sexta-feira, 31 de julho de 2026

A Nova Lei da Imigração, a intenção de extinguir o SEF e o grandes perigos para Portugal associados a essa intenção .2017 - 2021. // Fábrica de Legalização de Imigrantes - Sexta às 9 - RTP - 7 de Maio de 2021

 

RTP SEXTA ÀS NOVE EPISÓDIO 17

Fábrica de Legalização de Imigrantes|ep. 17 / 07 Mai. 2021



 

Governo aprova lei para legalizar mais imigrantes

 

Contra o parecer do SEF, os imigrantes podem agora ser legalizados apenas com "promessa" de trabalho e sem visto de entrada

 

Valentina Marcelino

07 Agosto 2017 — 00:00

https://www.dn.pt/portugal/governo-aprova-lei-para-legalizar-mais-imigrantes-8688780.html

 

A"promessa de um contrato de trabalho" passou a ser admitido como requisito para um estrangeiro poder obter uma autorização de residência no nosso país, de acordo com a alteração à lei de estrangeiros publicada em Diário da República.

 

O diploma - aprovado pela esquerda no parlamento, sob propostas do PCP e do BE e em contraciclo com o resto da Europa-, revogou ainda a exigência de permanência legal em Portugal ou no espaço Shengen, previsto no anterior regime para os casos de legalização, a título excecional, de imigrantes já com contratos de trabalho. A nova lei impede também que sejam expulsos imigrantes que tenham cometido crimes como homicídios, roubos violentos ou tráfico de droga.

 

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que tinha alertado para os riscos de segurança que poderia causar esta regularização extraordinária e o seu efeito de chamada de imigrantes para território nacional, foi surpreendido pela aprovação do diploma. De acordo com uma nota emitida pela direção nacional a todos os dirigentes distritais, na passada sexta-feira, até o Ministério da Administração Interna (MAI) clarificar o alcance das novas regras, algumas das quais contraditórias com outros artigos da legislação anterior que não foram alterados, está suspenso o chamado SAPA, o serviço de agendamento online onde os imigrantes registam as suas "manifestações de interesse". O SEF também lembra, nesta informação interna, a falta de recursos humanos e meios informáticos suficientes para responder ao expectável aumento de pedidos de autorização de residência.

 

A isenção de vistos de entrada, recorde-se, chegou a ser aplicada irregularmente pela anterior direção do SEF, procedimento que levou a abertura, em 2016, depois de noticiada pelo DN, de processos de averiguações pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sem resultados ainda conhecidos. No ano em que vigorou, 2015, teve um efeito de chamada de milhares de imigrantes que estavam ilegais noutros países europeus. De acordo com dados oficiais do SEF nesse ano houve um número recorde de novos pedidos de residência, na casa dos 12 mil, grande parte a pretexto da exceção aberta pelo SEF. A maioria eram provenientes de países considerados e risco e tinham apenas a intenção de obterem o visto de residência em Portugal para poderem circular livremente no espaço europeu, o que foi aproveitado pelas redes de imigração ilegal.

 

Quando tomou posse, no início de 2016, atual diretora do SEF, Luísa Maia Gonçalves, constatou a irregularidade e revogou a "orientação" do seu antecessor. Mas estava, nessa altura, pendentes mais de três mil "manifestações de interesse" de imigrantes e a medida não agradou às associações de imigrantes que organizaram protestos de rua, como apoio do BE. Pressionado pela esquerda o governo ordenou ao SEF que recuasse e analisasse "caso a caso" os novos pedidos para que os pudesse enquadrar legalmente, o que tem vindo a ser feito, embora com muita demora.

 

Entretanto, na altura, a 20 de maio de 2016, o BE avançou com o projeto de lei para tornar regra aquilo que era exceção (e só com autorização da direção do SEF e da tutela), o que se concretizou agora com as alterações aprovadas. O BE considera "grave" o despacho de revogação de Luisa Maia Gonçalves "que passou a exigir, com efeitos retroativos, um comprovativo de entrada legal no território nacional". O BE assume que a sua proposta "visa claramente reduzir a margem de discricionariedade e de arbitrariedade da administração" na análise destes processos.

 

O gabinete da ministra Constança Urbano de Sousa refutou que esta alteração legislativa possa ser entendida como uma regularização extraordinária e ter um efeito de chamada de imigrantes ilegais: "As alterações à Lei de Estrangeiros apenas limitam a arbitrariedade, permitindo maior segurança jurídica". Acrescenta ainda que se "mantém a obrigatoriedade da obtenção de visto" e que "não está em causa a regularização de quem tenha entrado ilegalmente. Uma leitura distinta da feita pelo SEF que, por ter dúvidas, já pediu esclarecimentos ao MAI.



Director do SEF arquivou auditoria que revelava indícios de corrupção

 

A investigação inclui o o ex-director nacional adjunto do SEF, Luís Gouveia, recentemente nomeado para um cargo de oficial de ligação em Bruxelas.

 A auditoria foi ordenada por Luísa Maia Gonçalves, directora do SEF que foi demitida por Constança Urbano de Sousa

Em causa estão milhares de vistos de residência passados, especialmente em 2015, ao abrigo do artigo 88 — que, na altura, permitia, a título excepcional, conceder autorizações a estrangeiros que demonstrassem ter uma ligação laboral no nosso país há mais de um ano, e provassem ter entrado legalmente em território nacional. Alegadamente por acordo entre os responsáveis do SEF e algumas associações de imigrantes, que criticavam a excessiva burocracia e a dificuldade de muitos imigrantes, já a trabalhar em Portugal, em conseguir a prova de entrada legal, o requisito foi suspenso.

