sábado, 18 de outubro de 2014

Usar transportes públicos? Só se deixar de ter carro ou se perder rendimentos.


Usar transportes públicos? Só se deixar de ter carro ou se perder rendimentos
A Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa promoveu um estudo sobre a satisfação dos utilizadores
 PÚBLICO / 18-10-2014

Usar transportes públicos continua a ser visto por muitos como um castigo: de acordo com um inquérito realizado a cerca de dois mil habitantes da Área Metropolitana de Lisboa (AML), as pessoas que não se deslocam naqueles transportes dizem que deixar de ter automóvel ou sofrer uma redução de rendimentos seriam as principais razões que as poderiam fazer mudar de ideias. Acresce que para 60% dos não utilizadores vir a viajar de autocarro, metro, comboio ou barco é uma hipótese que nem sequer é equacionada.
Estes são alguns dos resultados do Estudo de Satisfação dos Utilizadores de Transportes Públicos da AML, um trabalho que foi encomendado pela Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa (AMTL) ao ISCTE e cujos principais resultados foram dados ontem a conhecer. A juntar ao já referido inquérito, que foi aplicado a 2008 pessoas, o estudo coordenado pela professora catedrática Elizabeth Reis incluiu 18 entrevistas etnográficas e seis focus groups.
Além do perfil sociodemográfico e de mobilidade dos habitantes da AML, incluindo qual a origem e o destino das suas deslocações, os inquéritos procuraram aferir qual o seu grau de satisfação com os transportes públicos. Nesse âmbito foram ouvidos não só clientes regulares dos mesmos, mas também pessoas que deixaram de os utilizar há menos de cinco anos e outras que não viajam neles há mais tempo do que isso.
Olhando para o último grupo (que representa 41% dos inquiridos) verifica-se que 60% dos não utilizadores de transportes públicos dizem que com certeza que não virão a fazê-lo no futuro e que 23% o consideram pouco provável. Deixar de ter automóvel ou sofrer uma redução do rendimento são as razões mais apontadas para uma eventual alteração de atitude, seguindo-se a mudança de local de trabalho/escola/residência.
Entre aqueles que deixaram de utilizar transportes públicos nos últimos cinco anos (16% dos inquiridos), a perspectiva é mais animadora para os operadores: 34% afirmam com certeza que não voltarão atrás na sua decisão e 32% consideram pouco provável voltarem a andar de autocarro, metro, comboio ou barco.
E porque é que essas pessoas deixaram de andar de transportes públicos? Segundo os resultados do Estudo de Satisfação dos Utilizadores de Transportes Públicos da AML, que foram apresentados pelo director executivo e pela directora técnica da empresa de investigação e estudos de mercado Pitagórica, a mudança do local de trabalho/escola/residência foi o factor que mais pesou. Seguiu-se o facto de terem passado à condição de reformados/ desempregados ou a mudança para o automóvel. Só depois disso surgiram elementos directamente associados ao serviço prestado pelas empresas de transportes, como o tempo de deslocação, o preço ou a comodidade/qualidade.
Olhando apenas para os utilizadores, Alexandre Picoto e Rita Silva concluíram que há uma “ideia globalmente positiva dos transportes públicos da AML” e que o principal motivo para a sua utilização é económico. “Não é por ser mais sustentável ou mais agradável”, notou o director executivo da Pitagórica, frisando que “o racional é económico-financeiro”.
Aos utilizadores e ex-utilizadores de transportes públicos foi também pedido que avaliassem um total de 26 indicadores. Contas feitas, aquilo com que as pessoas estão mais satisfeitas é com a rapidez do percurso, com a distância até à paragem ou estação, com o profissionalismo dos trabalhadores das empresas, com a adequação dos percursos às suas necessidades e com a frequência de veículos aos dias úteis. Já os aspectos mais contestados são o preço dos bilhetes avulso, os transportes alternativos em períodos de greve, o preço dos passes mensais, a frequência de veículos ao fim-de-semana e a frequência das greves.
Durante a sessão de apresentação deste estudo, o director de serviços de contratualização, fiscalização e financiamento da AMTL adiantou que no primeiro semestre de 2014 os utentes dos transportes públicos fizeram 3492 reclamações no chamado Livro Vermelho. Segundo Hugo Oliveira, esta foi a primeira vez (desde 2011) em que o número de queixas registado num período de seis meses ficou abaixo da barreira dos quatro mil.

