached the bottom of the current dip.

Speaking at the virtual annual meeting of his company Berkshire Hathaway from Omaha, Nebraska, Buffett said he had not provided financial support to companies as he did buying Goldman Sachs shares during the 2008 financial crisis because he saw nothing “attractive” enough, even after the recent plunge in the markets.

The outlook appears particularly bleak for the airline industry, which has been hit by the shutdown of most of its traffic, forcing mass layoffs and even bankruptcies. FlyBe in the UK went into administration in the early days of the crisis and Virgin Atlantic has asked the government for a bailout. British Airways has announced mass redundancies, as has Ryanair. Virgin Australia has collapsed.

Berkshire Hathaway had held sizeable positions in the major US airlines, including an 11% stake in Delta Air Lines, 10% of American Airlines, 10% of Southwest Airlines and 9% of United Airlines at the end of 2019, according to its annual report and company filings.

But with thousands of planes parked on tarmac across the world and no clear timetable for the resumption of air travel, Buffett said he had sold his stocks as the airline industry’s outlook rapidly changed.

“We made that decision in terms of the airline business. We took money out of the business basically even at a substantial loss,” Buffett said. “We will not fund a company … where we think that it is going to chew up money in the future.”

Southwest, American and United declined to comment, but Delta said in a statement it was aware of the sale and had “tremendous respect for Mr Buffett and the Berkshire team”. The airline added it remained “confident that the strengths that are core to Delta’s business – our people, our brand, our network and our operational reliability – will endure and position Delta to succeed”.

There was some hope for the travel industry from China on Sunday, where internal travel saw a large increase on 1 May, the first day of a long holiday weekend. The jump in travel was led by Wuhan, epicentre of the coronavirus epidemic that struck the country late last year.

The number of people travelling outside their home cities leapt nearly 50% at the start of the Labour day weekend, compared with the first day of a holiday on 4 April, according to Reuters calculations on data from China’s internet giant Baidu.

China reported two only new coronavirus cases for 2 May, up from one the day before, data from the country’s national health authority showed on Sunday.

The numbers contrasted with the rapid spread of the disease in other countries such as Brazil where there were 4,970 new cases of the virus and 421 deaths in the 24 hours to Saturday. The nation has now registered 95,559 confirmed cases of the virus and 6,750 deaths. New cases increased roughly 5.4% on Saturday from the previous day, while deaths rose by roughly 6.7%.

Other developments around the world on Sunday included:

A poll showed most Britons want the lockdown rules to stay in place until the outbreak is brought more under control. The total number of deaths from Covid-19 in the UK rose on Saturday by 621 to 28,131, second only behind the US and Italy.
Boris Johnson has revealed that doctors were making plans for how to handle a “death of Stalin-type” scenario if his condition had got any worse while he was being treated for Covid-19 in hospital.
European leaders have joined together to pledge billions of euros to find a vaccine for the virus. The leaders of France, Germany, Italy and Norway and senior EU officials told the Independent that the outbreak had “caused devastation and pain in all corners of the world”.
Spaniards have been allowed out of their homes for the first time in weeks as lockdown rules were relaxed on Saturday.


“Estava enganado”, diz Buffett. Investidor vendeu todas as ações de companhias aéreas

ECO
14:22

"Estava enganado" disse o milionário norte-americano relativamente ao investimento na aviação, tendo optado por desfazer-se de todas as posições detidas nas companhias norte-americanas.

O milionário norte-americano, Warren Buffett, assume que investir na aviação foi um erro, tendo anunciado que se desfez de todos as posições que detinha nas quatro maiores companhias aéreas dos EUA, em abril. O mea culpa foi feito pelo investidor durante a reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway que decorreu este sábado, depois de o conglomerado ter registado prejuízos de 49,7 mil milhões de dólares (45,2 mil milhões de euros) no primeiro trimestre.