 

PÚBLICO 15 de Dezembro de 2017, 7:50

https://www.publico.pt/2017/12/15/sociedade/noticia/auditoria-de-suspeita-de-corrupcao-arquivada-pelo-director-do-sef-1796100?page=/&pos=5&b=stories_featured_a

 

O novo director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Carlos Moreira, mandou arquivar uma auditoria interna concluída há um mês, com suspeitas de corrupção e concessão de vistos ilegais sem o requisito obrigatório de prova de entrada legal no nosso país, noticia o Diário de Notícias esta sexta-feira. O Gabinete de Inspecção do SEF, que conduziu a auditoria durante um ano, propôs sanções disciplinares a um total de seis funcionários, da base ao topo.

 

Entre os visados da auditoria está o ex-director nacional adjunto do SEF, Luís Gouveia. Foram ainda extraídas duas certidões criminais relativas aos indícios de corrupção de um inspector e um administrativo, que terão recebido dinheiro para conceder os vistos.

 

O líder parlamentar Nuno Magalhães considera "muito grave" a decisão de Carlos Moreira e espera "explicações cabais" do ministro da Administração Interna. Já o gabinete do ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita sublinha que "tem plena confiança na Direcção Nacional do SEF no exercício das suas competências próprias, designadamente em matéria disciplinar". Ambos falam ao DN.

 

Luís Gouveia sublinhou que foi "ouvido" e fez a sua "defesa em sede da auditoria". "Trata-se de uma questão interna. Para mim o assunto está encerrado e arquivado", assinalou, em declarações ao mesmo jornal. Luís Gouveia foi recentemente nomeado para o cargo de oficial de ligação na Representação Permanente Portuguesa em Bruxelas, cujo vencimento é superior a 10 mil euros mensais.

 

O ministro da Admnistração Interna, que assinou a nomeação de Luís Gouveia, conta que "a direcção do SEF indicou, nos termos dos procedimentos estabelecidos, três currículos para selecção do novo Oficial de Ligação na REPER" e que, para o ministro, "o curriculum do dr. Luís Gouveia foi considerado o mais adequado às funções" e "do seu registo pessoal não consta qualquer sanção disciplinar". A nomeação foi assim já depois do arquivamento da auditoria.

 

A auditoria, ordenada pela anterior directora, Luísa Maia Gonçalves — demitida pela ex-ministra da Administração Interna —, contou com uma equipa especial de investigação e reuniu informação que encheu um total de 15 volumes que incluem provas documentais sobre as ilegalidades.

 

Em causa estão milhares de vistos de residência passados, especialmente em 2015, ao abrigo do artigo 88 — que, na altura, permitia, a título excepcional, conceder autorizações a estrangeiros que demonstrassem ter uma ligação laboral no nosso país há mais de um ano, e provassem ter entrado legalmente em território nacional. Alegadamente por acordo entre os responsáveis do SEF e algumas associações de imigrantes, que criticavam a excessiva burocracia e a dificuldade de muitos imigrantes, já a trabalhar em Portugal, em conseguir a prova de entrada legal, o requisito foi suspenso.

 

Nesse ano, os pedidos de visto, com base nesta excepção mais que duplicaram (em 2014 foram registados 5800 pedidos, no ano seguinte o número aumentou para 12.200). Quando tomou posse, no início de 2016, Luísa Maia Gonçalves foi confrontada com a avalanche de pedidos e em Março assinou um despacho a revogar todas as orientações à margem da lei, embora com uma análise caso a caso para situações humanitárias, que foram legalizadas. "O que se tornou mais difícil foi a regularização de cidadãos que vivem ilegalmente noutros países e que eram trazidos para Portugal por redes criminosas só para obterem a autorização de residência, sendo explorado por estas redes na angariação de mão-de-obra ilegal e tráfico de seres humanos em situação de quase escravatura", justificou o SEF.




SEF chumbou proposta da nova Lei de Estrangeiros

 

 Serviço de Estrangeiros e Fronteiras "chumbou" projeto de lei do BE de alteração à Lei de Estrangeiros, aprovada no Parlamento. Alertou para o "efeito de chamada, de forma descontrolada"

 

As associações alegam que há cerca de 30 mil imigrantes indocumentados em Portugal

 

 Valentina Marcelino

06 Setembro 2017 — 00:30

https://www.dn.pt/portugal/sef-chumbou-proposta-da-nova-lei-de-estrangeiros-8750704.html?fbclid=IwAR35GMUHN43Y-sBtL00HTGycgQ1-9O2DN6FmVuht1ZpeMPzvvR1ClIKcGos

 

 Um regime que "parece indiciar, face ao automatismo do sistema, que estamos perante o que doutrinariamente se chama de regularização extraordinária de imigrantes, em contraciclo e contra a posição que vem sendo assumida pela União Europeia [UE]"; alterações "inaceitáveis pela disfuncionalidade que trazem ao regime consolidado da UE". Estas transcrições são do parecer do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) sobre o projeto do BE de alteração à Lei de Estrangeiros, que acabou por ser aprovado no Parlamento com os votos da esquerda e está em vigor desde o início de agosto.

 

 Para o SEF, "estes problemas ainda mais se agudizam quando é consagrada a possibilidade de apresentar uma promessa de contrato de trabalho, podendo levantar-se dúvidas fundadas quanto à existência / suficiência de meios de subsistência, tal como exigido".

 

 As novas regras permitem agora que um imigrante obtenha autorização de residência com a "promessa de um contrato de trabalho" e apenas uma "inscrição" na Segurança Social. Até aqui era exigido contrato e registo de contribuições para servir de prova à permanência do imigrante em Portugal.

