Embora
não se possa generalizar para todos os estabelecimentos, investigações
policiais e debates políticos em Portugal confirmam a existência de "lojas
de fachada" utilizadas por redes criminosas para facilitar a imigração
ilegal e o branqueamento de capitais.
Aqui
estão os pontos principais sobre essa realidade:
- Esquema de "Plataformas Rotativas": Muitas destas lojas (frequentemente de conveniência ou brindes) funcionam como entrepostos onde imigrantes são registados formalmente para obter segurança social e contratos de trabalho fictícios, facilitando a sua legalização na Europa em troca de grandes somas de dinheiro pagas às máfias.
- Investigações em Curso: A Polícia Judiciária (PJ) e o antigo SEF têm realizado operações contra redes que exploram estas lojas, especialmente em Lisboa (como na zona da Mouraria e Martim Moniz), onde foram detetados crimes de auxílio à imigração ilegal, exploração laboral e até extorsão contra outros comerciantes.
- Pressão Política: Partidos como o CDS-PP apresentaram propostas no Parlamento para o encerramento imediato de empresas que não tenham atividade comercial real e sirvam apenas como fachada para máfias.
- Branqueamento de Capitais: Além da imigração, estes espaços são por vezes utilizados para circular dinheiro de origem ilícita, simulando vendas que nunca ocorreram para "limpar" capitais provenientes de outras atividades criminosas.
- Diferentes Origens: As autoridades identificam redes ligadas a várias nacionalidades, incluindo grupos que exploram imigrantes do Sul da Ásia (Índia, Paquistão, Nepal) e máfias chinesas, embora estas últimas também se foquem em outros setores como o jogo ilegal e armazéns.
- É importante notar que a maioria dos comerciantes asiáticos opera de forma legal e contribui para a economia local; as "lojas de fachada" são alvos específicos de fiscalização por parte das autoridades como a AIMA e a Polícia Judiciária.
Although
it cannot be generalized to all establishments, police investigations and
political debates in Portugal confirm the existence of "front shops"
used by criminal networks to facilitate illegal immigration and money
laundering.
Here are
the main points about this reality:
- "Rotating Platforms" Scheme: Many of these shops (often convenience stores or gift shops) function as warehouses where immigrants are formally registered for social security and fictitious employment contracts, facilitating their legalization in Europe in exchange for large sums of money paid to the mafias.
- Ongoing Investigations: The Judiciary Police (PJ) and the former SEF have carried out operations against networks that operate these stores, especially in Lisbon (such as in the Mouraria and Martim Moniz areas), where crimes of aiding illegal immigration, labor exploitation and even extortion against other traders were detected.
- Political Pressure: Parties such as the CDS-PP have presented proposals in Parliament for the immediate closure of companies that have no real commercial activity and serve only as a front for mafias.
- Money laundering: In addition to immigration, these spaces are sometimes used to circulate money of illicit origin, simulating sales that never took place to "clean" capital from other criminal activities.
- Different Origins: Authorities identify networks linked to various nationalities, including groups that exploit immigrants from South Asia (India, Pakistan, Nepal) and Chinese mafias, although the latter also focus on other sectors such as illegal gambling and warehouses.
- It is important to note that most Asian merchants operate legally and contribute to the local economy; the "front stores" are specific targets of inspection by authorities such as AIMA and the Judiciary Police.

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