No total, o milionário desfez-se de posições acionistas de cerca de seis mil milhões de dólares no setor da aviação, procurando minimizar os efeitos negativos. Ainda assim, Warren Buffett assume que essa retirada ditou “uma perda substancial”.

O conglomerado detinha posições importantes nas companhias aéreas, incluindo uma participação de 11% na Delta Air Lines, 10% na American Airlines, 10% na Southwest Airlines e 9 % da United Airlines no final de 2019, de acordo com os registos da empresa. Tratavam-se das maiores participações detidas no setor, que foram construídas pelo milionário norte-americano desde 2016 e após vários anos sem olhar para a aviação.

Agora, face aos fortes danos que abalam o setor da aviação em resultado da quase paralisação das economias a nível global, as ações das companhias aéreas sofrem danos pesados.

“Acontece que estava enganado”, assumiu Warren Buffett, em declarações citadas pelo Financial Times. “O negócio da aviação — e posso estar errado e espero estar errado — mudou de uma forma muito importante, acredito“, acrescentou.

“Não sei se daqui a dois ou três anos se tantas pessoas vão voar tantas milhas quantas as que fizeram no ano passado”, interrogou-se ainda, acreditando, contudo, que caso o negócio encolha para entre 70% a 80%, as companhias aéreas têm capacidade de resistir.

7. Be Agnostic about Growth

Spain predicts unemployment will hit 19 percent


Spain predicts unemployment will hit 19 percent

Spain’s GDP will fall by more than 9 percent but recover quickly next year, says economy minister.

By CRISTINA GALLARDO 5/1/20, 1:07 PM CET Updated 5/1/20, 1:12 PM CET

Unemployment in Spain will reach 19 percent this year and GDP will decline by 9.2 percent due to the coronavirus, according to the government’s most recent forecasts.

Madrid submitted Spain’s new budget stability plan and macroeconomic forecasts to the European Commission on Thursday night, as ministers warned that the coronavirus had “deeply affected” the country’s economic expectations.

“Before the pandemic, all forecasts pointed to a slight growth, a more balanced and sustainable growth. But in the first quarter the shock of [the coronavirus] has put an abrupt end to growth and the landscape has changed completely,” Economy Minister Nadia Calviño said at a press conference Friday.

The government’s GDP forecast is slightly worse than that of the International Monetary Fund, which predicted an 8 percent drop, but better than the Bank of Spain’s, which said it could decrease by 13 percent in the worst-case scenario.

Madrid estimates the country’s public deficit will surge to 10.3 percent of GDP this year — the biggest gap between income and expenditure since 2012. Spain had finished 2019 with its deficit at 2.8 percent. Meanwhile, public debt will increase from 95.5 percent of GDP in 2019 to 115 percent this year, the government said.

Calviño said the Spanish economy was expected to hit bottom in the second quarter of this year and then start an “asymmetric V” recovery, with GDP growing by 6.8 percent in 2021. But she warned that this was not certain.

The economic contraction is due to an 8.8 percent fall in households’ consumption, a 25.5 percent drop in investment and a 27.1 percent fall in exports, Calviño said.

María Jesús Montero, the government’s spokesperson and Treasury minister, ruled out tax increases to refill the public coffers, saying the strategy was to protect people’s pockets so they start driving up consumption as the lockdown is gradually lifted.

Earlier this week, the government defended Spain’s management of its deficit in the run-up to the pandemic, saying it had fallen by €5.5 billion in the first quarter of the year, which represents a 13.9 percent drop compared to the same period in 2019.

The government is set to ask lawmakers to back a fourth extension of the state of emergency, which gives ministers extraordinary powers to deal with the pandemic, as it begins to ease the restrictions put in place on March 13. But the opposition has become more reluctant to support a further extension.

