quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Baixa, Praça da Figueira, zona turística de excelência? 22/02/2010




Caros Amigos (as)

Estas imagens dispensam as palavras ... No entanto, reparem no estado a que chegou o outrora mais do que interessante conjunto de "lettering", imagens e arquitectura de madeira, que constituiu a fachada da "Casa das Sementes" ... que melhor ilustração para a indiferença e falta de sentido estratégico a quem cabe a preservação deste insubstituível e importante Património? Ainda por cima porque a "Casa das Sementes" está inserida num conjunto de três estabelecimentos ( mercearia e bacalhoeiro) encontrando-se os outros dois num relativo estado de boa conservação ...

Saudações Lisboetas e Preocupadas de António Sérgio Rosa de Carvalho.






quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

C.M.L. ameaça interiores históricos do comércio tradicional. 18/02/2010






Caros Amigos (as)


Algo de extremamente grave se está a passar na intervenção para a construção do famoso terraço-jardim na Rua do Carmo.

Depois de até agora este Executivo da C.M.L. ter demonstrado total indiferença pela Protecção, Preservação e Estímulo dos Estabelecimentos de Comércio Tradicional com Valor Patrimonial (Interiores) e Tradição Histórica (e com o importantissimo Valor Turístico inerente) ... não tendo desenvolvido qualquer estratégia através do seu instrumento de Urbanismo Comercial, tornou-se agora na principal e directa ameaça para o troço da Rua do Carmo, onde se encontram estabelecimentos com a importância da Luvaria Ulisses, da Ourivesaria do Carmo, do estabelecimento da Ana Salazar (cujo interior original já tinha sido destruído por projecto arquitectónico insensível) mas que ainda mantém a sua magnifica fachada.

O facto destes estabelecimentos se encontrarem no Inventário Municipal do Património, não chega e pelos vistos não serve de nada.

Eu próprio, verifiquei isto, quando há uns anos, através da C.M.L. e do Núcleo de Estudos do Património, tentei uma classificação mais "forte" dos interiores da Ourivesaria Aliança (fotos abaixo), e recebi como resposta do então IPPAR que cabia a esta instituição a sua classificação (!?!)

Leiam o meu texto "As Lojas tradicionais da Baixa, desafios presentes e futuros" aqui.
http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/002/pdf/baixapomb.pdf

Saudações Lisboetas e Preocupadas, António Sérgio Rosa de Carvalho





OBRA A OBRA LISBOA PIORA !




Caros Amigos ( as)
A primeira imagem disponivel ilustra uma das últimas intervenções na Rua da Misericórdia ... Portanto neste compasso de espera, antes de entrar em vigor o famoso "Plano de Pormenor", já temos mais de que um exemplo na área de intervenção da Baixa-Chiado, de que se vai seguir, em muitos casos, o "caminho" das intervenções-tipo das Avenidas com o conhecido aumento de cérceas da praxe, destruição total de interiores ( veja-se o que se passa na Rua Garret e na Rua Ivens no que respeita o "fachadismo" e a destruição de interiores) e tudo isto em "recuperações" depuradoras e interpretativas, que só ilustram uma ausência de referências e valores de RESTAURO e de verdadeira Defesa do Património. Elas ilustram também de como o IGESPAR é templo de incompetência e está completamente prisioneiro de nomeações determinadas pela PARTIDOCRACIA ... em lugar delas serem determinadas pela MERITOCRACIA.
De qualquer maneira, este troço da Rua da Misericórdia, não está sob a alçada de um Plano de Pormenor ou de Salvaguarda, mas é excêntricamente, considerado como "Área Histórica Habitacional" e está sob a jurisdição do Artigo 32 do P.D.M. que permite o aumento de cérceas (!?), ou por outras palavras está num estatuto, que permite dar resposta à solicitações dos proprietários, ou seja, "à vontade do freguês" ...
Ora, como o Plano de Pormenor é propositadamente "vago" no que respeita às "demolições", teme-se o pior no futuro ...
Onde está a Classificação a Património Mundial ? ... único instrumento que poderia garantir o tratamento da Baixa-Chiado como Unidade Urbanística Indivisivel e da mais Alta Importância para a História do Urbanismo Mundial, num conjunto de regras rigorosas de Salvaguarda de Todas as suas Características ...
De qualquer maneira, esta "moda", já tinha sido introduzida quando da intervenção-"recuperação" feita por Gonçalo Byrne num quarteirão, por encomenda da Companhia de Seguros "Império", intervenção que, por sinal, se revelou um desastre comercial e "social", de vivência e utilização, criando uma "cidade fantasma" num quarteirão inteiro ( imagens seguintes)...
Termino com a pergunta inevitável ... o que é que a actual equipe da C.M.L., a equipe de Manuel Salgado fez até agora, na área da Reabilitação Urbana ?
Saudações Lisboetas e Preocupadas de António Sérgio Rosa de Carvalho

