'We are united': More than 200 health journals call
for emergency action on climate change
"The greatest threat to global public health is
the continued failure of world leaders to keep the global temperature rise
below 1.5C and to restore nature," says the editorial backed by hundreds
of journals.
Monday 6
September 2021 10:20, UK
The more warming, the more extreme weather we will
see, report warns, so every 0.1C of warming we can prevent matters
'Urgent, society-wide changes must be made and will
lead to a fairer and healthier world', the journals' statement says
More than
200 health journals across the globe are making a joint call for world leaders
to take emergency action on climate change in a bid to protect public health.
It is the
first time so many publications have come together to back the same statement,
which they say reflects the severity of the situation.
The
editorial is being published ahead of the UN General Assembly and the COP26
climate summit in Glasgow in November.
It says:
"Ahead of these pivotal meetings, we - the editors of health journals
worldwide - call for urgent action to keep average global temperature increases
below 1.5C, halt the destruction of nature, and protect health.
"Health
is already being harmed by global temperature increases and the destruction of
the natural world, a state of affairs health professionals have been bringing
attention to for decades.
"The
science is unequivocal; a global increase of 1.5C above the pre-industrial
average and the continued loss of biodiversity risk catastrophic harm to health
that will be impossible to reverse.
"Despite
the world's necessary preoccupation with COVID-19, we cannot wait for the
pandemic to pass to rapidly reduce emissions.
"Reflecting
the severity of the moment, this editorial appears in health journals across
the world.
"We
are united in recognising that only fundamental and equitable changes to
societies will reverse our current trajectory."
It adds:
"The greatest threat to global public health is the continued failure of
world leaders to keep the global temperature rise below 1.5C and to restore
nature.
"Urgent,
society-wide changes must be made and will lead to a fairer and healthier
world.
"We,
as editors of health journals, call for governments and other leaders to act,
marking 2021 as the year that the world finally changes course."
Dr Fiona
Godlee, editor-in-chief of The BMJ, and one of the co-authors of the editorial,
said: "Health professionals have been on the frontline of the COVID-19
crisis and they are united in warning that going above 1.5C and allowing the
continued destruction of nature will bring the next, far deadlier crisis.
"Wealthier
nations must act faster and do more to support those countries already
suffering under higher temperatures. 2021 has to be the year the world changes
course - our health depends on it."
The
editorial will appear in The BMJ, The Lancet, the New England Journal of
Medicine, the East African Medical Journal, the Chinese Science Bulletin, the
National Medical Journal of India, the Medical Journal of Australia, and 50 BMJ
specialist journals including BMJ Global Health and Thorax.
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https://www.publico.pt/2021/09/06/ciencia/noticia/200-revistas-saude-apelam-accoes-urgentes-alteracoes-climaticas-1976305
CRISE CLIMÁTICA
Mais de 200 revistas de saúde apelam por acções urgentes
contra as alterações climáticas
Num editorial comum revistas de saúde pedem que líderes
mundiais aumentem os seus esforços para transformar as sociedades e torná-las
mais saudáveis. A saúde já está a ser prejudicada pela subida da temperatura
média global, acusam
Teresa Sofia
Serafim
6 de Setembro de
2021, 1:01
Mais de 200
revistas especializadas em medicina ou saúde pública juntaram-se para publicar
em simultâneo um editorial que apela aos líderes mundiais para que tomem
medidas urgentes para limitar o aumento da temperatura média global abaixo dos
1,5 graus Celsius, travar a destruição da natureza e proteger a saúde humana. A
emergência climática que o mundo enfrenta acabou por levar a algo inédito:
nunca tantas revistas científicas de saúde se tinham unido para lançar a mesma
declaração.
Há já muito tempo
que profissionais e revistas de saúde têm vindo a alertar para os impactos
graves e cada vez maiores das alterações climáticas na saúde e na destruição da
natureza. Agora, com o aproximar da Assembleia Geral das Nações Unidos (a
partir de 14 de Setembro) – um dos grandes encontros antes da 26.ª conferência
das partes (COP26) da Convenção-Quadro sobre as Alterações Climáticas das
Nações Unidas –, as mais de 200 revistas científicas unem-se para se fazer
ouvir num editorial comum.
Nesse apelo estão
revistas de referência e de todos os continentes, incluindo a The Lancet, a New
England Journal of Medicine, a The BMJ, a PLOS Medicine, a East African Medical
Journal, a Chinese Science Bulletin, a National Medical Journal of India ou a
Medical Journal of Australia. Entre elas, não há nenhuma revista com sede em
Portugal. De revistas em língua portuguesa, o artigo vai ser publicado na
Revista de Saúde Pública, do Brasil.