Montero appealed to the “responsibility” of all political parties to maintain the state of emergency beyond May 10 and until the government’s plan to ease the lockdown restrictions has been completed, saying it would not be “coherent” to change their po

sábado, 2 de maio de 2020

Trudeau: assault-style weapons banned 'effective immediately' / Trudeau announces Canada is banning assault-style weapons




Trudeau announces Canada is banning assault-style weapons

Move comes after murder of 22 people in worst mass shooting in Canada’s history

Leyland Cecco in Toronto
Fri 1 May 2020 16.40 BSTLast modified on Fri 1 May 2020 19.39 BST

Canada has banned assault-style weapons following the murder of 22 people in the worst mass shooting in the country’s history, Justin Trudeau announced on Friday.

“These weapons were designed for one purpose and one purpose only: to kill the largest number of people in the shortest amount of time. There is no use and no place for such weapons in Canada,” said the prime minister. “Effective immediately, it is no longer permitted to buy, sell, transport, import or use military-grade assault weapons in this country.”

After the Nova Scotia shooting last week, Trudeau said his government intended “strengthen gun control” to fulfil a campaign promise to restrict certain weapons – a plan that had initially been derailed by the coronavirus pandemic.

The Royal Canadian Mounted Police said on Tuesday that the Nova Scotia gunman, Gabriel Wortman, had been armed with two semi-automatic rifles and several semi-automatic pistols.

Supt Darren Campbell said that one of the guns could be described “military-style assault rifle”.

The new ban would probably not have stopped Wortman from obtaining his weapons: he did not have a license to possess or purchase firearms, and police have said they believe the guns were obtained illegally in Canada and the United States.

The prime minister announced a two-year “amnesty period” to allow gun owners to comply with the law. The ban covers 1,500 models and variants of firearms.

Canada has one of the highest per capita gun ownership rates in the world, at an estimated 34.7 firearms per 100 people, according to the Small Arms Survey in 2018. The country still trails far behind the US, which has close to 120 guns per 100 people.

While Trudeau promised in 2015 that a Liberal government would make it more difficult for gun owners to acquire certain types of firearms, it wasn’t until the most recent election campaign that the prime minister promised a full ban on “military-style assault weapons” if re-elected.

“As long as Canadians are losing their loved ones to gun violence, not enough has changed,” Trudeau said in September. “We know you do not need a military-grade assault weapon, one designed to kill the largest amount of people in the shortest amount of time, to take down a deer.”

At present, the Firearms Act does not make a distinction between “military-style” weapons and other type of long guns – meaning the government would also need to add amend the law.

Trudeau had also previously promised to ban the Ruger Mini-14 rifle, the weapon used in the 1989 École Polytechnique shooting in Montreal, in which 14 women were murdered.

The move to heavily restrict access to certain firearms will probably prompt anger from the opposition Conservative party and Canada’s gun lobby – but a ban of certain weapons can be carried out through cabinet, bypassing the need for legislation.

“Justin Trudeau is using the current pandemic and the immediate emotion of the horrific attack in Nova Scotia to push the Liberals’ ideological agenda to make major firearms policy changes,” said the Conservative leader, Andrew Scheer, following Trudeau’s comments. “Taking firearms away from law-abiding citizens does nothing to stop dangerous criminals who obtain their guns illegally.”

Ken Price, whose daughter Samantha was hurt in a 2018 mass shooting in Toronto in which two people were killed and 13 injured, said he was “pleased to see movement” on the issue.

“Having weapons that can be configured so that they inflict massive damage just doesn’t seem like the right thing to do – nor is it reflective of what the average Canadian wants,” he said. “And this still leaves plenty of choice for hunters, fishermen and sport shooters.”

Price said Canada should also tighten controls on handguns and introduce “red flag laws” – enabling authorities to remove firearms from individuals deemed a risk to themselves or others – but said he was “pleased to see movement” on assault weapons.

An “overwhelming majority” majority of Canadians – nearly four out of five people – support the ban, according to a poll from the Angus Reid Institute, released Friday.