Explicando que em média são recebidas nove mil reclamações por ano, o dirigente considerou que esse é um número “muito alto”. Em relação aos visados nas queixas, Hugo Oliveira notou que a empresa Transportes Sul do Tejo tem tido “uma tendência muito crescente”. Quanto aos motivos que levam as pessoas a protestar, este orador notou que as questões relativas aos títulos de transportes são “uma constante”.
António Costa: a serena incompetência
por PAULO PEREIRA DE ALMEIDA in DN online / 17-10-2014

As recentes afirmações de altos responsáveis da Câmara Municipal de Lisboa (CML) sobre as inundações em vários pontos centrais da cidade constituem - em si mesmas - uma ameaça à segurança e à garantia de uma ação eficaz da parte da Proteção Civil.
E foi com uma enorme surpresa e incredulidade que pudemos, na passada terça-feira desta semana, assistir a um conjunto de "esclarecimentos" de diferentes dirigentes da CML que apontavam - de um modo certamente concertado - para a "inevitabilidade" da ocorrência de acumulações massivas de água da chuva na capital portuguesa. Foi assim que - de uma maneira que é bem reveladora da sua serena incompetência - o presidente da CML e atual líder do Partido Socialista (PS) António Costa surgiu nos principais meios de comunicação social a admitir que "nada" pôde, poderia, ou poderá, vir a ser feito para evitar a repetição do caos em segurança urbana e proteção civil que Lisboa viveu na passada segunda-feira.
Ora acontece que - para além de serem profundamente preocupantes -, as afirmações de António Costa só podem deixar muito intranquilos todos os que habitam, trabalham, circulam e vivem a cidade. Vejamos - pois - de uma maneira mais concatenada, as razões de preocupação para cada um destes grupos de cidadãos. Em primeiro lugar, e para os que trabalham e comutam todos os dias entre as suas casas (muitas vezes fora de Lisboa) ficámos a saber que - em caso de chuvas fortes e de outras intempéries - não está garantido que consigam aceder ao seu local de trabalho ou regressar a sua casa depois do trabalho; será, a todos os títulos e ironicamente, uma espécie de "greve self-service" sem hora marcada dos potenciais transportes, o que só encontra paralelo em cidades do terceiro mundo. Depois, em segundo lugar, e para os que fazem das ruas de Lisboa o seu local de comércio e que já vivem atualmente sobrecarregados de impostos e numa enorme crise, ficámos a saber que a CML nada lhes garante em termos da segurança e da proteção dos seus bens e dos seus espaços comerciais; ora para o presidente da maior autarquia do País (e agora candidato a primeiro-ministro) só poderá ser contraditório defender os mesmos comerciantes quando se trata de lhes pedir o voto e agora, no momento em que se adivinham outras ambições, deixá-los à sua sorte. Por fim, em terceiro lugar, e para os turistas e todos os que circulam e vivem a cidade de diversas formas e em diferentes condições sociais, ficámos ainda a saber que Lisboa tem um presidente que nada faz (ou, pelos vistos, fará) para garantir a segurança de circulação e a preservação dos espaços públicos. É que - note-se bem - se com uma chuvada intensa mas curta Lisboa fica transformada no caos que se pôde observar na segunda-feira, nem quereremos imaginar o que poderá suceder com uma verdadeira tempestade, ou com um potencial nevão.
António Costa é um político de uma escola que - aparentemente - não olha a meios para atingir os seus fins. Para quem tem memória política, ainda se recordará dos tempos em que Costa era ministro da Administração Interna e prometia que os registos das câmaras de videovigilância nas estradas serviriam como prova para punir as infrações dos condutores; e também se lembrará de quando, já presidente da CML, Costa não hesitou em colocar em causa o trabalho do seu colega de governo do PS Rui Pereira, então ministro da Administração Interna, em nome de uma Lisboa mais segura.
Ironias à parte, merecíamos melhor como candidato a futuro primeiro-ministro.

Ricos e bem-nascidos traem como os outros, por Luís Osório.