 

 Antes, a obtenção de uma autorização de residência, apresentando estes requisitos, eram apenas um meio excecional, com as alterações presentemente em vigor, são um mero ato administrativo. Ressalta no parecer jurídico da polícia especializada na segurança das fronteiras a contradição com a posição defendida pelo gabinete da ministra da Administração Interna. SEF e Ministério da Administração Interna (MAI) estão claramente em desacordo em relação ao impacto da nova legislação.

 

 Para o MAI, "a alteração em causa apenas limita o poder discricionário do SEF, mantendo-se inalterados todos os demais requisitos de concessão de autorização de residência para efeitos de trabalho subordinado". O MAI assinala que "não está em causa a regularização de quem entrou ilegalmente" no nosso país, pois mantém-se como requisito "a entrada legal em território nacional".

 

 A questão é que, segundo apurou o DN junto de inspetores do SEF, este "requisito" limita-se a uma "declaração de entrada", quando se cruza a fronteira ou até num estabelecimento hoteleiro, no caso dos imigrantes que estejam noutros países e queiram vir legalizar-se a Portugal. Em teoria, todos os cidadãos que tenham entrado legalmente no espaço Schengen (com um visto de turismo, por exemplo) podem obter autorização de residência neste novo modelo.

 

 No seu parecer, o SEF diz que "qualquer alteração ao regime-regra" consolidado na UE, mediante a concessão de autorização com dispensa de visto, à semelhança do que acontece com os regimes para as vítimas de tráfico de seres humanos, tem de se alicerçar em razões ponderosas de cariz humanitário ou ligados ao interesse nacional". Caso contrário, é sublinhado, "estaremos perante uma legalização extraordinária de imigrantes, com a agravante de não ser feita em legislação especial para o efeito, a qual sempre enunciariam o respetivo desiderato e requisitos, e estabeleceria determinado prazo de vigência, por forma de, em sede de gestão de fluxos migratórios, obviar ao denominado efeito chamada, de forma descontrolada".

 

 O SEF lembrou ainda o governo que, "apesar da natureza do projeto ser nacional, uma vez que Portugal se insere num espaço de livre circulação de pessoas, as alterações aí preconizadas têm de ser ponderadas e compaginadas com os modelos de gestão de fluxos migratórios dos demais Estados membros, atento ao direito de livre circulação dos titulares de autorização de residência em espaço Schengen". Estes titulares não podem, no entanto, trabalhar noutro país a não ser em Portugal.

 

 O PSD tinha requerido à ministra da Administração Interna este parecer, considerando que o seu conhecimento teria sido uma peça essencial no processo legislativo. O porta-voz da bancada parlamentar social-democrata para a área da Segurança Interna, Carlos Abreu Amorim, disse ao DN que "ainda nada foi recebido do Ministério da Administração Interna".

 

 O SEF foi consultado em relação ao projeto de lei do BE e a um do PCP, que pretendia uma legalização dos imigrantes indocumentados, que também mereceu o "chumbo" dos peritos do SEF, mas ficou fora da nova lei. No entanto, esta polícia, que controla as fronteiras e os fluxos migratórios, só se pronunciou a posteriori em relação às alterações à lei, depois de publicadas em Diário da República.

 

 Uma das preocupações da direção do SEF, para poder cumprir a lei em todo o seu alcance, é que sejam definidos os termos em que pode ser admitida a "promessa" do contrato de trabalho, pois tal nunca tinha antes sucedido, e abre inúmeras possibilidades a qualquer rede de auxílio à imigração ilegal. O SEF alertava também para a falta de recursos humanos e logísticos (informáticos) para responder à nova lei.

 

 O gabinete da ministra da Administração Interna, por seu lado, discorda da opinião dos juristas do SEF, desvalorizando os receios de "efeito chamada", afastando qualquer possibilidade de "regularização extraordinária" receada pelos polícias. O MAI também não entende o apelo do SEF para que fossem disponibilizados mais recursos humanos para tratar do esperado (pelo SEF) aumento de requerimentos para novas autorizações de residência, admitindo que o serviço de segurança, com a nova lei, deixará de ter de fazer as entrevistas pessoais (um procedimento de segurança) para avaliar os requerentes, como acontecia antes de forma obrigatória.

“É preciso lembrar que esta deriva louca começou com o acontecimento gravíssimo que ocorreu no aeroporto de Lisboa em março e que ninguém subestima. Só que um problema – um crime, no caso – combate-se com soluções, não com outro crime.

É óbvio que o SEF precisa de ser restruturado e reforçado com meios materiais e humanos de que há muito necessita. E é óbvio que necessita de ter uma liderança com visão e com estatura e pergaminhos de competência nas áreas em que o SEF trabalha e com um perfil humanista. Precisa disto: não precisa de um expediente, de uma fuga para a frente, para António Costa se livrar dos problemas criados por o seu Governo ter subestimado e ignorado, meses e meses a fio, o que tinha acontecido no aeroporto de Lisboa.”

 

Acácio Pereira / 22 de Janeiro de 2021 / PÚBLICO

Presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF)

 


MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA

Inspectores rejeitam extinção do SEF sem aprovação da AR

 

 Sindicato denuncia tentativa de “golpe de Estado político e constitucional”. E critica “alteração imponderada” que alterará equilíbrio do sistema de segurança interna, “abrindo a porta ao aumento da criminalidade”.

 

 Lusa

11 de Abril de 2021, 14:29

https://www.publico.pt/2021/04/11/sociedade/noticia/inspectores-rejeitam-extincao-sef-aprovacao-ar-1958083

 

O SEF passará a chamar-se Serviço de Estrangeiros e Asilo, tendo como grande função o apoio aos imigrantes e refugiados que vivem em Portugal

 

 O sindicato dos inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) rejeitou este domingo a extinção daquele organismo sem a aprovação formal da Assembleia da República e considerou que está em causa a permanência de Portugal no espaço Schengen.