BAIXA À DERIVA OU A INCERTEZA DO NOSSO RUMO

01/02/2010
BAIXA À DERIVA OU A INCERTEZA DO NOSSO RUMO
A Baixa encontra-se num estado de degradação indescritivel ... Com efeito, no escrutinio internacional a que estamos sujeitos quanto ao nosso potencial futuro, agora em comparação com a Grécia, algum suposto enviado exterior ao tentar avaliar comparativamente o nosso nivel civilizacional ou de consciência cultural, numa cidade que pretende ser turística , deparando-se com o estado em que se encontra o nosso Centro Histórico (Baixa) iria declarar-nos incapazes, sem identidade, orgulho, auto-estima ou qualquer capacidade de iniciativa ... e portanto definitivamente condenados.
Assim, neste desespero e incapacidade, quando surge algum empresário que pretende investir na Baixa, ficamos agradávelmente surpreendidos, e as autoridades camarárias deveriam ter um departamento estratégico de intervenção urgente nesta área critica ... mas, precisamente dirigido a acompanhar, a aconselhar, a explicar as regras, afim de que as necessárias exigências não o façam desistir ...
Este "post" destina-se a levar-nos a reflectir sobre a questão : Existe ou não um regulamento para a Baixa?
Já sei ... estamos à espera do Plano de Pormenor ... mas embora este Plano de Pormenor se refira na sua formulação à Classificação da Baixa a Património Mundial, há muito que se desistiu ... e no presente ... cada um faz o que quer ...
Assim, vejamos ... um empresário sem dúvida bem intencionado, decidiu abrir um estabelecimento de cafetaria urbano-cosmopolita, que já se transformou, pelo seu sucesso numa "âncora" para a dinâmica de ocupação e vivência da Baixa ... ao fazê-lo decidiu também desenvolver um projecto hoteleiro no primeiro andar.
Ele chegou ao ponto de NÃO utilizar PVC ou Aluminio nas portas ou janelas (coisa que toda a gente faz sem que a C.M.L. diga, nem ai nem ui ) ... só que minguém lhe explicou o que é uma porta Pombalina, ou quais são as regras (ou deveriam ser) das tipologias Pombalinas ... nas portas e janelas.
Vejam as imagens, e reparem que nas imagens dos arquétipos de portas Pombalinas apresento propositadamente, uma verde escura e outra de madeira nua, de forma a assimilar-mos a sua gloriosa textura e a riqueza morfológica da sua autenticidade.
Saudações Lisboetas e Preocupadas ... António Sérgio Rosa de Carvalho.







Reunião com o Sr. Director Regional de Cultura de LVT

28/01/2010
Reunião com o Sr. Director Regional de Cultura de LVT
Serve o presente para informar da reunião havida hoje com o Senhor Director Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, Dr. João Soalheiro, a quem entregámos uma carta com um rol de preocupações relativamente a assuntos aos quais consideramos ser importante a DRC-LVT dar seguimento, e da interessantíssima troca de pontos de vista havida em relação a alguns deles, a saber:


• 1. REABERTURA de um conjunto de processos de classificação recentemente arquivados pelo Igespar, com especial destaque para o Cinema Odéon (pedido reforçado com pareceres do Prof. Eng. João Appleton e do Prof. Arq. José Manuel Fernandes), Grémio Literário, Prédios de Rendimento de Cândido Sottomayor (Av. Duque de Loulé) e Salão Nobre do Conservatório Nacional.

• 2. Ponto de situação da “obra” no portão lateral da SÉ de Lisboa.

• 3. ABERTURA de processos de classificação de edifícios e conjuntos urbanos paradigmas da Arquitectura Moderna do séc. XX.


Paulo Ferrero, António Branco de Almeida e António Sérgio Rosa de Carvalho

Aquilo que faz falta ao "Zé" ..... 21/12/2009 in Público

21/12/2009
Aquilo que faz falta ao "Zé"
A Internet e o seu potencial e velocidade de manifestação tornaram-se no pesadelo dos políticos.

Com efeito, aquilo a que se assistiu no séc. XX, com o aparecimento da World Wide Web, representa em autonomização e individualização da capacidade de manifestação de ideias, algo só comparável à "revolução de Gutenberg", cuja invenção da impressão mecânica libertou a palavra escrita do domínio absoluto da Igreja, e levou à revolução protestante.

Portanto, tal como então, o "génio está fora da garrafa", mas agora à velocidade do clique, e não há maneira de o controlar.

Perante a crise acentuada de credibilidade que os políticos vivem, os portugueses emanciparam-se, passaram à segunda plataforma do processo de manifestação e participação democrática, e transformaram-se na sociedade civil, munidos de uma arma e espaço impossível de controlar. A Internet.

Hoje em dia, independente-mente dos seus antecedentes ideológicos e das convicções políticas presentes, os cidadãos encontram-se no "fórum" de manifestação cívica, unidos apenas pelos temas de intervenção.

Ora, o fenómeno "Zé" constitui um evidência de tal forma explícita da conspurcação deste processo, que se torna quase num mistério. Ele, por si só, não merece a nossa atenção, mas apenas porque é um eleito que se revela prisioneiro do mecanismo "politiqueiro" e, portanto, capaz de causar destruição.