Ricos e bem-nascidos traem como os outros
Por Luís Osório
publicado em 18 Out 2014 in (jornal) i online

Afinal, também os lordes podem derrapar neste mundo coberto de novas tentações

A ânsia de acumular riqueza não se desvanece com o passar do tempo. Gente muito velha, milionária, continua a acordar todos os dias com a obsessão de ganhar mais, de acumular mais, de conquistar mais espaço e mais influência. Até ao fim, até ao último momento de consciência, compram pérolas, barcos, casas, quadros, fatos, diamantes. Qualquer coisa não bate certo. Porque mesmo sabendo que, no final do jogo, como no Monopólio, o banco recolherá casas, hotéis, notas e peças, quem tem quer sempre mais. Até à derradeira jogada, tentam fazer negócio e esconder os dados, um cansaço.

É essa a sensação que tenho ao ler o assombroso relato do último conselho superior do grupo Espírito Santo, apenas sete dias antes do "nascimento" do Novo Banco. Contra toda a lógica, num desespero misturado com incredulidade, alguns membros da família ainda inventaram possibilidades de salvação - os nossos leitores são os primeiros a saber que Ricardo Salgado os desmobilizou e decretou, ele próprio, o fim de um império que dominou ou influenciou uma parte substancial dos nossos últimos cem anos.

Honra seja feita a Eduardo Catroga: ao contrário de outros, não deixa cair os amigos. É uma qualidade que, neste caso, tem um preço a pagar. Ricardo Salgado é elogiado enquanto gestor e o ex- -ministro das Finanças sublinha ainda a sua convicção de que tudo acabará por se esclarecer em benefício do homem que, sabemo-lo também hoje, a sua própria família renegou, mais do que três vezes, no dia em que foi detido para prestar esclarecimentos.

É uma história exemplar. De sangue e de genes. Todos eles nasceram já ricos. Quando viram a luz e deram o primeiro grito já tinham estatuto e um futuro. A aristocracia inglesa explica de um modo simples (ainda hoje o faz) qual o segredo para um poder exercido com respeito pela democracia e pelos cidadãos. Os lordes têm de ser bem-nascidos e ter independência económica assegurada. Com uma coisa e a outra, são homens e mulheres livres. Nada poderá acontecer de mal, pois não serão escravos da vaidade nem da necessidade. A definição já foi chão que deu uvas. Afinal, também os lordes podem derrapar neste mundo coberto de novas tentações. O jogo pode ser um vício, e quando a vida, ela própria, se torna um jogo, pior é ainda.


De sangue e de genes, escrevia. O que corre nas veias de Afonso Reis Cabral é o de Eça de Queirós, seu trisavô. O jovem "herdeiro" venceu o prémio literário da Leya e fê-lo com 24 anos. Deveras impressionante. Que saiba encontrar novas estradas de Sintra é o nosso desejo. Uma estrada onde circulem apenas os que escolheram a liberdade. Homens como o seu muito velho avô que, cá para nós, chamaria um figo a esta história de farpas.

Secretário de Estado demissionário plagiou um terceiro trabalho.

João Grancho demitiu-se por “imperativos de consciência” e “lealdade” para com o ministro Nuno Crato

Secretário de Estado demissionário plagiou um terceiro trabalho
João Grancho, que tinha a tutela do Ensino Básico e Secundário, demitiu-se invocando “imperativos de consciência”, depois da notícia que dava conta de plágio numa comunicação por si apresentada em 2007
LisboaEducação / Nuno Sá Lourenço e Graça Barbosa Ribeiro / PÚBLICO / 18 out 2014

