Há zonas de Lisboa “em estado de catástrofe”, avisa Carlos
Moedas
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa ressalvou
tratar-se de uma expressão informal, não equacionando decretar o estado de
catástrofe.
Carla B. Ribeiro
13 de Dezembro de
2022, 8:53 actualizada às 9:10
O presidente da
Câmara Municial de Lisboa, Carlos Moedas, descreveu a situação vivida nesta
manhã em Lisboa como "difícil". Em declarações em directo à TSF, o
autarca adiantou que há “muitas zonas da cidade que estão em estado de
catástrofe”, para, depois de questionado sobre a utilização do termo, ressalvar
que o uso da palavra é "informal".
Dadas as chuvas
intensas ao longo da noite, muitas artérias da capital encontram-se
intransitáveis, os autocarros da Carris não estão a circular e o Metro de
Lisboa está a funcionar, mas com vários constrangimentos, não existindo
previsões para a reposição da normalidade nos transportes ao longo da manhã.
Por tudo isso, o
presidente da CML deixa o apelo: "Como presidente da Câmara peço a todos
os lisboetas para estarem o mais em casa possível nestas horas", já que,
"pelo menos até às 10h, 11h da manhã, ainda temos uma grande intensidade
[de chuva]".
Entretanto, e
apesar de o aviso de alerta vermelho estar previsto até às 8h, a situação
mantém-se alarmante, tendo sido observada uma queda de "30 milímetros de
água numa hora", o que equivale a 30 litros de água por metro quadrado,
havendo ainda vias a ser cortadas, com Carlos Moedas a informar o encerramento
recente do Túnel do Marquês.
Apesar de se
tratar de um "fenómeno extremo" e de existirem "danos
materiais" significativos, Moedas sublinha que não foi registado nenhum
ferido desde o início das chuvadas intensas.
O autarca
informou ainda que se registaram mais de 250 ocorrências durante a noite, com
pessoas a serem retiradas das suas casas, mas apontou que para já ainda não
sabe de quantas foram.

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