 

 “Tendo em conta a avaliação que vai ser feita ao país em 2021, está comprometida a liberdade de circulação de e para Portugal”, defendeu o presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, Acácio Pereira, referindo-se à resolução do Conselho de Ministros de quinta-feira.

 

 A resolução aprovada pelo Governo define as orientações políticas para a reestruturação do SEF e para a criação do Serviço de Estrangeiros e Asilo (SEA), que lhe vai suceder.

 

 O sindicato reagiu este domingo, em comunicado, para afirmar que os inspectores “recusam qualquer alteração ao sistema de segurança interna”, como a fusão ou reestruturação do SEF, que não passe pelo Parlamento, “único órgão com competência para o efeito”.

 

 “A intervenção da Assembleia da República é imprescindível para impedir que Portugal saia do Espaço Schengen de livre circulação na Europa, em virtude desta medida irreflectida” considerou o dirigente sindical, citado no comunicado.

 

 Para o sindicato, está em causa uma “alteração imponderada e não sustentada” que alterará o equilíbrio do sistema de segurança interna, “abrindo a porta ao aumento da criminalidade” e a “fenómenos terroristas em território nacional”, com consequências para a segurança nacional e da União Europeia.

 

Tentativa de “golpe de Estado político e constitucional”

 

O sindicato classifica mesmo a acção do Governo como tentativa de “golpe de Estado político e constitucional”, manifestando esperança de que possa ser travada pelos partidos com representação parlamentar e pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

 

 “Quando nos manifestámos em frente à Assembleia da República no dia 25 de Março, os partidos fundadores do regime que nos receberam deram-nos a garantia de que não deixariam passar este golpe”, escreveu Acácio Pereira no documento.

 

 Os inspectores do SEF afirmam que rejeitam ser moeda de troca “para manutenção de um ministro incompetente” em exercício de funções.

 

 “Apenas um ministro fragilizado, irresponsável e incompetente como Eduardo Cabrita aceitaria forçar uma decisão absurda como esta, pondo à frente do interesse do país o seu interesse pessoal”, acusou o presidente do sindicato.

 

 Governo quer SEF mais humano e menos burocrático

 

Em comunicado emitido na quinta-feira, o Conselho de Ministros precisou que a medida concretiza o definido no programa do Governo através “da clara separação orgânica entre as funções policiais e administrativas de autorização e documentação de imigrantes”.

 

 Segundo o Governo, esta separação vai reconfigurar “a forma como os serviços públicos lidam com o fenómeno da imigração, adoptando uma abordagem mais humanista e menos burocrática, em consonância com o objectivo de atracção regular e ordenada de mão-de-obra para o desempenho de funções em diferentes sectores de actividade”.

 

 Na habitual conferência de imprensa e questionada sobre o que foi aprovado, a ministra da Presidência afirmou tratar-se de uma resolução que define as orientações políticas relativamente à reforma do SEF.

 

 “Significa quais são as decisões tomadas e listadas, as competências que passam para a GNR, PSP, PJ e para o Instituto do Registo e Notariado, além das regras sobre as quais todos os ajustamentos de carreiras se farão na sequência desta reforma”, adiantou Mariana Vieira da Silva.

 

 Os inspectores do SEF vão integrar a PSP, a GNR ou a Polícia Judiciária, forças que vão acolher as funções policiais deste serviço, após reestruturação. O SEF passará a chamar-se Serviço de Estrangeiros e Asilo, tendo como grande função o apoio aos imigrantes e refugiados que vivem em Portugal.

 


 OPINIÃO

António Costa não tem moral para extinguir o SEF

 

 O SEF não pode, nem deve, pagar com a sua extinção os erros políticos de António Costa. Esperemos que os partidos da oposição tenham isto presente na Assembleia da República quando a intenção do primeiro-ministro lhes for apresentada.

 

 Acácio Pereira

22 de Janeiro de 2021, 0:35

https://www.publico.pt/2021/01/22/opiniao/opiniao/antonio-costa-nao-moral-extinguir-sef-1947332

 

 O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, não tem qualquer moral para extinguir o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – SEF. Deve ser por isso, aliás, que, na sequência de o responsável nacional da PSP ter ido ao Palácio de Belém anunciar uma “Polícia Única”, afirmou em dezembro que a reforma do SEF “não passa seguramente por fusões de polícias”.

 

 António Costa, que já foi ministro da Administração Interna, sabe, melhor do que ninguém, que as extinções e as fusões de forças e serviços de segurança já realizadas no nosso país tiveram resultados catastróficos, custaram muito dinheiro e prejudicaram muito o país. António Costa sabe disso perfeitamente porque presidiu a uma – a extinção da Guarda Florestal, em 2006, quando era ministro no primeiro Governo de José Sócrates – e porque assistiu a outra – a extinção da Brigada de Trânsito da GNR, em 2009, no mesmo Governo.

 

 Quanto à primeira extinção, basta recordar a falta dramática que o pessoal do Corpo de Guardas Florestais fez ao longo de duas décadas, uma situação que veio a redundar nos trágicos incêndios de 2017, quando, por dolorosa ironia, António Costa já era primeiro-ministro. E quanto à extinção da Brigada de Trânsito, ela criou uma raríssima unanimidade em Portugal: da Associação Socioprofissional Independente da Guarda, à Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados de Manuel João Ramos, passando pelo Automóvel Clube de Portugal, todos – incluindo deputados e ex-governantes de todos os quadrantes políticos – foram e são unânimes em considerar que a extinção da BT foi um erro crasso que fez disparar o número de acidentes nos anos seguintes.

