terça-feira, 6 de janeiro de 2026

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Política

Ventura e Gouveia e Melo respondem a Cavaco sobre Sá Carneiro e lançam ataque a Marques Mendes

 

Não caíram bem as palavras de Cavaco Silva sobre o facto de haver candidatos às Presidenciais que se apropriam de um símbolo do PSD.

 


Carlos Nogueira, Lusa

Publicado a:

06 Jan 2026, 14:13

Atualizado a:

06 Jan 2026, 14:13

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Os candidatos presidenciais André Ventura, João Cotrim de Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo responderam esta terça-feira, 6 de janeiro, às acusações de que foram alvo por parte de Cavaco Silva que, num artigo de opinião no Observador, disse ter ficado chocado com a forma como o nome de Francisco Sá Carneiro tem sido invocado por estes candidatos.

 

Ventura defendeu que Francisco Sá Carneiro não é “património exclusivo” do PSD “nem de Cavaco Silva”. “Acho que Sá Carneiro foi provavelmente o melhor político português das últimas décadas. E acho que, se Sá Carneiro não é de ninguém, também não é património exclusivo do PSD, nem de Cavaco Silva”, afirmou o candidato que também é líder do Chega, antes de uma ação de campanha no Pinhal Novo.

 

André Ventura defendeu que Cavaco Silva “está errado” e disse estar convencido de que se Sá Carneiro fosse vivo “sentir-se-ia muito mais próximo do Chega, dos valores do Chega, da forma de fazer política do Chega, do que do próprio PSD”. E, nesse sentido, sustentou esta tese afirmando que o fundador social-democrata era “um homem de correr riscos” e de “dizer as coisas quando era preciso dizer”.

 

Afirmando que Sá Carneiro é o seu "modelo político", Ventura negou querer apropriar-se da sua figura mas considerou que "não há o direito, do outro lado" de se dizer que "não se pode falar de Sá Carneiro porque era do PSD".

 

André Ventura considerou que Marques Mendes, candidato apoiado por Cavaco Silva, anda "a querer atirar fumaça, é só fumaça, para não discutirmos as eleições presidenciais", a propósito das eventuais dificuldades que o candidato apoiado pelo PSD disse haver em fazer aprovar o próximo Orçamento do Estado. "É o típico exemplo de quando um candidato começa a perder o controlo das coisas, começa a disparatar e dizer coisas sem sentido. Passaram esta campanha toda a dizer ‘o André Ventura só fala de temas das legislativas, só fala de temas do parlamento e não pode ser que estamos em presidenciais’. Mas mal começam a descer nas sondagens, trazem o parlamento e os orçamentos para a campanha presidencial”, argumentou.

 

Gouveia e Melo fala em candidato assustado

Por sua vez, Gouveia e Melo disse que “não concorre” com Cavaco Silva, lembrando o que disse em Viseu, junto à estátua de Sá Carneiro: "Ninguém se pode apropriar de nenhum símbolo. Foi exatamente isso que eu disse.”

 

Neste contexto, recusou falar de Cavaco Silva e do passado: "Quero falar do presente e do futuro. Pensar nas soluções do mundo que era há 20 anos não faz sentido. Eu não concorro contra o senhor ex-Presidente Cavaco Silva, concorro por um futuro.”

 

Ainda assim, o almirante lembrou que “o lugar da presidência não é um lugar partidário" e que se for eleito não irá fazer trabalho partidário . A propósito disso mesmo atira-se a Marques Mendes, candidato apoiado por Cavaco: "Se anda um candidato assustado, a trazer tudo e mais alguma coisa para cima da mesa, não sou eu de certeza.”


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