Vindo da democracia participativa, paladino de causas, representante da sociedade civil e da cidadania, o "Zé" teve uma evolução e demonstrou uma capacidade de adaptação ao jogo maquiavélico da "politiqueira", com "tiques" que ultrapassaram a velocidade dos "cliques" internéticos.

Assim, neste último caso do Jardim do Príncipe Real, foi revelado um tal autismo, um tal cultivo do vago e impreciso, um tal desprezo pelos eleitores, atingindo o seu ponto culminante na trapalhada de esclarecimentos ilustrada pelo artigo do PÚBLICO da autoria do José António Cerejo, incluindo "manobras" e "teses" paralelas de assessor e improvisação de licenciamentos, que poderemos considerar que foi já atingido o estado "adulto" da "politiqueira".

Ora isto, na área dos espaços verdes torna-se particularmente grave, especialmente quando se trata de um todo, como no caso do Príncipe Real, indivisível, entre ideal paisagístico, conceito urbano e arquitectura.

Apesar de tardio no séc. XIX, o Príncipe Real representa o único exemplo em Lisboa do square à inglesa, com a respectiva english landscape no seu conceito de jardim.

Portanto, o que estamos à assistir, é à repetição da mesma atitude aplicada no edificado da Lisboa romântica, com a mesma destruição do património, agora vivo, em nome de um conceito vago de "requalificação".

Mas esta atitude também transporta em si, implícita e explicitamente, o "tique" do "quero, posso e mando", tratando os eleitores como atrasados mentais ou velhos do Restelo.

Perante isto, surge a World Wide Web como o espaço livre de acção e manifestação, através dos seus blogues, redes sociais e correio electrónico.

Assim, neste caso específico, no mesmo dia em que a quantidade de árvores a cortar, a sacrificar, passava "de seis e uma de grande porte" a 47, podia-se seguir na Net, a velocidade a que a sociedade civil, digeria o choque, reagia e se organizava...

Perante o argumento da presumível doença ou fraqueza estrutural das árvores, as explicações devem ser dadas antes do acontecimento e não durante a operação-relâmpago.

Perante o argumento das espécies invasoras, ter-se-á que ter em conta que estamos a lidar com entidades vivas... não se trata de objectos decorativos descartáveis. Uma árvore substituta levará quarenta anos a atingir o seu estado adulto.

Portanto, o "Zé", que se pretendia perfilar, agora, como paladino verde, não poderia também, no plano do simbólico ter escolhido pior momento para esta acção... o período em que o planeta tenta decidir sobre o seu sombrio destino ambiental em Copenhaga. Chegou portanto a altura de nos perguntarmos, não se "o Zé faz falta" mas o que faz falta ao "Zé"!


António Sérgio Rosa de Carvalho
Historiador de Arquitectura


domingo, 25 de dezembro de 2011

Inteligência Empresarial e Sensibilidade Patrimonial.14/12/2009


14/12/2009
Inteligência Empresarial e Sensibilidade Patrimonial
Caros Amigos,


Regressado de Londres, e agora em Amsterdão, tenho seguido com atenção o processo de reconhecimento e apreciação com que o "Projecto" da Catarina Portas, com as suas manifestações de a " A Vida Portuguesa" em Lisboa, a "A Vida Portuense" na Invicta e ainda, numa perspectiva de intervenção urbana, o quiosque no Largo de Camões, tem sido brindado.

Já tive oportunidade de exprimir o meu agrado e de o tipificar, no Facebook, através de expressões como : Identidade, Criatividade, Autenticidade, Inteligência Empresarial, Salvaguarda do Património Cultural Português em várias vertentes … mas ao oferecer­-vos estas imagens, primeiro do antigo armazém do David & David, e do estado em que se encontrava, quando eu o conheci através de imagens disponibilisadas então pelo Núcleo de Estudos do Património da C.M.L.(estas, aqui, tiradas do site da Vida Portuguesa), pretendo um momento de reflexão, sobre a capacidade de reconhecer o potencial de Autenticidade num espaço histórico e aproveitá-lo através de um "RESTAURO", em vez de um conceito vago de pseudo­-"recuperação", com assinatura depuradora e destruidora.

Esta atitude é precisamente o que garante o sucesso comercial do Pojecto, e pode-se, portanto, classificar como Inteligência Empresarial.

Para quando uma iniciativa cultural da C.M.L. com um Prémio Municipal dirigido ao Comércio Tradicional, destinado a premiar iniciativas comerciais, com Preservação Rigorosa do Património de Interiores, baseada num conceito de RESTAURO?

Para quando uma formação especial para Fiscais da C.M.L., dirigida aos Interiores de Interesse Patrimonial?

Uma espécie de Departamento Especial, para contrariar aquilo a que já classifiquei, num artigo da minha autoria no Público, como a "A Brigada do Inox"?

Pode ser que o Sr. Presidente da C.M.L. leia este post …

Deixo-­vos também algumas imagens da loja "Vida Portuense, e de algumas impressões Londrinas ilustrando a qualidade do seu Comércio Tradicional, num Verdadeiro e Vivo Centro Histórico … Merry Christmas !! …

António Sérgio Rosa de Carvalho