 

 Nada ilustra isso melhor do que uma intervenção de José Magalhães, atual deputado do PS e ex-secretário de Estado da Administração Interna com a tutela do SEF, em 28-11-2014. Como constatará quem ouvir, José Magalhães argumenta que “a ideia de misturar polícias e agitar” é uma falácia: “Corremos o risco de destruir experiências, de destruir know-how”, afirma. Segundo o agora deputado, extinguir o SEF seria deitar fora “competências”, “património”, “tecnologia”, “métodos de investigação avançada”, “algoritmos”, “formas de cooperação internacional”.

 

 Assim ressoam as palavras de José Magalhães: “É preciso ter muito cuidado com as extinções, porque se perdem muitas mais-valias.” E concluía que “não se deve ter a ilusão de que fundir é ganhar”.

 

 Apesar de esta “expertise” habitar no Partido Socialista, como agora António Costa tudo pode e tudo manda no partido de que é secretário-geral, as vozes do PS estão caladas. Resta portanto ao país confiar que os partidos da oposição – sobretudo o PSD, o PCP e o CDS, partidos constituintes da democracia portuguesa – impeçam o crime lesa-Estado que seria desmembrar e destruir o SEF.

 

 É preciso lembrar que esta deriva louca começou com o acontecimento gravíssimo que ocorreu no aeroporto de Lisboa em março e que ninguém subestima. Só que um problema – um crime, no caso – combate-se com soluções, não com outro crime.

 

 É óbvio que o SEF precisa de ser restruturado e reforçado com meios materiais e humanos de que há muito necessita. E é óbvio que necessita de ter uma liderança com visão e com estatura e pergaminhos de competência nas áreas em que o SEF trabalha e com um perfil humanista. Precisa disto: não precisa de um expediente, de uma fuga para a frente, para António Costa se livrar dos problemas criados por o seu Governo ter subestimado e ignorado, meses e meses a fio, o que tinha acontecido no aeroporto de Lisboa.

 

 Essa culpa é do Governo, só do Governo, exclusivamente do Governo. Essa culpa não é do SEF e o SEF não pode, nem deve, pagar com a sua extinção os erros políticos de António Costa. Esperemos que os partidos da oposição tenham isto presente na Assembleia da República quando a intenção do primeiro-ministro lhes for apresentada.

 

 O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico

 

 Presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF)


Acácio Pereira

Reação

Extinguir o SEF fará disparar risco de ataques terroristas, diz o sindicato

 

JN/Agências

19 Março 2021 às 13:25

https://www.jn.pt/justica/extinguir-o-sef-fara-disparar-risco-de-ataques-terroristas-diz-o-sindicato-13477299.html

 

O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF defendeu hoje que extinguir esta força policial "é mau para a segurança dos portugueses e da União Europeia" e faria disparar o risco de atentados terroristas.

 

"Os inspetores lutarão contra a extinção do SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras] por todos os meios ao seu alcance porque esta extinção é má para o país, má para os imigrantes e má para a segurança dos portugueses e da União Europeia", declarou à agência Lusa Acácio Pereira.

 

O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF) considerou mesmo que a extinção deste órgão de polícia criminal "faria disparar o risco de ataques terroristas lançados a partir de Portugal".

 

Em entrevista à agência Lusa, o ministro da Administração Interna disse que os inspetores do SEF vão integrar a PSP, a GNR ou a Polícia Judiciária, forças que vão acolher as funções policiais deste serviço após a sua reestruturação.

 

Eduardo Cabrita avançou que o SEF vai passar a chamar-se Serviço de Estrangeiros e Asilo e terá como grande função o apoio aos imigrantes e refugiados que vivem em Portugal.

 

O governante explicou que a reforma, que passa pela separação entre as funções policiais e as funções de autorização de documentação de imigrantes, está prevista no programa do Governo e irá desenvolver-se ao longo de todo este ano.

 

Contudo, o presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF disse que esta reforma não está no programa do Governo.

 

"Isso é falso. Há uma palavra forte que é a mentira. Do programa do Governo isso não consta e se o ministro diz que consta lá isso recomendo que veja melhor ou reveja as suas formas de interpretar o português", criticou.

 

O presidente do SCIF/SEF afirmou ainda que as forças policiais para onde o ministro quer transferir as competências policiais do SEF "pouco ou nada sabem de fronteiras e muito menos de redes de criminalidade transnacional".

 

Acácio Pereira defendeu que o que o SEF necessita é de uma reestruturação que o dote dos meios necessários para poder dar a cabal resposta às necessidades do país e da União Europeia.

 

Os inspetores, adiantou o dirigente sindical, vão lutar contra esta intenção de extinção de um serviço que consideram contribuir para que Portugal seja um 'oásis' de segurança na Europa e no mundo, tendo a confiança de que os partidos da Assembleia da República não vão deixar passar o que interpreta como um erro.

 

"Nenhum Governo pode fazer o que quer só para encobrir a sua incompetência", apontou, adiantando que estas questões "não podem ser tratadas levianamente", mas sim "de forma séria".

 

"Não admitimos qualquer alteração conforme o ministro pretende e é penoso ver o ministro Eduardo Cabrita repetir uma e outra vez que vai extinguir o SEF apenas para justificar que não fez nada quando devia ter feito e para justificar o seu lugar enquanto ministro porque é isto que o segura", considerou.

 

Acácio Pereira disse ainda que espera que a Assembleia da República não deixe extinguir a única polícia que nasceu da democracia e saiu da revolução do 25 de Abril de 1974.

 

"Naturalmente que vamos lutar com todas as formas possíveis e impedir esta postura errada de um ministro que tenta salvar a pele", frisou.