Foi na mesma comunicação preparada para as Jornadas Europeias da Convivência Escolar que João Grancho copiou mais um professor universitário do Instituto da Educação. Em 2005, Joaquim Pintassilgo viu incluído no livro Escola, Culturas e Saberes o seu trabalho denominado “A profissão e a formação no discurso dos professores do ensino liceal”
Aí, no segundo capítulo intitulado “O entendimento do professor como profissional do ensino”, surge um primeiro parágrafo muito semelhante a um excerto do segundo capítulo da comunicação do secretário de Estado demissionário. O capítulo versava sobre o “conjunto de normas e valores próprios dos professores” que eram sistematizados “sob a forma de um código de conduta”. Apesar de algumas palavras terem sido alteradas, os dois parágrafos são semelhantes.
O PÚBLICO contactou o gabinete do Ministério da Educação e Ciência (MEC) para dar oportunidade a João Grancho de reagir a este novo dado. Mas nessa altura já Grancho se tinha demitido e não houve resposta até ao fecho desta edição.
Depois de ter sido tornada pública a sua demissão, João Grancho afirmou à Lusa que o pedido era determinado “por imperativos de consciência e de sentido de serviço público”. E não, acrescentou, “por quaisquer questões relacionadas com o meu [seu] desempenho no cargo”. O governante acrescentou ainda que o pedido era a forma “que melhor preservava o Governo na difícil tarefa que ainda tem pela frente e que terá que concluir para bem de Portugal”.
Horas antes, através de um comunicado, o gabinete de imprensa do ministério da Educação fez saber que João Grancho se demitira invocando “motivos de ordem pessoal”. O ministro da Educação foi também, durante o dia de ontem, confrontado com a notícia. À margem da sessão de trabalho “Estratégia de Competências da OCDE — Uma estratégia de competências para Portugal”, realizada no Museu do Oriente, Crato disse apenas que Grancho “já respondeu a isso”.
A demissão de João Grancho apanhou de surpresa os dirigentes escolares, que nos últimos dias ouviram aquele secretário de Estado garantir os meios materiais necessários para compensar os alunos pelo atraso na colocação de professores (uma competência do outro secretário de Estado, do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida). “Esta demissão deixa gravemente ferida e especialmente fragilizada a equipa ministerial”, comentou Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).
Na mesma linha, Manuel Pereira considerou ser “irónico e preocupante” que, “num momento tão conturbado para o ensino básico e secundário, se demita precisamente o elemento do ministério que mais credibilidade tinha junto das escolas, que melhor conhecia o terreno e o que realmente compreendia e tentava atender às necessidades dos alunos”.
O vice-presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, escusou-se a fazer um balanço do papel de Grancho no MEC, mas disse-se “extremamente preocupado com o impacto desta demissão na máquina do ministério e na forma como isso se reflectirá nas escolas”. “Estamos preocupados com a admissão de professores, não devíamos ter de nos preocupar com a demissão de ministros”, comentou, frisando que “as escolas já estão em fogo e precisavam de paz e não de achas para a fogueira”.
Manuel Pereira e Filinto Lima escusaram-se a comentar a notícia do PÚBLICO sobre os casos de plágio e Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof ), também. Este centrou as críticas na equipa do ministério, que, considera, “está a cair de podre” e “fica, com esta demissão, ainda mais fragilizada”. “Fico curioso. Não sei quem é que vai aceitar este lugar sabendo que a sua missão é fazer cortes no montante de 700 milhões de euros”, comentou.
Mário Nogueira disse ainda lamentar que o “secretário de Estado se tenha demitido por motivos de ordem pessoal quando tinha tantos e tão bons motivos para o fazer por outras razões”. “Este é o secretário de Estado da Prova de Avaliação de Capacidades e Competências para professores e o responsável pela desorganização da Educação Especial”, lembrou. João Dias da Silva, dirigente da Federação Nacional da Educação, escusou-se a falar sobre este caso.
Em 2007, quando João Grancho era presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), apresentou uma comunicação, numa conferência sob o tema “A dimensão moral da profissão docente”, numas Jornadas Europeias, em Múrcia. As dez páginas da sua participação — que está publicada no site das Jornadas — levantavam uma questão sensível. Em algumas partes, o governante copia documentos anteriores, da autoria de outros académicos, sem fazer qualquer referência aos autores originais.
O secretário de Estado rejeitou ao PÚBLICO a acusação de plágio: “Pretender associar um mero documento de trabalho, não académico nem de autor, nas circunstâncias descritas, a um plágio, é totalmente inapropriado e sem qualquer sentido.”

João Grancho entrou no Governo em Outubro de 2012, na sequência de uma remodelação do Governo, para substituir a então secretária de Estado Isabel Leite. Na altura era presidente da Direcção Regional de Educação do Norte, mas era sobretudo conhecido, no meio escolar, por ter presidido à Associação Nacional de Professores, entre 2002 e 2011, onde se bateu pela criação de uma ordem profissional, que permitiria a definição de “um quadro deontológico de actuação para os docentes”. com Maria João Lopes.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Market turmoil casts further doubt over Europe revival. / Financial Times.


