JUSTIÇA
PSP vai apresentar queixa contra juiz que tentou
“provocar” os polícias
O juiz Rui Fonseca e Castro “provocou” os elementos da
PSP que estiveram ontem no Conselho Superior da Magistratura, gritando-lhes que
deveriam colocar-se no lugar e que ele era a autoridade judiciária, estando
“acima” dos mesmos.
Sara Xavier Nunes
8 de Setembro de
2021, 14:28
O comportamento
de Rui Fonseca e Castro valeu-lhe um processo disciplinar que pode redundar na
expulsão da magistratura SARA NUNES
A Polícia de
Segurança Pública (PSP) vai apresentar queixa contra o juiz Rui Fonseca e
Castro depois de, esta terça-feira, ter confrontado os polícias, aos
gritos, e tentado “provocar” os mesmos.
“Devido aos
comportamentos do Sr. Juiz Rui Fonseca e Castro (amplamente difundidos pelos
Órgãos de Comunicação Social), aquando da sua interacção com os Polícias que
ali se encontravam de serviço, a cumprir a sua missão, a PSP participará, ainda
hoje, às entidades judiciárias competentes os factos ocorridos”, lê-se num
comunicado enviado às redacções esta quarta-feira.
Esta autoridade
afirma ainda que “os comportamentos verificados tiveram o aparente objectivo de
provocar os Polícias em serviço”, enaltecendo a postura dos presentes:
“mantiveram uma postura profissional, calma e serena, própria de quem está
ciente da sua missão, o que se salienta e enaltece”.
O juiz
negacionista Rui Fonseca e Castro esteve esta terça-feira no Conselho
Superior da Magistratura, a defender-se de um processo disciplinar que lhe foi
levantado por causa dos seus comportamentos e atitudes. O juiz, que já liderou
várias manifestações negacionistas, foi suspenso de
funções depois de ter interrompido um julgamento de um caso
urgente de violência doméstica por o procurador e o funcionário judicial se
terem recusado a tirar as máscaras na sala de audiências.
No decorrer da
audição e, mais tarde, durante a manifestação que reuniu vários apoiantes do
juiz, a PSP verificou “o incumprimento das regras em vigor para a prevenção da
disseminação da pandemia que ainda nos atinge”, dizem. Assim, “a PSP adoptará
as diligências necessárias para a identificação dos infractores, a fim de
proceder ao levantamento dos respectivos autos por contra-ordenação”. Na
altura, e “para evitar males maiores”, a Polícia “fez uma avaliação do
custo/benefício de uma intervenção pela força, adoptando uma postura que a
evitasse”.
A autoridade reforça a mensagem de que ainda estamos em tempo de pandemia e apela a “todos os cidadãos, independente das suas convicções, a que respeitem as restrições em vigor, destinadas a combater a pandemia” e “que cumpram as ordens legais e legítimas dos Polí

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