Pedro Adão e Silva ganhou 108 mil euros com
comentário
Maria Henrique
Espada
08:00
Pedro Adão e Silva, o analista, ganha bastante mais do
que Pedro Adão e Silva, o comissário. Deixou o ISCTE, mas fica nos media, a par
da comissão para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.
Pedro Adão e
Silva já entregou a sua declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional. O
comissário executivo das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, nomeado em
junho último pelo Governo, recusou na altura revelar quanto recebe no espaço de
comentário na RTP, que vai manter, e a estação pública de televisão apenas
remeteu para as tabelas da casa, sem adiantar valores. Mas a declaração permite
perceber que a empresa através da qual fatura as múltiplas colaborações em
órgãos de comunicação social, a Linha Justa Lda., teve em 2020 um volume de
negócios de 108.642 euros, onde está incluído o que recebe da RTP (O outro
lado), Expresso, TSF (Bloco Central), Sport TV e Record (do mesmo grupo da
SÁBADO, a Cofina). O que fará dele, provavelmente, um dos mais bem pagos
comentadores do País, pela acumulação de vários espaços.
O comissário não
declara diretamente trabalho independente, uma vez que o fatura através da
empresa, de que detém 70% – os outros 30% pertencem à mãe. “Não quis fazer uma
unipessoal”, explica à SÁBADO, acrescentando também que achou o formulário aplicado
às declarações “bastante mal feito e com várias coisas erradas”. “Eu declarei a
faturação da empresa, mas não tinha de o fazer. Como isso nem é exigido, não há
um verdadeiro controlo. Não se controla quanto se fatura antes e depois” da
passagem por cargos públicos.
Adão e Silva tem
ainda outra empresa, a Fugas Imobiliária, mas sem atividade em 2020, e de que é
sócio minoritário (30%) com a mãe. A declaração refere ainda 33.479 euros
auferidos em trabalho dependente, pelas funções de professor auxiliar no ISCTE,
que suspendeu este ano.(…)
Sem comentários:
Enviar um comentário