October 16, 2014
Market turmoil casts further doubt over Europe revival

Turmoil across global financial markets and a spike in Greek borrowing costs on Thursday reignited fears about Europe’s recovery and the structural problems left over from the eurozone debt crisis.
For the first time this year, Greece’s benchmark bond yields rose above 9 per cent as mounting political instability raised doubts about Athens’ ability to sustain its heavy debt burden. European countries hit hardest by the eurozone debt crisis also saw their borrowing costs jump at rates not seen for a year.
Concerns about low global growth kept Wall Street under pressure, but stocks rebounded and US Treasuries erased gains as St Louis Federal Reserve Bank President James Bullard said the central bank should consider delaying the end of its asset-purchase programme.
“Inflation expectations are declining in the US,” Mr Bullard said in an interview with Bloomberg News. “That’s an important consideration for a central bank. And for that reason I think that a logical policy response at this juncture may be to delay the end of the QE.”
The S&P 500 Index, which had appeared to be on the brink of official “correction” territory on Wednesday, rebounded to close in positive territory.
Yields on a 10-year Treasury, the benchmark US borrowing rate, which dropped below 2 per cent on Wednesday for the first time since mid-2013, rose slightly to 2.16 per cent.
Across wider Europe, global investors moved to reallocate their money away from debt issued by countries at the region’s periphery into German bonds, considered the safest and most liquid debt market.
The move sent the yield on 10-year German Bunds to 0.72 per cent during the day – a historic low. Yields on equivalent Italian, Spanish and Portuguese debt rose by about 30 basis points in the morning before falling back.
In European stock markets the FTS Eurofirst 300 fell 3 per cent in the day, dropping to a 13-month low, while the UK’s FTSE 100 fell 2.2 per cent in the day and was down 10 per cent so far this month, a move that qualifies as a technical correction. Stock market volatility levels rose back to mid-2012 highs as measured by Wall Street’s ‘fear gauge’ the Vix.
“Today has been a wild day,” said Salman Ahmed, global fixed-income strategist at Lombard Odier Investment Manager. “And it’s clear investors are asking some significant questions about where fiscal policy is going in Europe.”
As investors expressed concern about Greece’s plan to end its emergency aid programme earlier than expected, the Greek government tried to contain worries about the country’s prospects, saying that it would stay on board with international lenders and complete the economic reform programme agreed with the EU and the International Monetary Fund.
Gikas Hardouvelis, the finance minister, told parliament: “Markets often react excessively . . . Greece will complete its reform programme, and it has the support of the European Central Bank.”
Bank share prices on the Athens stock exchange rallied briefly following the news but fell back again as the benchmark index moved down.
A statement from Jyrki Katainen, the EU’s economic chief, said he still believed Greece has “turned a corner” and was on a path towards economic recovery.
“Europe will continue to assist Greece in whatever way necessary to ensure reasonable financing conditions for the Greek state and to smooth the path back to full and sustainable market access,” Mr Katainen said in the statement.
Meanwhile, the European Central Bank provided some relief to Greece’s banks on Wednesday night, raising the amount of loans available to them. A spokesperson said, however, that the decision should not be viewed as a reaction to recent market stress.
“The last few days have been unbelievable and none of the recent data has been poor enough to warrant the moves we’ve seen,” said Mike Riddell, a bond fund manager at M&G Investments. “There had been a perception that Europe was stable again; now people are questioning that.”

Additional reporting by Claire Jones and Peter Spiegel

Ebola epidemic may not end without developing vaccine, scientist warns.


Ebola epidemic may not end without developing vaccine, scientist warns
Professor Peter Piot, one of the scientists who discovered Ebola, claims scale of outbreak has got ‘completely out of hand’
Sarah Boseley, health editor

The Ebola epidemic, which is out of control in three countries and directly threatening 15 others, may not end until the world has a vaccine against the disease, according to one of the scientists who discovered the virus.