 

Na entrevista à agência Lusa, o ministro Eduardo Cabrita referiu que este processo foi já discutido no Conselho Superior de Segurança Interna e que neste momento o processo legislativo está em curso dentro do Governo.

 

O ministro adiantou que os inspetores do SEF vão passar para a PSP, GNR ou para a Polícia Judiciária, tendo em conta "a reorganização das funções de natureza policial".

 

Eduardo Cabrita sustentou que atualmente já cabe à Polícia de Segurança Pública a segurança aeroportuária, sendo o controle sanitário nos aeroportos feito pela PSP e pelo SEF articuladamente, enquanto a Guarda Nacional Republicana tem hoje as responsabilidades de guarda costeira e controlo de fronteira terrestre.

 

Questionado se o SEF como existe atualmente vai acabar, Eduardo Cabrita limitou-se a responder "que é cumprido [com esta reestruturação] o programa do Governo" e que o Serviço de Estrangeiros e Asilo, designação que o Governo tem apontada preliminarmente, "tem uma função extremamente importante".

 

"O Serviço de Estrangeiros e Asilo tem uma função extremamente importante na sua dimensão externa em que apoia aquilo que é o papel de Portugal na discussão da política europeia de asilo e migrações. Os mecanismos de simplificação, nos mecanismos de gestão de vistos, na simplificação de procedimentos que levaram por exemplo a que cerca de 100 mil pessoas tenham tido a sua autorização de residência renovada em tempo de pandemia de forma automática", disse.

 

Eduardo Cabrita reafirmou que a reestruturação do SEF não está relacionada com a morte do cidadão ucraniano Ihor Homeniuk nas instalações deste serviço no aeroporto de Lisboa em março de 2020 e com a acusação de homicídio qualificado a três inspetores, sendo uma matéria que já estava a ser preparada.


New Chinese AI Model 'Kimi K3' Raises Pressure on US Spending

Kimi K3 explained in 13min..

 

The current panic among Silicon Valley tech executives stems from the mid-July 2026 launch of Moonshot AI's Kimi K3 model, a Chinese breakthrough that has effectively erased the exclusive lead long held by American companies like OpenAI and Anthropic.

 


Tech Oligarchs MELTDOWN After China ERASES AI Edge

The current panic among Silicon Valley tech executives stems from the mid-July 2026 launch of Moonshot AI's Kimi K3 model, a Chinese breakthrough that has effectively erased the exclusive lead long held by American companies like OpenAI and Anthropic.

🤯 The Root of the Meltdown

The release of Kimi K3 has shocked the tech industry due to unexpected performance milestones:

  • Frontier Performance: Kimi K3 is performing at parity with leading closed-source American models, upending assumptions that export bans on high-end hardware would stall Chinese progress.
  • Disappearing Moats: Venture capitalists like David Sacks have openly warned that the U.S. risks permanently losing its AI dominance.
  • The ROI Crisis: Big Tech has spent tens of billions on hardware, but the rapid closing of the gap by Chinese labs threatens the pricing power and future IPO valuations of closed-source U.S. startups.

⚖️ The Geopolitical Backlash

The sudden erosion of the American edge has triggered an immediate response from Washington:

  • Sanctions Threats: U.S. Treasury Secretary Scott Bessent warned that Chinese AI firms face looming sanctions if investigations reveal they extracted or "stolen" proprietary data from U.S. frontier models to train their own systems.
  • Policy Escalation: Trump administration officials are actively moving to block American developers and users from accessing any open-weight or closed-source Chinese AI models over national security concerns.

 

Silicon Valley Splits Over Closing the Borders to Chinese A.I.




Silicon Valley Splits Over Closing the Borders to Chinese A.I.

 

Anthropic and OpenAI are clashing with the rest of the tech industry over whether “open-source” models from China should be freely available or restricted.

 

Mike Isaac Kate Conger Ana Swanson Meaghan Tobin

By Mike IsaacKate CongerAna Swanson and Meaghan Tobin

Mike Isaac and Kate Conger reported from San Francisco, Ana Swanson from Washington and Meaghan Tobin from New York.

https://www.nytimes.com/2026/07/25/technology/open-source-silicon-valley-china.html

July 25, 2026

 

For years, a philosophical divide over how artificial intelligence software should be created has split Silicon Valley technologists.

 

This week, that argument reached a boiling point.

 

On one side are leading A.I. companies like Anthropic and OpenAI, which claim that some A.I. models are too dangerous to be developed in the open and must be tightly controlled — by businesses like themselves — for safety. On the other is the rest of the tech industry, including giants like Microsoft and Nvidia, which contend that so-called open-source A.I. models must remain open for people to further develop technologies and build new businesses.

 

Those camps have started publicly clashing. On Friday, Jensen Huang, Nvidia’s chief executive, said in his first-ever post to X that “the world needs both frontier closed models and frontier open models.” Nine minutes later, Satya Nadella, Microsoft’s chief executive, posted that open-source software was “essential to a healthy A.I. ecosystem.” Both signed a letter supporting open source, which was also signed by executives at Meta, Palantir and IBM.

 

At the same time, OpenAI and Anthropic have lobbied regulators in Washington raising concerns about Chinese open-source A.I. models, five people close to the discussions said. The debate has drawn in Treasury Secretary Scott Bessent and Michael Kratsios, President Trump’s science and technology adviser, who have weighed in on how American A.I. models are valuable intellectual property.

 

The escalating fight stems from China’s rapid progress in open-source A.I. models, which are freely available to use and build on. In recent weeks, two Chinese A.I. start-ups, Z.ai and Moonshot AI, have released models that rival those from Anthropic and other American labs. Anthropic and OpenAI have claimed that Chinese companies built the models by improperly harvesting data from their A.I. systems, which they said should not be allowed.