Ao longo do
editorial, deixam-se algumas ideias sobre o impacto do aumento da temperatura
na saúde humana. “A saúde está já a ser prejudicada pelo aumento na temperatura
global e a destruição do mundo natural, uma situação que profissionais de saúde
têm vindo a chamar a atenção há décadas”, escreve-se no artigo.
Nos últimos 20
anos, destaca-se que a mortalidade ligada ao calor entre as pessoas com mais de
65 anos tem subido para mais de 50%. Temperaturas mais altas têm aumentado a
desidratação, a insuficiência renal, malignidades dermatológicas, infecções
tropicais, resultados negativos para a saúde mental, complicações na gravidez,
alergias, ou morbilidades cardiovasculares e pulmonares. Alerta-se que esses
danos afectam desproporcionalmente os mais vulneráveis, nomeadamente as
populações mais velhas, minorias étnicas, comunidades mais pobres, crianças ou
quem já tem doenças subjacentes.
O declínio de
culturas agrícolas ligado ao aquecimento global não é esquecido. Juntamente com
esse declínio, os efeitos do clima extremo e o esgotamento dos solos pode minar
os esforços para se reduzir a subnutrição no mundo. Assinala-se ainda que
ecossistemas prósperos são essenciais para a saúde humana, e que a destruição
alargada da natureza está a pôr em causa a segurança alimentar e da água, o que
aumenta o risco de pandemias. E nota-se: “As consequências da crise ambiental
recaem desproporcionalmente em países e comunidade que contribuíram menos
para o problema e têm menos capacidade de mitigar os danos”.
No editorial,
apela-se para que os governos intervenham de uma forma que seja possível
transformar as sociedades e as economias. Como? Ao apoiar a remodelação dos
sistemas de transportes, das cidades, da produção e distribuição alimentar, ou
dos sistemas de saúde. “Os governos devem fazer mudanças fundamentais na forma
como as nossas sociedades e economias são organizadas na forma como vivemos”,
lê-se no documento. Dessa forma, poderiam verificar-se melhorias na qualidade
do ar e na alimentação ou um aumento na actividade física.
Países mais ricos
têm de ajudar mais
Os esforços de
muitos governos, instituições financeiras e de empresas para alcançar metas de
emissões líquidas zero (incluindo até 2030) são destacados no editorial. O
custo da energia renovável está a descer e há países que estão a tentar
proteger pelo menos 30% dos oceanos e territórios até 2030. Mesmo assim,
refere-se que esses esforços não são suficientes e é preciso combiná-los com
planos a curto e longo prazo para aumentar as tecnologias de “energia limpa” e
transformar as sociedades.
Também se sugere
que os países que contribuíram mais para a actual crise ambiental devem apoiar
mais os países de baixos e médios rendimentos a construir sociedades mais
limpas, saudáveis e resilientes. Os países mais ricos devem aumentar o seu
“financiamento climático” tanto ao nível de medidas de mitigação como de
adaptação. Esse financiamento deve ser feito em subvenções e não através de
empréstimos a outras nações.
Na declaração
comum não restam dúvidas sobre o grande problema que se enfrenta: “A grande
ameaça para a saúde pública global é o contínuo fracasso dos líderes mundiais
em manter o aumento da temperatura global abaixo dos 1,5 graus Celsius”. Aliás,
no novo relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas
confirma-se a grande influência humana no aquecimento global e nos fenómenos
associados. Concluiu-se que, em qualquer cenário, a Terra deve aquecer 1,5
graus até 2040.
“Mudanças
urgentes em toda a sociedade devem ser feitas, o que levará a um mundo mais
saudável e justo”, resume-se. “Pedimos aos governos e outros líderes para
actuar para que 2021 seja marcado como o ano que em que o mundo finalmente
mudou de rumo.”
Em comunicado,
Fiona Godlee, directora da The BMJ e uma das autoras do editorial, salienta o
compromisso dos profissionais de saúde na luta contra as alterações climáticas.
“Os profissionais de saúde têm estado na linha da frente da crise da covid-19 e
estão unidos no alerta de que o aumento de 1,5 graus Celsius [na temperatura
média global] e uma contínua destruição da natureza levarão a uma próxima crise
[de saúde global] ainda mais letal.” Também Richard Horton, director da The
Lancet, deixou uma mensagem: “Enfrentar urgentemente a crise climática é uma
das grandes oportunidades que temos de melhorar o bem-estar das pessoas em todo
o mundo”.
tp.ocilbup@mifares.aseret

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