Professor Peter Piot, director of the London School of Hygiene and Tropical Medicine, said it would not have been difficult to contain the outbreak if those on the ground and the UN had acted promptly earlier this year. “Something that is easy to control got completely out of hand,” said Piot, who was part of a team that identified the causes of the first outbreak of Ebola in Zaire, now the Democratic Republic of Congo, in 1976 and helped bring it to an end.

The scale of the epidemic in Sierra Leone, Liberia and Guinea means that isolation, care and tracing and monitoring contacts, which have worked before, will not halt the spread. “It may be that we have to wait for a vaccine to stop the epidemic,” he said.

On Thursday night, a Downing Street spokesman said a meeting of the government’s emergency response committee, Cobra, was told the chief medical officer still believed the risk to the UK remained low.

“There was a discussion over the need for the international community to do much more to support the fight against the disease in the region,” the spokesman said. “This included greater coordination of the international effort, an increase in the amount of spending and more support for international workers who were, or who were considering, working in the region. The prime minister set out that he wanted to make progress on these issues at the European council next week.”

Dr Tom Frieden, director of the Centers for Disease Control (CDC), in evidence to Congress, said he was confident the outbreak would be checked in the US, but stressed the need to halt the raging west African epidemic.

“There are no shortcuts in the control of Ebola and it is not easy to control it. To protect the United States we need to stop it at its source,” he said.

“One of the things I fear about Ebola is that it could spread more widely in Africa. If this were to happen it could become a threat to our health system and the healthcare we give for a long time to come.”

There are three vaccines now being fast-tracked through early safety trials in volunteers in the UK, the US and in unaffected Mali to ensure that they do no harm. The results should be available by the end of November or start of December. If they are acceptable, it is likely that healthcare workers – who are at highest risk of being infected and over 200 of whom have died – will be offered a vaccination before Christmas. But the only proof that any of them works will be if there is a significant drop in the number of deaths among vaccinated people on the front line.

“If the epidemic is not going to be stopped in these three countries, it will definitely spread to adjacent countries such as Ivory Coast, Guinea Bissau and Mali,” said Piot.

He was speaking at a seminar in Oxford as the World Health Organisation (WHO) warned that 15 countries, neighbouring or trading with those where the epidemic is raging, were at risk. They are Ivory Coast, Guinea Bissau, Mali, Senegal, Benin, Burkina Faso, Cameroon, Central African Republic, the Democratic Republic of Congo, Gambia, Ghana, Mauritania, Nigeria, South Sudan and Togo. Nigeria and Senegal have both succeeded in halting an outbreak. Nonetheless, Dr Isabelle Nuttall of the WHO said all needed to be better prepared. “The objective is to stop the transmission from occurring in these countries. They may have a case but after one case we don’t want more cases,” she said at a briefing.

By the end of the week, she predicted, the number of cases will have risen to over 9,000, with more than 4,500 deaths.

“It could lead to major destabilisation of societies and also political destabilisation,” said Piot. “It is going to come at a very high cost. Some countries are very vulnerable. The economic impact is already enormous – just as Sars a decade ago only killed 700, but the economic impact was tens of billions of dollars.

“My concern is that, as so often after a war or crisis, we say never again and then we forget about it.”

Piot said he thought the prospects for an effective vaccine were good. The three candidates had shown good results in animal trials. Piot is chairing a WHO scientific committee on Ebola, looking at who to vaccinate and how and at what dose. He said he was optimistic, but the manufacturers would have to boost their production capacity and massive vaccination campaigns would have to be organised.

In written testimony to the House of Representatives, however, Anthony Fauci, Director of the National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID), was cautious about the progress being made on drugs and vaccines. “While NIAID is an active participant in the global effort to address the public health emergency occurring in west Africa, it is important to recognise that we are still in the early stages of understanding how infection with the Ebola virus can be treated and prevented,” he said.

The United Nations Population Fund (UNFPA) warned that around 120,000 women could die in childbirth within the next year in Sierra Leone, Liberia and Guinea because of the breakdown of healthcare and fears of contracting Ebola in hospital. It estimates that 800,000 women will give birth in the next 12 months, of whom 120,000 may suffer complications and need lifesaving emergency care.


“The reality is that pregnant women are facing a double threat – dying from Ebola and from pregnancy or childbirth, due to the devastating impact of Ebola on health workers and health systems,” said UNFPA executive director, Dr Babatunde Osotimehin.