 

But companies like Microsoft and Nvidia, which rely on open-source models to spur demand for their cloud computing services and chips, said that open-source software was important to advancing the technology with shared knowledge and that it would let more people examine its security. And for Silicon Valley start-up founders, constraining open-source software could cement the lead that OpenAI and Anthropic have in A.I., which critics argue could unfairly stifle other companies from building competing products.

 

You have two factions fighting over this issue,” said Bill Gurley, a Silicon Valley venture capitalist who opposes restrictions on open-source software. “There’s the people who want OpenAI and Anthropic to own everything, and then there’s everybody else, including customers.”

 

Where this ends up has major implications not only for the U.S. tech industry but for the race between America and China to dominate the powerful technology. While China had a later start in developing cutting-edge A.I., it is catching up quickly in part because of its embrace of open source, which has helped Chinese labs improve by publicly sharing their systems and winning them customers around the world with lower prices.

 

American A.I. companies, including Anthropic and OpenAI, have accused Chinese labs of “distilling” their systems by surreptitiously copying them, which has caught the attention of the Trump administration.

 

On Wednesday, Mr. Bessent said the administration had considered imposing sanctions on Chinese companies that steal intellectual property from American firms. “Open source is not open season on American IP,” he said, referring to intellectual property.

 

That same day, Mr. Kratsios said that “large-scale, covert industrial distillation aimed at stealing proprietary U.S. technology and undermining American research is unacceptable.”

 

U.S. officials still appear to be debating their options, but seem more likely to approach regulating Chinese open-source models individually as a national security issue, rather than issuing some kind of blanket ban, four people with knowledge of the discussions said.

 

Publicly, tech executives like Sam Altman, OpenAI’s chief executive, have said they support open-source software even as OpenAI allies quietly lobby for restrictions. Others, like Google and Amazon, which have invested billions in companies such as Anthropic and OpenAI, have spent the past week trying to stay out of the fray.

 

But the tide is turning. Sundar Pichai, Google’s chief executive, posted on social media on Saturday that his company had “long benefited from open source” and was a big contributor to it. He added that Google also signed the industry letter supporting open source.

 

(The New York Times has sued OpenAI and Microsoft, claiming copyright infringement of news articles. The two companies have denied the claims.)

 

The open-versus-closed software debate has traveled around Silicon Valley since the tech industry’s earliest days. Open-source proponents have argued that sharing information leads to improvements that make software safer and more reliable, while more rapidly spurring innovation. Opponents maintain that software is costly to develop, and that giving it away is just bad business.

 

Today, much of the modern internet runs on open-source technologies, as do some of the most widely used computer systems, like Google’s Android operating system.

 

The Chinese government and tech industry have embraced the open-source path for A.I. Last year, a Chinese start-up, DeepSeek, unveiled an open-source A.I. system that rivaled those of American companies, shocking the industry. Other Chinese companies have followed. In a speech this month, Xi Jinping, China’s leader, cast the country as a global champion of an open approach to the technology.

 

China’s advances have rattled executives at OpenAI and Anthropic, who are increasingly concerned that their longstanding head start is disappearing, two people familiar with the companies’ internal deliberations said.

 

These American companies build these big, expensive models, and then the models take a detour to China, where they lose all their value,” said Pedro Domingos, a professor emeritus of computer science and engineering at the University of Washington. “The American companies are justifiably outraged.”

 

To fight back, Anthropic and OpenAI are offering some cheaper A.I. models to businesses that may not need the “frontier” models that command higher prices. On Friday, Anthropic released Claude Opus 5, a model that he company described as “close to the frontier intelligence of Fable 5 at half the price.” OpenAI is promoting similar lower-cost models.

 

The real action is in Washington. Behind closed doors, executives from OpenAI and Anthropic, as well as investors in the companies, have cited concerns about the global economy, A.I. safety and national security as they try to persuade regulators to increase restrictions on Chinese open-source software, three people familiar with the discussions said.

 

Sarah Heck, Anthropic’s head of public policy, said in a social media post on Wednesday that “illicit, adversarial distillation is IP theft and industrial espionage that supports adversary military and intelligence capabilities.” Anthropic executives claim that open-source models based on the company’s software are too dangerous to let run amok.

 

OpenAI executives are urging the Trump administration to enact policies requiring mandatory security evaluations of some new A.I. models overseen by government agencies, the company said in a blog post last month. OpenAI said it was “encouraged” by the work it was doing with the administration on the framework.

 

Open-source proponents have spent the past week drumming up support to push back against OpenAI and Anthropic. On Wednesday, nearly 200 Silicon Valley start-ups, calling themselves the Little Tech Association, signed letters urging the Trump administration not to limit access to Chinese open-source models.

 

Big Tech soon followed. On Friday, Elon Musk, Meta’s Mark Zuckerberg, Mr. Altman and others lined up behind Mr. Huang and Mr. Nadella to throw the weight of their companies behind open source, followed by Mr. Pichai on Saturday.

 

Jensen is right,” Mr. Musk posted. “This has my full support.”

 

Open source is a positive and important force,” Mr. Zuckerberg wrote.

 

One incident this week underscored the stakes of the divide. On Tuesday, OpenAI disclosed that a handful of its most advanced A.I. models broke containment during a test of their cybersecurity abilities, gained access to the internet and hacked the servers of an A.I. company called Hugging Face. OpenAI executives latched on to the moment as proof of how dangerous A.I. models can be even in a closed environment, emphasizing the need for regulation.

 

Clement Delangue, the chief executive of Hugging Face, which is one of the most popular online libraries of open-source software, had a different point of view. To defend the company from OpenAI’s hack, he turned to an open-source A.I. model created by China’s Z.ai.

 

In social media posts on Friday, Mr. Delangue made his position on the debate unmistakable. He said he planned to hold a march in San Francisco on Saturday to demonstrate support for open-source technology.

 

Open models for the win!” he wrote.

OpenAI Says Its A.I. Models Went Rogue and Attacked a Digital Library

 



OpenAI Says Its A.I. Models Went Rogue and Attacked a Digital Library

 

The incident, which targeted the computer systems of another company called Hugging Face, happened while OpenAI was testing the systems.

 

Kate Conger

By Kate Conger

Reporting from San Francisco

https://www.nytimes.com/2026/07/21/technology/openai-attack-hugging-face.html

July 21, 2026

 

OpenAI said on Tuesday that two of its artificial intelligence models went rogue and successfully hacked into Hugging Face, a digital library of A.I. technology that is popular among developers.

 

The incident, which happened last week while OpenAI was testing the cybersecurity capabilities of its systems, displayed the kind of science-fiction potential that A.I. companies warned would soon become a reality.

 

A.I. labs like OpenAI and Anthropic have over the past year released A.I. models that are customized to expose cybersecurity problems, while warning that their technology could pose new risks by finding holes in corporate computer networks faster than defenders could fix them.

 

OpenAI’s revelations on Tuesday are an indication that those security incidents are already starting to happen, and even savvy A.I. companies may not be entirely ready for them. New A.I. systems can take multiple steps, figure ways around obstacles and find new ways to attack a network, said Alex Levinson, a cybersecurity consultant focused on autonomous capabilities.

 

“That’s a genuine threshold, and it’s going to become a normal part of the security landscape,” he said.

 

The intrusion into Hugging Face began when OpenAI tested a combination of two of its models, GPT5.6 Sol and a more powerful, unreleased model, to see how well the models could chain together online vulnerabilities into a successful cyberattack, OpenAI said in a blog post about the incident.

 

The trial was designed to keep the models in a safe testing environment, known as a sandbox, OpenAI said. But the models found a vulnerability that allowed them to escape the sandbox and connect to the internet. Then they targeted Hugging Face because they inferred that the library, which contains millions of A.I. models, could hold clues about how to successfully pass the evaluation.

 

“It seems to me that OpenAI did not adequately create a sandbox as a test environment,” said Deirdre Mulligan, a professor in the School of Information at the University of California, Berkeley, who focuses on security and A.I. systems. She questioned whether passing a test was worth the potential damage of an A.I. model’s escaping into the wider internet.

 

“What do we gain, and if this is the only way these tests can be configured, what are the risks?” she said.

 

OpenAI said it was working with Hugging Face to fix the issues that had led to the attack.

 

“We consider this to be an unprecedented cyber incident, involving state-of-the-art cyber capabilities, and are responding accordingly,” OpenAI said in its blog post. “We are implementing strict controls in infrastructure configuration at the cost of research velocity while the vulnerabilities are patched.”

 

Hugging Face said last week that it had detected the intrusion and knew it had been caused by an autonomous system, but did not say at the time that OpenAI was responsible.

 

Clem Delangue, the chief executive of Hugging Face, said on Tuesday that his company had worked closely with OpenAI over the previous 24 hours to address the attack.

 

Mr. Delangue said in a statement that he was “grateful for the collaboration” with OpenAI in the wake of the hack. “This incident, possibly the first of its kind, proves a point we’ve long believed: A.I. safety won’t be solved by any single company working in secret,” he added.

 

A.I. models have proved to be adept at programming, and that has made them useful to both hackers and people in charge of protecting computer networks.

 

In April, Anthropic released a cybersecurity-focused model called Mythos, and made it available to only a small group of organizations so that they could defend against cyberattacks. OpenAI soon introduced its own cybersecurity model and made it available to a limited group of organizations to prepare their defenses, before rolling it out more broadly. And on Tuesday, Google said it had also developed a model focused on cybersecurity and released it to a small group of testing partners.

 

(The New York Times has sued OpenAI and Microsoft, claiming copyright infringement of news content related to A.I. systems. The two companies have denied those claims.)

 

Richard Barnes, an independent security researcher who has worked with Mythos, said the cybersecurity industry faced a similar challenge about a decade ago, when new tools called fuzzers made it much easier for attackers to break into online systems. Tech companies began using the tools to check their own systems for vulnerabilities, and were eventually able to prevent most of the attacks.

 

Companies must now take a similar approach to prepare for A.I. attacks, Mr. Barnes said, “before the vulnerabilities can be found and exploited by bad guys who have access to these tools.”

 

Kate Conger is a technology reporter based in San Francisco. She can be reached at kate.conger@nytimes.com.

Portugal has banned the burka in public spaces



Portugal has banned the burka in public spaces

The Portuguese Parliament passed legislation in July 2026 to implement a blanket ban on full-face coverings, including the burqa and niqab, in public spaces. The bill, initially proposed by the far-right Chega party, passed with a two-thirds majority after a revised version advanced through parliamentary committees. However, the law still awaits the final signature of Portuguese President Marcelo Rebelo de Sousa, who has the authority to sign it into law, veto it, or send it to the Constitutional Court for review.

Key Details of the Legislation

  • Fines for Violations: Individuals wearing a full-face veil in restricted public areas face administrative fines ranging from €200 to €4,000.
  • Coercion Penalties: Forcing another individual to conceal their face carries a criminal penalty of up to three years in prison.
  • Scope of the Ban: The law covers all garments or items that completely obscure the face, including secular items like balaclavas and ski masks.
  • Strict Exemptions: Face coverings remain permissible on airplanes, within diplomatic premises, inside places of worship, or when "duly justified" for health, artistic, or professional safety reasons.